Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

SONHOS DESFEITOS!

Foi num lacrimoso dia dos finais da Primavera… um daqueles característicos dias solares em que os pingos da chuva vão alternando continuamente com os raios de Sol escaldante e os minutos se sucedem num rodar tão permanente que parece não ter fim.
Enquanto o Sol ia sorrindo por entre a densidade das nuvens e iluminando a terra com os seus esplendorosos raios, uma alegre e colorida borboleta voava por entre a frescura da ramagem, junto a um pequeno regato, embalada pela maravilhosa beleza que a circundava.
Subitamente, deparou-se com uma papoila empalidecida… à míngua das carícias fulgurantes e directas do calor e luz solares!
Entreolharam-se meigamente, depois do que a borboleta sussurrou:
- Como é possível, papoila linda?!... Isto não é lugar para ti!
E… velozmente… como que para superar tanta carência de afecto… imobilizou as suas leves asas para as poisar sobre as fragilizadas pétalas, acalentando-as com a maior ternura e carinho do palpitar suave e quente do seu bondoso coração.
Entre soluços partilhados, abraçaram-se meigamente, expandindo felicidade!
Entretanto, duas meninas de olhos azuis e cabelos loiros ondulados, apareceram, saltitando e cantarolando.
Nas mãos aveludadas e macias traziam uma pequena rede amarela e um saquinho azul.
Sem mais demoras, lançaram a rede sobre a borboleta e, de imediato, muito cuidadosamente, retiraram da terra embevecida a esguia papoila para colocá-la, com todos os cuidados possíveis, num vasinho verde retirado do interior do saco.
Amargamente surpresas… a papoila e a borboleta… bem queriam dar continuidade à sua felicidade pessoal e à alegria desmedida e louca daquelas inexperientes crianças… mas não conseguiram resistir à mágoa da separação, à perca irreparável do seu incomparável cantinho nem da sua tão genuína liberdade!...
E… lentamente… a borboleta foi imobilizando as asas, e a papoila… magoada e enternecida… foi deixando murchar as folhas ao mesmo tempo que deixava cair, uma a uma, todas as suas pétalas!…
De olhares lacrimosos e corações feridos, as duas meninas, silenciosa e desoladamente, iam-se encaminhando para as suas casas!

5 comentários:

Maria disse...

Querida amiga uma história triste. Por vezes mesmo sem querermos, acabamos por magoar os outros, com os nossos atos. O importante é aprendermos a lição para não voltar a repetir o mesmo erro.
Bom fim de semana
beijinhos
Maria

Bonecas da Filó disse...

Olá Herminia! Muito Obrigada pela sua visita, o tempo corre...corre e temos tão pouco tempo para visitar as nossas amigas... Espero que esteja bem de saude, já que continua a escrever muito, muito bem como sempre, muitos beijinhos

Ana Paula

N. Barcelli disse...

Uma história linda, mas que não tem um final feliz... como de facto muitas vezes acontece na vida...
Querida amiga, bom resto de semana.
Beijo.

Paulo H. Lima disse...

Olá, Hermínia! Muito bonito esse desenho!!
Parabéns pelo blog e muitas alegrias pra você.

Carolina disse...

quida linda titi

que histólia tão tiste mas que a titi sabe tão bem contar...a minha vóvó leu-me!
Vim até cá para dizer que pode ir vê-me num videozinho no meu blog e até já tenho 1 ratinho. Como tão os seus meninos todos?
beijinhos pa eles e xis colações para a minha titi quida do colaxão
Carolina bébé