Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

AMOR


Procurei-te no coração ardente da vida!
Encontrei-te!
Mergulhei contigo num poço de paz!
Agora,
nada mais me interessa.
Vivo do sabor dos teus beijos!
Canto ao som da tua música!
Bebo do teu cálice!
Como do teu pão!
Meus pés
sempre saberão por onde ir,
porque sinto a frescura leve dos teus passos
que me seduzem e encaminham.
Às vezes,
retiras-te e deixas-me nas trevas.
Depois,
brincas comigo
às escondidas.
Mas,
quando ouves os meus soluços
apressas-te a socorrer-me.
Não te vejo nem te oiço,
mas sinto-te.
Sei que estás!... Que és!... Que te dás!
Até quando viverei,
assim,
vendo-te apenas
com os olhos
apaixonados e cegos do coração?!...

Hermínia Nadais

1 comentário:

Ricardo Tavares disse...

Muito bonito este poema. Explica muito bem os sentimentos do amor e mesmo assim consegue manter toda a incerteza das relações. Adorei.