Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

domingo, 7 de setembro de 2014

MATARAM A MINHA PALMEIRA!



 
Olha a minha palmeira!

Mataram a minha palmeira!

Teve que ser

Pois as suas longas e estranhas raízes

não se cansavam de crescer!



Uma palmeira gigante,

bela, encantadora,

linda, formosa,

plantada há vinte anos

naquele local onde cresceu tanto

que não houve outro remédio

senão arrancá-la de vez

daquele recanto.



Foi o meu PAI que o nascimento lhe aconchegou

e meu irmão que docemente ma ofertou.



Tanto carinho, tanta ternura,

para acabar assim

a duros golpes de machado

com os seus ramos partidos em bocados

e os pedaços do seu tronco

com duros esforços arrancados!

Foi difícil de aguentar

ver o meu jardim assim

pois aquela linda palmeira

fazia parte de mim!

Hermínia Nadais

1 comentário:

Pedro Pinho e Suárez disse...

As minhas sentidas homenagens à sua palmeira que, como nós, também tinha vida e, inconscientemente crescendo viçosa, assinou o seu contrato com a morte.
Um momento de tristeza para si, devo imaginar, afinal de contas, lá se foi mais um elemento essencial à purificação da nossa cada vez mais nociva atmosfera.

Um grande abraço, partilhando o seu descontentamento.