Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

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terça-feira, 21 de outubro de 2008

VENDAVAL

Não chove, não faz frio nem cai neve, as nuvens não fogem desesperadas nem o vento sopra como louco. Não são estes factores do tempo que fazem as mãos trémulas e as pernas enfraquecidas, os corpos inseguros e os corações deambulantes, as frases entrecortadas por suspiros escondidos nas asas egoístas das ignominiosas torturas que acompanham tantas vidas sombrias disfarçadas pelas mais sorridentes gargalhadas e boas disposições... que agodizam ainda mais fortemente os sofrimentos atrozes e esmagadores perdidos na calada da noite.
Realmente, não é preciso que haja mau tempo para que se viva no mais tremendo, estúpido e enormíssimo vendaval.

6 comentários:

Ricardo Tavares disse...

Muita verdade nessas suas palavras. Ainda que haja quem não consiga disfarçar o que lhe vai na alma.

Espero que esteja tudo bem consigo.

Um beijo

Ricardo

Agulheta disse...

Olá Hermínia.Pois uma (maripossa) voou por estes lados e entrou neste blog,que desconhecia o ter,de qualquer forma adorei as palavras sentidas no texto.
Beijinho da Lisa
do http:// maripossa.blogs.sapo.pt

Uma Ilha disse...

Esses vendavais que se passam na vida por vezes são bem piores que aqueles da natureza.Abraço
Uma ilha

Cöllyßry disse...

Olá querida...Os vendavais no hoje são tantos, com este doidice que fazem com a Natureza...Belo poetar

Beijitos ternos

Cöllyßry disse...

Olá querida...Os vendavais no hoje são tantos, com este doidice que fazem com a Natureza...Belo poetar

Beijitos ternos

Gilbamar disse...

Às vezes os vendavais nos chegam sob diversas formas em nosso cotidiano. Enfrentá-los com bravura e vencê-los é o grande desafio.

Abraços.