Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

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quarta-feira, 19 de março de 2008

Às vezes... ou sempre...


Há quem diga que nem sempre... nem nunca! Cá para mim eu acho que deverá ser sempre. Já que no mundo se fala tanto em ódio... porque não aproveitar bem a dica?
Poderá haver quem não entenda a minha maneira de ver. A princípio eu também não compreendia muito bem! Mas com o treino... acabei por concluir que a cultura do ódio, posta a render de determinada maneira... pode produzir muito bons efeitos.
O ódio e o amor caminham lado a lado, e dentro de cada homem travam uma luta constante. Ao sentir essa verdade, podemos decidir optar pela inacreditável e inaceitável cultura do ódio.
Não é muito fácil, mas talvez se torne... quem sabe... até um pouco divertido. Basta começarmos por tentar incarnar em nós, antes de mais e acima de tudo, o pavor e ódio ao próprio ódio. De seguida, dignar-nos-emos cultivar o ódio à injustiça, à maldade, à preguiça, à ignorância, ao mal-dizer, à calúnia, à insensatez, à indignidade, à indiferença... a tudo quanto for pobreza espiritual, material e humana. Tanto ódio!... Tanto!... Um comboio enorme... a transbordar de ódio... mas daquele ódio que muito fatalmente nos levará à prática do verdadeiro amor!
Será que há quem arrisque a começar com a aventura?!... Para quando?!...

Hermínia Nadais

2 comentários:

Anónimo disse...

Poucos arriscam um caminho que não conhecem.
Gosto muito de ler o que escreve, voltarei de vez em quando.
Continue a partilhar as suas palavras.

H. N. disse...

Gostei muito da mensagem.
O ser anónimo não consegue esconder o sentir do coração bem expresso nas palavras... que me parecem tão... familiares!...
Será que estou enganada?!...
Obrigado pela força!
Bjs, Hermínia