Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

domingo, 11 de julho de 2010

Eu… e a selva!


Na ânsia de viver... vou rodando pela estrada do tempo! Para sossegar a saudade aconchegante dos braços fortes do pai... do carinho e ternura da mãe... das carícias ternas das mãos... do alinho doce dos meus cabelos finos e escorridos… e fugir ao stress arrasante da vida apetece-me andar de marcha à ré… … mas não posso!
O meu corpo, cansado, não segura o doido “veículo” que é ele mesmo… que acaba por embater fortemente no rochedo da insatisfação e por deslizar na encosta da inquietude e desespero.
Aterrado... o meu olhar exausto, como por encanto, por entre o arvoredo da floresta recai sobre um sem número de animais que, pachorrentos e estupefactos, me fixam calma e atentamente.
Num relance... o meu coração bate apressado e descompassado lembrando o desatino de alguns homens e deleitando-se com o poder permanecer ali... sorvendo a doçura inconsciente daqueles bichinhos inofensivos.
Realmente… a sensatez da selva... envergonha a humanidade!...

2 comentários:

Coração disse...

"Realmente… a sensatez da selva... envergonha a humanidade!"


Oi Hermínia querida,

Adorei seu texto e essa última frase, concordo plenamente...
Infelizmente o "bicho homem" está cada vez menos humano.
Amo animais e sempre enxergo neles uma doçura que, muitas vezes, não consigo enxergar nos seres humanos...


Beijo!

Betty Gaeta disse...

Oi Hermínia,
Obrigada pela visita. Adorei o seu blog. Vc escreve muito bem.
Estou seguindo vc e vou ficar muito feliz se vc tb me seguir.
Bjkas e uma semana maravilhosa para vc.