Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Livra-me

Livra-me

Livra-me de mim
De me ver assim
Parada no tempo
Parada no espaço
Parada na vida
Parada na lida
E cheia de cansaço.

Livra-me de mim
Deste dia incerto
Deste céu gelado
Deste mundo errado
Deste peito aberto
De tanta aflição
Por ter de aceitar
O que mais magoa
Qualquer coração.

Hermínia Nadais

4 comentários:

yaleo disse...

Magnífico
Parabéns pelas lindas letras que juntas e pelas palavras que formas que acabam em frases que arrepiam.
Um beijinho

Anónimo disse...

Por que nao:)

Janice Adja disse...

Acho que é normal se sentir assim vez por outra. Serve para ajudar no levantar e correr.
Beijos!

Janice Adja disse...

Não devemos perdir para nos livrar da nossa própria vida.
Construimos ela dessa forma, Agora que o tempo passou, que a vida tá na fase de levar mais do que trazer é chegada a hora do agradecer.
Sei que temos muito mais para agradecer, mesmo sabendo que se eu fosse viver todo o tempo novamente, eu não faria tudo novamente.
Beijos!
Foi muito importante entrar aqui.