Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

segunda-feira, 2 de julho de 2012

VENDAVAL









Não chove, não faz frio nem cai neve, as nuvens não fogem desesperadas nem o vento sopra como louco. Não são estes factores do tempo que fazem as mãos trémulas e as pernas enfraquecidas, os corpos inseguros e os corações deambulantes, são as frases entrecortadas por suspiros escondidos nas asas egoístas das ignominiosas torturas que acompanham tantas vidas sombrias disfarçadas pelas mais sorridentes gargalhadas e boas disposições... que agudizam ainda mais fortemente os sofrimentos atrozes e esmagadores perdidos na calada da noite.


Realmente… olho à minha volta com um pouco de atenção… e reparo que não é preciso que haja mau tempo para que se viva no mais tremendo, estúpido, terrível e enormíssimo vendaval.




Hermínia Nadais

1 comentário:

Silenciosamente ouvindo... disse...

Pois é minha querida amiga, como
eu compreendo o seu texto. Nunca
assisti a este tipo de vendaval,
e de certa forma surpreende-me
a acalmia...
Beijinhos e que a amiga possa
estar bem.
Irene Alves