Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

(IN)COMPREENSÃO


Busco a vida
no rodar lento da noite
esperando que a aurora me seduza
a penetrar nos raios escarpados da luz
que os meus olhos embaciados
ainda não conseguem enxergar.

Vivo no rasto do tempo atarefado
nas lutas obscurecidas
pelos esconderijos que anelo
ao encobrimento dos raios esplendorosos
que as paredes do coração abafam
solenemente num desmedido e contido esforço
de lágrimas sufocadas e secas
no fogo concertante da (in)compreensão
que antevê a construção gigantesca do ser
extraído docemente do nada… eu.

2 comentários:

Vieira Calado disse...

Nada não, amiga!

Somos sempre alguma coisa!

O "eu"!

Beijinhosss

Anónimo disse...

imparato molto