Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Saboreai e vede!

Hoje... depois de muito pensar... decidi meter neste espaço, sem restrições, tudo quanto faz parte de mim... "Eu... e o meu mundo..." 
Por isso, vou começar a colocar aqui algo mais do que o  habitual e me  identifique melhor comigo mesma!

A Igreja de Deus – é Jesus com os homens! Foi o próprio Jesus Quem o disse!
Ser Igreja de Deus é “Viver como ramos da videira verdadeira, que é Cristo, e dar muito fruto.”
Na parábola da videira, Jesus diz: «Eu sou a videira, vós os ramos» (Jo15, 5). Isto significa que assim como os ramos estão ligados à videira e lhe pertencem, assim também os homens estão ligados a Jesus e uns aos outros, ou seja, pertencem a Jesus e uns aos outros… não numa relação ideal, imaginária, simbólica, mas num… pertencer a Jesus Cristo, bem vistas e sentidas as coisas, num sentido misteriosamente biológico e plenamente vital.
A Igreja é uma comunidade de vida com Jesus e de pessoa para pessoa, fundada no baptismo e que se vai aprofundando cada vez mais na Eucaristia, onde Cristo se dá no Pão da Palavra e do Corpo Eucarístico, o que, na realidade, vai produzindo a cada dia uma união tão forte e íntima… que Cristo e os que O vivem, tendem a ser, cada vez mais profunda e misteriosamente, uma e a mesma coisa.
Quando Jesus Cristo perguntou a Saulo no caminho de Damasco - «Porque Me persegues?» (Act 9, 4), quis exprimir a íntima comunhão de vida da Sua Igreja com Ele. Cristo ressuscitado está com a Igreja e a Igreja está com Cristo ressuscitado. As perseguições contra a Igreja ferem a Jesus. Na Igreja – todos os cristãos - não estão sozinhos quando são oprimidos por causa da fé em Jesus Cristo, porque Jesus Cristo, no SEU Espírito Santo, está neles e com eles. Daí a enorme força da Igreja e dos cristãos.

Quando Jesus diz: «Eu sou a videira verdadeira, e o meu Pai é o agricultor» (Jo 15, 1), explica que o vinhateiro, DEUS/JESUS, toma a tesoura, corta os ramos secos e poda aqueles que produzem fruto para que dêem mais fruto. Jesus/Deus, quer dar-nos, permanentemente, uma vida nova e produtiva, pujante de entusiasmo e força.
Mas… não podemos olhar para o aspecto exterior da Igreja, ou seja, não podemos vê-LA como uma das muitas organizações que vivem sob as normas de uma sociedade democrática, pois a Igreja promove a ESPIRITUALIDADE, uma vivência muito difícil de compreender, avaliar, aprofundar e tratar. Até porque, a Igreja, está presente no mundo com homens e mulheres, peixes bons e maus, trigo e joio, e se nos fixarmos nas realidades negativas da Igreja (maldades ou fragilidades dos homens e mulheres), a tristeza será tanta que nunca mais poderemos desvendar o grande e profundo mistério da Igreja que só poderá ser visto à luz da Fé na presença real de Cristo em todos os seus membros e de todos os seus membros em Cristo.
Cristo não veio para os perfeitinhos, pois esses, neste mundo, realmente, não existem! Cristo veio chamar os pecadores, os que precisam do médico, que são todos os homens, pois todos os homens, de uma ou outra forma, cometem erros (faltas de amor), maiores ou menores, mas erros (faltas de amor verdadeiro).
É a presença de Jesus na Igreja que faz DELA o «universal sacramento de salvação» (de AMOR) (LG 48),  o caminho da conversão, da cura e da vida. Esta é a verdadeira e grande missão da Igreja, a missão que Cristo Lhe conferiu.
Mesmo com imperfeições e desatinos próprios do seu “ser humanos”, é assim que Jesus Cristo nos reconhece e aceita a todos, tal como somos.
Urge querermos permanecer NELE, porque fora DELE, nada poderemos fazer de bom. Fora de Deus não há amor!
Jesus diz: «Se alguém não permanecer em Mim, é lançado fora, como um ramo, e seca.” Assim sendo, só temos duas opções: estar unido a Cristo/AMOR para dar fruto… ou estar fora de Cristo/AMOR e não fazer nada de bom, não amar como convém.
No nosso tempo de inquietação e indiferença, com imensa gente a perder a orientação e o apoio, com a fidelidade do amor no matrimónio e na amizade enormemente fragilizada… vivemos numa noite escura e aflitiva em que nos apetece gritar como os discípulos de Emaús: «Senhor, fica connosco, porque anoitece (cf. Lc 24, 29)!
E o Senhor ressuscitado presente na SUA Igreja oferece-nos um refúgio pessoal/comunitário, um lugar de luz, de esperança e confiança, de paz e segurança, de um futuro sorridente de vida plena e de alegria interior e duradoira.
É muito difícil… mas é muito bom viver assim! Cristo chama-nos muitas vezes e das mais diversas formas, e tal como os filhos da parábola deste Domingo que se aproxima, uns dizem sim e não obedecem… outros não respondem mas prestam atenção e fazem o que o pai manda… estejamos atentos a tudo quanto for melhor para o nosso crescimento pessoal e colectivo.
Não cremos sozinhos, mas cremos com toda a Igreja, com Cristo e com os homens intimamente unidos a Cristo e entre si.
Pensar e viver assim, é a beleza das belezas! Nada há que se lhes compare!

1 comentário:

Silenciosamente ouvindo... disse...

Muito obrigada por me dar a ler
este texto que me fará reflectir.
Tenha um bom fim de semana.
Bj./irene