Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

sexta-feira, 16 de julho de 2010

HORIZONTES DE VIDA


Uma vida sem horizontes
é como uma noite sem luar,
um céu sem estrelas,
um dia sem sol,
um jardim sem flores!...

Frente ao mar
escuto o bramir das ondas
e sinto o perfume forte e fresco da maresia...
mas na profunda escuridão
quando as estrelas não cintilam
nem os barcos se assinalam
nada consigo enxergar
mesmo sentindo-me
docemente
junto ao mar!

Não há vida sem horizontes…
mas os horizontes da vida
estão muitas vezes escondidos
nas nuvens mais densas
que não nos deixam antever
um único ponto de luz.

E tal como em noite tenebrosa e escura
junto ao mar
quem a si mesmo se quer maravilhar
tem que esperar o romper da alva aurora...
nos mais profundos momentos de sofrimento e dor
há que compreender e esperar
que a ansiada claridade dos “raios matutinos”
nos mostrem claramente e sem demora
o que temos e o que somos
e o que poderemos fazer no aqui e agora...
horizontes de vida...
o calmo e pachorrento romper de nova aurora!

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