Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

terça-feira, 27 de março de 2012

Incertezas!



Não sei… ou sei? É tortura… ou VIDA?
É vida… eu sei!

E talvez… quem sabe,
nos maus e bons momentos,
confusos angustiados e cheios de ais…
a minha vida seja plena por demais!
Cheia até mais não!
Dos pés à cabeça e da superfície da pele
até ao pontinho mais
profundo das maiores profundezas do coração!

Sei que o tempo urge…
mas não tenho a menor ideia de como pegar e me expandir
no escasso tempo que me é dado usufruir!
Escasso, talvez não,
pois os meus dias têm tantas horas
como os dias de todas as pessoas!
Contudo, vejo de forma clarividente
a nítida e sentida afirmação -  “não há duas pessoas iguais”!...
 Ai não há… lá isso não!
Nesta vida assoberbada de horror e de beleza…
mais do que nunca…  eu tenho a certeza!

 Pela parte que ainda me cabe perceber –
vivo no tempo e sem tempo para viver!

Penso gastar o tempo muito bem gasto –
mas não sei bem se o poderia gastar
de um outro modo, melhor para todos
e para mim muito menos desgastante!

Neste tempo escasso
faço o que necessito e gosto –
mas consciente de que deixo para trás
muito do que mais desejo,
que ajudaria muito outras pessoas
a serem mais e terem menos
o que me faria imensamente feliz!

Resumindo e concluindo…
anseio o reencontro comigo mesma –
sem me conseguir lembrar
onde me desencontrei
para me ir buscar ao lugar certo
e regressar no momento exato…
sem deixar nadinha para trás!
O que me escasseia é,
 precisamente,
o que mais me deleita e satisfaz!
Até quando continuarei assim,
perdida e encontrada…
neste cantinho maravilhoso do mundo
onde nasci,
cresci,
brinquei,
trabalhei,
sorri,
aprendi
e estou instalada!


Hermínia Nadais