Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

DESENCANTO!

Acampei calmamente com malas e bagagens
no pleno encanto da vida desencantada!

Cantei, chorei, sorri, olhei claramente as saídas mais diversas
daquela estupenda e gigantesca encruzilhada!
Então parei, meditei e concluí por fim
que todas aquelas estradas
descontínuas diferentes emaranhadas maltratadas
de mim saíam e se dirigiam todas para mim.

Na ânsia desmedida de encontrar-me
segura do caminho a seguir
a partir de tantas desilusões
questionei-me no silêncio mais ruidoso atroz e arrasador
sobre o porquê de todas aquelas tremendas confusões.

Não há sombra de dúvida - rematei!
“A minha humanidade é só fraqueza
e é a partir dela que tenho que seguir
no meio de todas as controvérsias e aflições”

E apressei-me a tentar descortinar
a melhor senda por onde caminhar...

Mas... que o desencanto quebra amarras e arranja soluções
foi a única conclusão a que pude chegar!...

Então, com muita garra abracei o desencanto
e atirando por terra as ilusões
decidi não mais deixar de o abraçar
e com ele vencer as más ocasiões!
Hermínia Nadais

12 comentários:

MADRUGADA... disse...

Belo poema.

Cumprimentos.

Caminhante disse...

Que lindo, ao lê-lo revi-me neste poema, nunca nos devemos deixar abater pelo desencanto.
Obrigado por estes momentos tão belos.
Caminhante

Pedro disse...

A descoberta, a aventura! Um belo hino.

mariz disse...

Salvé Amiga querida!
Mas que poema tão denso de transtorno anímco...pelo menos pareceume, embora estivesse lindamente escrito. Saboreei-o, mas francamente, a vibração dele, preocupou-me.
Sempre pensei pelo relato que tive de si, por outra via, há uns dias já, fosse de umas férias bem divertidas e descansadas...
Bom, se quiser sabe que pode contar comigo e onde estou...aqui há muito público e o ruído encomoda-nos.
Beijinhos de Verão, quase a acabar!

Sempre,
MAriz

ESPAVO! - como em MU

Nilson Barcelli disse...

Poema realista... o desencanto é tão frequente que não lhe podemos fazer vista grossa...
Belo poema, gostei de ler.
Abração cara amiga.

Vieira Calado disse...

Passei para ver as novidades e deixar um beijinho.

BECK disse...

hi
hello
how was your day?
i liked your blog
you are fantastic!!!

really nice blog
fabulous fantastic
bye
take care
see you

BECK disse...

hi
hello
how was your day?
i liked your blog
you are fantastic!!!

really nice blog
fabulous fantastic
bye
take care
see you

DE-PROPOSITO disse...

Olá.
Desejar que a felicidade ande por aí.
E que tudo vá bem.
Manuel

Nilson Barcelli disse...

Vinha ler mais, mas não publicaste mais nada...
Mas reli e voltei a gostar.
Beijinhos.

mundo azul disse...

Atirar por terra as ilusões, é um ato de coragem!
Muito bem cantado em seus versos, um momento de extrema lucidez...


Beijos de luz e o meu carinho!!!

Parapeito disse...

Não podemos sempre viver com as ilusões...chega um dia que temos de encarar de frente a realidade...mesmo que seja dura...
Mas temos de acreditar...e nunca perder a esperança...

***