Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

NA PAZ DA TARDE...

Uma “folha colorida”
e marejada de tempo
vagueava pelo espaço
cantando lindas histórias de encantar!
Tão belas
que entretinham os sorrisos das estrelas
e adoçavam o coração do Sol
os lábios da Lua
a meiguice das flores
e os segredos do vento!

Em suaves melodias...
a “folha colorida”
cantava a ternura suave e doce
dos bebés acolhidos
sob a frondosa copa da árvore
onde vivera,
a paixão dos que sob ela vira enamorar-se
e ainda as carícias dos que
aproveitavam
a serena quietude dos bancos do jardim
para desfiar memórias!...

Quadro (in)vulgar
e uma delícia para a vista
de quem tem olhos para ver
e de consolo para o coração
de quem é capaz de amar!...

Por esse mundo perdidas,
quantas exposições assim,
deslumbrantes
e plenas de detalhes outonais
do tempo e da vida!...

E com quanta felicidade e alegria
nos podemos extasiar
sorvendo a beleza incomparável
e inconfundível
dos odores outonais do tempo
e sentindo na alma
a chegada lenta e calma
das características outonais da vida,
na melodiosa paz da tarde!...

sábado, 15 de novembro de 2008

ENTREGA

Sonhei fazer nesta vida
Tudo quanto tu quisesses
Acabei quase perdida
Nas duras teias que teces.

Uma teias eu entendo
Mas outras eu não sei ver
Vou desbravando o caminho
Até algo acontecer.

Vejo escuro em pleno dia
Pois não consigo enxergar
Nas estradas tortas da vida
O caminho a palmilhar.

É tamanha a confusão
Que sinto em minha cabeça
Que nem parar eu consigo
Para conversar comigo
Antes que um mal me aconteça.

Fechou-se o túnel à volta
Sem dar espaço onde entre luz
Levanto as mãos para o ar
Para tentar encontrar
O que ainda me seduz.

Amor! Não escondas de mim
Tuas carícias e mimos
Vivo atulhada em pavor
Para encontrar amor
A melodia dos teus hinos.

domingo, 9 de novembro de 2008

TEMPESTADES

Nas “tempestades”...
quase sem pensar
fico
parada no tempo
e sujeita a marés
como as águas cintilantes
da ria!...

Então
vou planando no espaço
a voo rasante
como as gaivotas
e como os pescadores
vou pensando
qual a melhor hora
de deitar o ‘meu barco’
à água...

Entretanto
espero que os raios
ensolarados
atravessando
a escuridão das nuvens
venham acariciar-me o rosto
e ensinar-me aos passos
os caminhos da luz.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

A CULTURA DO AMOR

Amar
não é gostar de alguém
é algo mais
onde há comportamentos tais
que grande parte das pessoas
não os têm.

Amar
é procurar
que o outro cresça,
seja feliz
e se sinta realizado,
é esquecer-se de si
e pensar no “ser amado”,
é compreender,
perdoar,
pedir perdão,
aceitar o defeito do irmão,
e tentar viver, assim,
na paz do coração.