Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

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quinta-feira, 4 de setembro de 2014

TURBILHÕES!





Eu não sei o que é a vida
mas com as maiores realidades
e as mais díspares razões
penso que a vida
é um eterno desenrolar de turbilhões.

Turbilhões de realidades
fantasias
angústias e arrelias
tristezas e alegrias
lembranças e recordações
que arrasam as agonias
e infernizam os corações!

Hermínia Nadais

3 comentários:

Pedro Pinho Suárez disse...

É verdade, Hermínia, a vida é um verdadeiro paradoxo.
Brindou-nos com um lindo poema que, de melhor forma, seria impossível.

Obrigado!

Pedro Suárez

Pedro Pinho e Suárez disse...

Quero partilhar consigo este poema, para a inspirar um pouco:

Apetece cantar, mas ninguém canta.
Apetece chorar, mas ninguém chora.
Um fantasma levanta
A mão do medo sobre a nossa hora.
Apetece gritar, mas ninguém grita.
Apetece fugir, mas ninguém foge.
Um fantasma limita
Todo o futuro a este dia de hoje.
Apetece morrer, mas ninguém morre.
Apetece matar, mas ninguém mata.
Um fantasma percorre
Os motins onde a alma se arrebata
Oh! maldição do tempo em que vivemos,
Sepultura de grades cinzeladas
Que deixam ver a vida que não temos
E as angústias paradas!

Miguel Torga,Cântico do Homem

Obrigado pela amizade, Caríssima Hermínia!

Hermínia Nadais disse...

Obrigada Pedro! Este poema está o máximo! Precisava mesmo de o ler... várias vezes, é o que estou a fazer!
Beijinhos!