Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

domingo, 28 de setembro de 2014

O BOLO DE CHOCOLATE



 No vaivém dos dias os momentos sucedem-se e a cada instante nos surpreendem pelo bom ou pelo mau que temos de aceitar com compreensão e naturalidade!
Hoje… decidi fazer o bolo de chocolate que um dos meus netos me sugeriu, com cobertura como ele gosta. Então pensei rechear também o bolo para a sobremesa ficar melhor.
Preparei a massa e coloquei o bolo no forno! Passado pouco tempo senti cheiro a queimado… mas o palito ia dizendo que o bolo estava cru.
Enquanto esperava as ordens do palito… fui preparando o recheio e a cobertura. E quando, finalmente, o palito deu ordens para retirar o bolo do forno… o desenformá-lo, dei com ele queimado por todos os lados, só se aproveitava mesmo a parte superior!
Face ao sucedido, aproveitei a parte boa para rechear e cobrir, mas ao preparar-me para colocar no prato o que restava do bolo… partiu-se todo em bocados.
Fiquei boquiaberta, a comecei a rir às gargalhadas! Ri até não poder mais!
E tive que continuar a rir… pois ao abrir a lata de leite condensado espirrou e sujou-me toda, nem o cabelo escapou.
Estava na hora do almoço, não dava tempo para fazer outro bolo. Deitei o recheio pelas  frestas e reguei-o com a cobertura… e não troquei de roupa para o caso ter mais impacto!  
Ao ouvir a história e ver o bolo… toda a gente se ria!… Mas, a rir-me feito doida, ia replicando que tinha rido mais sozinha do que eles todos juntos.
Agora tenho pena de não ter tirado uma foto ao bolinho sem nome… fruto de um acaso que não percebi!… E o mais curioso é que acharam o bolo  muito bonito, e o sabor… degustaram-no com o maior prazer, e contra o habitual, quase não deixavam uma amostrazinha sequer!
Há um tempinho atrás… acontecer-me uma coisa destas… ai não me dava para rir, tenho a certeza, pois além de vociferar sei lá o quê acho que entrava mesmo em paranóia!
Mas… não interessa olhar o passado… nem temer o futuro!… Urge viver o presente com toda a descontracção, força, satisfação, alegria e saber de que formos capazes!
Boa semana para todos!

Hermínia Nadais

terça-feira, 23 de setembro de 2014

MARAVILHAS DA NATUREZA!



Quando o tempo passa a correr
por entre a doçura dos dias
e o aconchego estonteante das noites
deixando-nos deliciar
com a verdura dos campos e jardins
e embevecer
com o perfume das flores
 e o chilrear doce dos passarinhos…
quando a maresia nos afaga todos os sentidos
e as nuvens gigantes e informes
se vão desfazendo em pequenas gotas de chuva…
quando o Sol abrasador espreita
enquanto o cinzento se esvai
debaixo do azul doce do espaço…
quando as gaivotas vão planando sobre o mar
e trazendo à terra o seu encanto e beleza…
sentindo tantas carícias da Natureza
a vida  é mais agradável e acolhedora!
Ainda há quem pense que não existes, Senhor!
Como poderemos pensar
que todas estas tão apetecíveis dádivas
são obras do acaso?
Ah! Senhor!
Tu que és tão bom…
faz com que todos Te vejam
na bondade e na beleza!

Hermínia Nadais

domingo, 21 de setembro de 2014

BELEZAS ENCANTADORAS!



O Verão, este ano, com o estado do tempo muito fora do habitual, acabou!

E quem não pode deixar antes o seu meio ambiente natural para alimentar um pouco mais a sede do bom e do belo, e pode fazê-lo agora, encontra outras maravilhas não menos importantes e deliciosas!

Os espaços mais livres de movimento de pessoas e veículos, com a Natureza menos cansada de ser apreciada por tantos olhares e menos fustigada pela poluição natural dos fumos e ruídos ensurdecedores de tantos carros em movimento!

A Ria da Costa Nova está mais bela do que nunca, o peixe mais saboroso, as pessoas mais tranquilas e acolhedoras, o sol mais inquieto pelo louco mexer das nuvens que o cobrem e descobrem a cada instante, alternando as fortes chuvadas com as belas risadas de sol claro e intenso!

Belezas encantadoras para a avidez de mais quietude, paz, tranquilidade e ternura!

Como gosto de tudo isto!

Obrigada terra querida com tantos encantos e aconchegos que me tens proporcionado! 

Hermínia Nadais

sábado, 13 de setembro de 2014

VOLTAR ÀS ORIGENS!



 
Sem deixar de ser quem sou… Voltei às minhas origens – amanhar a terra e tratar pequenos animais!
Sempre gostei destas actividades, mas fazê-las por obrigação para tirar dali o sustento nem sempre é agradável! Mas para descontrair, é muito bom! Bom demais!
Quando as nuvens se espalham sobre o azul do céu e o Sol enraivecido fica a espreitar pelos buraquinhos e escondido de vez quando se desprendem umas gotas de água, claro que não dará muito jeito para procurar praias e afins, mas é bem melhor esta maciez do que o calor ardente a esturrar tudo! São raras as plantas que não gostam… e os animais sorriem todos os dias!
Então… as ervas daninhas dão risada sem parar por entre os produtos hortícolas e nos canteiros dos jardins, enquanto as mãos do agricultor se apressam a tirar-lhes a vida antes que dêem cabo de todas as culturas!
É muito bom ver tudo a crescer e os animais a correr!...
É bom demais!

Hermínia Nadais

domingo, 7 de setembro de 2014

MATARAM A MINHA PALMEIRA!



 
Olha a minha palmeira!

Mataram a minha palmeira!

Teve que ser

Pois as suas longas e estranhas raízes

não se cansavam de crescer!



Uma palmeira gigante,

bela, encantadora,

linda, formosa,

plantada há vinte anos

naquele local onde cresceu tanto

que não houve outro remédio

senão arrancá-la de vez

daquele recanto.



Foi o meu PAI que o nascimento lhe aconchegou

e meu irmão que docemente ma ofertou.



Tanto carinho, tanta ternura,

para acabar assim

a duros golpes de machado

com os seus ramos partidos em bocados

e os pedaços do seu tronco

com duros esforços arrancados!

Foi difícil de aguentar

ver o meu jardim assim

pois aquela linda palmeira

fazia parte de mim!

Hermínia Nadais