Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

domingo, 31 de março de 2013

PRIMAVERA






O Inverno despediu-se:
levou o frio,
a trovoada,
a neve branca,
a geada...
As longas noites escuras
que precederam
e sucederam
aos dias curtos e cinzentos,
necessários,
mas de tormentos...

Então, cheguei!...
Alegre e airosa,
suave, carinhosa,
aumentando a claridade e o fulgor
dos dias que aumentam seu calor...

Estou feliz!...
Olhei para um pomar:
as árvores como noivas
a noivar,
ornadas de grinaldas
multicores
entre os amores
dos passarinhos a chilrear
de ramo em ramo
a voar
construindo os seus ninhos
que servirão de abrigo aos seus filhinhos...

E, a chegar,
vinham as andorinhas
muito pretinhas
com seu peito alvo de neve,
planando no espaço
como folha leve!...

Os meus dias, no seu decorrer,
lençóis de verdura farão aparecer...

As árvores, agora alvas noivas,
que às abelhas fornecerão
o farnel,
depois da lua de mel
suas copas de verdura encherão,
e os seus doces frutos surgirão.

A Natureza
ficará no auge
da sua beleza!...

E as flores,
multicolores,
por toda a parte
deixarão odores...

Tudo no Mundo ficará, assim,
como um jardim,
quando os meus dias
chegarem ao seu fim!...

Então...
Irei feliz, para outra terra...
enquanto, com ansiedade,
meus amigos suplicarão com saudade:
-Vem depressa, ó Primavera!...

1 comentário:

irene alves disse...

Muito bonito, a Primavera é uma
estação muito bonita. Mas não
gostei da parte final.
Ainda há muitas primaveras para ver.
Bj.
Irene Alves