Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

MOMENTOS

Não sei desligar o rádio… preciso de silêncio… tenho de fazer silêncio. É difícil, mas não impossível.
Neste vaguear desvairado na busca de caminhos, cheguei à “França”, algures, em Trás-os-Montes, a caminho da Espanha. A aldeia é pequena, mas cheia e rodeada de encantos, banhada por um pequeno ribeiro onde os açudezinhos abundam para reter a pouca água que por ali faz caminho delimitado por altos e frondosos choupos.
O sol está escaldante, o céu de um azul vivo salpicado de belíssimas nuvens brancas algumas das quais marejadas de um majestoso cinzento.
A estrada é tortuosa e muito pouco habitada. Dos picos arredondados dos inúmeros montes até ao sopé das pequenas montanhas a vegetação alterna entre os mais variados tons de verde até ao característico amarelo da palha seca. Pelo espaço vagueiam águias, milhafres, falcões… sei lá… umas quaisquer aves de rapina, na busca das poucas ou muitas presas escondidas nos pequenos mas espessos arvoredos.
As florestas de Montesinho extasiam! Os aglomerados populacionais estão lindamente cuidados. As casas cobertas de lousas são vozes extremosas do passado bem semeado no presente.
A Natureza é pródiga de beleza, novidade e bem-estar, em qualquer tempo e lugar. Para o sentir e vivenciar mais profundamente e até ao ínfimo pormenor basta activar com todos os meios disponíveis os olhares bem atentos do coração, pois os olhos brilharão de felicidade dando ao rosto uma esplendorosa sensação de gozo, harmonia, serenidade e paz… a bênção mais milagrosa, amorosa e carinhosa de Deus.

2 comentários:

Ana Kelci Wolfart disse...

Lindíssimo! Parabéns!
Felicitações do Rio Grande do Sul- Brasil!

Anónimo disse...

Por que nao:)