Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Manhã de domingo!




O céu azul cobre os telhados vermelhos
e grandemente inclinados
onde a neve branca e fria
tem dificuldade em se acolher!

Os passarinhos
sobrevoam suavemente o espaço
e poisam nas bermas das ruas!

Os recortes
colados nas janelas em frente
tornam mais acolhedor
este já acolhedoríssimo ambiente!

As minhas “três gaivotas” encantadas
saem agora dos WC.

Está a chegar a hora de partir por aí além,
atrás de outras encantadoras maravilhas
que o encantador norte do nosso Portugal
guarda e sustém.     

2012/02/19 – 09.31 F. C. Rodrigo  

Hermínia Nadais          

sábado, 18 de fevereiro de 2012

SANGUE E ÁGUA



A Água é o sangue
O sangue da Terra;
Um corpo não terá vida sem  sangue
A Terra não produzirá frutos sem Água.

Assim como o sangue corre nas veias do corpo,
A Água corre nas veias da Terra
E aparece nas nascentes,
Nos poços, nas correntes
Que enchem os rios que vão ter ao mar.
O Sol bate na Água;
A Água fica sem se ver
E vai para o ar...
Nós... nem pensamos...
Mas a Água está no ar que respiramos!
E, se vem frio, a Água se condensa
Formando no espaço uma neblina densa!...
E se a neblina se torna nuvem escura,
Lá nas alturas já não se segura...

E então, chove! chove! chove!...
E a Água da nuvem da atmosfera
Vem nessa chuva regar de novo a terra;
E por esta caminhada que a Água sempre dá
A vida de todos os seres existirá.

Viverão, desde os pássaros nos seus ninhos
Às ervas daninhas das beiras dos caminhos!...

Mas tu, Humano, que tens força e razão,
Olha a Natureza com toda a atenção.

Olha a Árvore e a Flor, murchas de sede,
Olha o passarinho morto, porque não bebeu,
O Sol não evaporou a Água,
Não houve nuvens, não choveu,
E nas veias da terra a Água não pode correr
Porque não caiu Água do Céu para as encher!...
E, das nascentes, a Água não sairá,
E a vida na Terra acabará.

Por isso,
Gasta com cuidado a Água que precises,
Mas não a estragues, é um precioso bem!...
Se a não desejas... é porque a tens aonde vives,
No entanto há povo que já a não tem!...



Para o Encerramento da Semana Cultural, 
esta concretização do Ciclo da àgua
99/03/26 -  Hermínia Nadais (Minita)

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

"Levanta-te, vai: a tua fé te salvou"



Com estas palavras retiradas de (Lc 17,19) quis o Santo Pedre Bento XVI “incentivar os doentes e necessitados a encontrar na fé em Deus o suporte seguro que dá sentido a qualquer doença humana.”
As sociedades, cada qual do seu jeito, os países ricos com todas as técnicas e os pobres sem técnicas nem proventos, lutam contra a doença e a prevenção da mesma. Contudo, a doença continua um mistério insondável que nos lembra continuamente a luta, validade e precariedade da vida.
A ciência moderna na busca constante da cura das doenças vai marginalizando ou ignorando a transcendentalidade da pessoa que precisa de aprender a dar sentido à dor, acarinhada de forma humana e solidária no seu rosto sofredor e humano, num sistema de saúde mais ético, humano e justo.
O Papa recorda-nos que Deus, no seu Filho, não nos abandona nas nossas angústias e sofrimentos! Antes, está junto de nós, ajuda-nos a desejar curar o nosso coração no mais profundo do nosso ser.
A fé em Cristo não elimina as dores, mas ilumina, eleva, purifica, sublima o sofrimento e torna-o válido para a eternidade, levando o doente a viver a sua enfermidade de forma bem diferente dos doentes que vivem sem acreditar em “Deus que quer sempre o nosso bem, ainda que às vezes não o vejamos”.  Jesus de Nazaré, médico sábio e omnipotente, curou as doenças do corpo para se manifestar como salvador das almas e ligou a saúde física à renovação da alma para nos ajudar a entender melhor os sacramentos da cura – Penitência e Unção dos Doentes, momentos privilegiados para os doentes se poderem enfrentar com a sua própria vida, reconhecer os seus erros e fracassos e sentir a alegria da reconciliação com Deus, com os irmãos e consigo mesmos, que lhes traz a paz de espírito que possibilita aceitar e viver com dignidade e humanidade as suas dores, até ao fim, tendo bem presente a frase de Agostinho de Hipona: "Fizeste-nos, Senhor, para ti, e o nosso coração está inquieto enquanto não repousar em ti"!
A Família e Juventude, na sua grande maioria, com todas as suas inegáveis maravilhas, também se encontra doente, com muitas dificuldades em redescobrir os seus valores fundamentais.
Que Jesus Cristo, o médico que dá todas as curas e o remédio para todas as doenças, proteja as nossas famílias. Maria, Rainha do Lar, rogai pelas nossas famílias.

Hermínia Nadais

domingo, 5 de fevereiro de 2012

FAMÍLIA E JUVENTUDE! Viver para a comunhão! Formar para a comunhão!


Na sequência e resultado de todas as actividades da Missão 2010 continuada no ano passado, D. Manuel Clemente, Bispo da Diocese do Porto, decidiu consagrar este Ano Pastoral à Família e Juventude!
Numa época tão difícil que torna cada vez mais conturbada a todos os níveis a vida familiar e juvenil, fazer algo para que os seus caminhos sejam mais aplanados é muito pertinente, urgente e imperioso.
Pode parecer, mas não tenho andado distraída! Muito pelo contrário, tenho-me preocupado por demais. Mas, sinceramente, não sei muito bem por onde começar!
Estamos cansados de repetir que a Família é a célula base de toda a Sociedade! E neste contexto, se a Família está mal, a Sociedade também o estará.
Também estou cansada de ouvir dizer que tudo está mal… casamentos falhados, mulheres e homens recasados, filhos repartidos , deveras mimados ou quase abandonados, uniões de facto, casamentos civis mais que religiosos, famílias monoparentais, as famílias dos pais a coabitar com as famílias dos filhos… sei lá que mais! Mas, muito francamente, eu vejo muitas coisas boas: entendimentos, compreensão, aceitação, pessoas maravilhosamente interessadas pelo bem-estar dos outros, que sabem ouvir e dizer, ver o que está certo e errado, assumir erros e fracassos, defender posições, aceitar, respeitar e conviver cordialmente com diferentes ideologias e formas de estar na vida na mais perfeita harmonia e paz… e isto é muito bom!
No meio desta Sociedade egoísta, nem tudo é mau! Há mesmo muitas coisas boas. E muito embora ainda haja muita hipocrisia, há pessoas muito transparentes, e é para essas que devemos lançar o nosso olhar e por toda a nossa confiança, incentivando-as a ser cada vez melhores! Temos de ter presente nas nossas atitudes de que o exemplo arrasta. Que exemplo temos sido nós, é uma pergunta que temos de fazer a nós mesmos em todos os momentos da vida! Não está tudo mal! Está tudo mal porque a nossa cultura pessimista só tem olhos para ver o mal, e dessa forma cada vez se enterra mais no mal em que pensa dia e noite.
Pode parecer utopia! Mas as grandes mudanças, antes de se tornarem realidades assumidas, sempre pareceram utopias. E de utopia em utopia, temos o mundo maravilhoso em que vivemos e não sabemos aproveitar.
O sonho comanda a vida! Não fomos criados para a infelicidade nem para criticar e ver o mal dos outros, porque a única coisa que cada um pode criticar e ver com verdade são os seus próprios males, e a única coisa a corrigir são os próprios defeitos, pois defeitos e desvarios, não podemos ter ilusões, para o bem pessoal e da Sociedade em geral, cada pessoa tem que corrigir os seus, antes de se por dar lições de moral muito boas, mas a ter atitudes que não correspondem às palavras ditas, o que não leva a lado nenhum.
Alguma vez já parámos para pensar no que o mundo seria se todos tentassem auto-corrigir-se, devagarinho?
Que bom seria, se na maior paz, as pessoas pudessem ver calmamente os sucessos uns dos outros! Que incentivo seria à prática do bem e à felicidade por que tanto lutamos!
O tempo urge! Pensemos na felicidade das nossas Famílias, vivendo em comunhão, formando-nos para a comunhão!

Hermínia Nadais