Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

O BRINQUEDO NOVO!

Era uma manhã, na praia de Sines!
As gaivotas faziam multidão passeando calma e alegremente sobre o areal.
De quando em vez, uma ou outra saltitava para a água e depois de mergulhar bem a cabeça regressava às areias da praia para continuar a curtir a manhã amena na espera silenciosa dos raios de Sol, quando, de repente, surge um pequeno alvoroço!
É uma gaivota que segura no bico, visto de longe, algo semelhante ao espinhaço de um peixe, e que avidamente poisa e bica… repetidas vezes… e que é perseguida por mais duas ou três que tentavam sofregamente roubar-lhe o que pensavam ser uma saborosa iguaria.
Depois de aturado esforço, a gaivota foi conseguindo desviar-se das perseguidoras, mas não podendo de modo algum ingerir aquele objecto estranho poisou-o placidamente junto da água.
As gaivotas perseguidoras apressaram-se a ir bicar, uma após outra… o que julgavam um belo pequeno almoço, mas acabaram por se dispersar sem nada conseguir!
O tão almejado alvo não passava de um pequeno plástico transparente, duro e intragável, efémero e estúpido, que continuou a boiar no extremo da costa, como que a desafiar a curiosidade de outras gaivotas que… talvez mais conhecedoras do intruso ou providas de um pouco mais de senso… não deram a menor importância ao que até poderia ter sido um belo e atraente “brinquedo novo”!
Quando a vida é simples, tudo é simplicidade, e a felicidade vai surgindo a partir das coisas  mais insignificantes… como seja um naquinho de plástico perdido vagueando nas ondas!...
Que bela a Vida da Natureza!     

8 comentários:

Anónimo disse...

Caríssima Hermínia Nadais,

Parabéns pelo seu texto.

De facto as coisas simples podem ser muito boas. A lua, o sol, o mar, a floresta.

Mas que uns não fiquem a brincar com um pouco de plástico quando outros enterram a fortuna.

http://clix.expresso.pt/veja-os-rendimentos-de-15-politicos-portugueses-antes-e-depois-de-passarem-pelo-governo-grafico-animado=f680329

Cumprimentos,

Anónimo disse...

Cara Hermínia Nadais,

Parabéns. Concordo plenamente com o que disse. O bem e o mal andam juntos mesmo na instituição que se diz representante de deus.

Será que o próprio deus também é satanás de si próprio?

Cumprimentos,

Hermínia Nadais disse...

Muito obrigada pelo comentário e acima de tudo pelo link, pois fico muito contente por poder ter estas denúncias aqui.
Era muito bom, era, que toda a gente prestasse atenção a tudo isto, porque não foram nem são os salários miseráveis da arraia miúda que puseram e põem o País como ele está, mas é a deles que querem ir buscar fundos para pagar a crise que esses grandalhões arranjaram. E estes?... será que vão continuar incólumes e a calcar aos pés a pobreza???.... Será que não se lembram que, quando morrerem, não levam o dinheiro???
Haja JUSTIÇA SOCIAL!

Hermínia Nadais disse...

Este 2º comentário anónimo, tem expressões muito picantes!

"Será que o próprio deus também é satanás de si próprio?"

Deus... satanás... isto merece uma resposta muito especial... pois quem fala tanto nas mesmas coisas é porque está obcecado por elas.

Eu gosto muito de falar de Deus - de satanás, não!

Ele põe a vida num inferno... e como "eu já lá estive, no inferno" não quero repetir a experiência, fiquei mais que satisfeita!

Não sei se poderei dar resposta a isto hoje, é muito tarde e a situação é delicada, tem de ser muito bem explicadinha!

Muito obrigada por mais esta reflexão!

Volte sempre!

Vinicius. C disse...

Boa tarde!

Sempre que posso, que encontro tempo, navego buscando novos blogs.

Hoje encontrei o seu e que delicia. Um prazer estar aqui- gostei muito!

Espero que possa vir e conhecer o Alma- meu blog!

Tenha uma ótima tarde!

Pedro Pinho Suárez disse...

Cara Hermínia,
Já que a natureza é o contexto, aproveito para admitir que uma das razões, e que talvez seja a primordial, por eu amar a natureza é pela sua simplicidade e, de certa forma, pela sua inocência. Pois ao contrário do Homem, que tudo consome e tudo tenta ser, não há mais nenhum animal que tente passar por outra coisa qualquer, afinal, uma rã é uma rã todos os dias e um azereiro é um azereiro todos os dias.
Está aqui um belo texto que, na minha opinião, deveria estar publicado no jornal juntamente com as opiniões que lhe são intrínsecas.
Agora deixo-lhe um pouco de espaço e de tempo para reflectir e ponderar sobre o comentário do autor anónimo que, até para um agnóstico como eu, é um poço de factos incógnitos. Talvez seja um bom tema para discutirmos os dois pessoalmente, não lhe parece?
Até breve, querida Hermínia!

Os melhores cumprimentos,
Pedro Suárez

Anónimo disse...

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Hermínia Nadais disse...

Olá Pedro!

Que bom ter vindo aqui!
Eu também costumo andar sempre pelos seus espaços que tanto admiro.

Concordo plenamente com o que diz acerca da NATUREZA!
É a mais extraordinária beleza, pureza, humildade, coerência, inocência... tem tudo quanto há de bom! Não nos engana nunca, é como é!

Engraçado, nunca tinha pensado meter estes textos no jornal... acho que não estão muito de acordo com o que costumo lá colocar. Mas... com um jeitinho... acho uma boa ideia.

Com respeito a estes comentários anónimos... estão demais.
São muitos, e em quase todas as postagens! Eu não sei se os viu todos! São de uma agressividade que dói!
Tenho muita pena daquela pessoa... ou pessoas... pois parece-me mais do que uma.
Estou ansiosa por escrever sobre eles, mas tenho em mãos trabalhos prioritários, o jornalinho que costumo fazer e outros...e fico sem saber quando poderei dar uma resposta com cabeça, tronco e membros.

Quanto à sua sugestão, vou ter o maior gosto em discutir consigo pessoalmente sobre esse "poço de factos incógnitos"! É um bom tema de conversa, tem toda a razão!
Quando eu não estiver com a minha Ritinha nem a fazer o almoço, e o Pedro tiver alguma disponibilidade, podemos encontrar-nos,está bem?

Então, até breve, querido amigo!

Beijinhos,e muitas felicidades!

Hermínia Nadais