Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Ó SENHOR DOS NAVEGANTES



 

Sopra o vento sobre as águas
neste recanto encantado
onde existem tantas mágoas
que tudo cheira a magoado.

O mar tirano é matreiro
p’rá gente que nele trabalha
rouba filhos rouba pais
deixa toda a gente aos ais
pois a todos ele baralha.

Ó Senhor dos Navegantes
olha todos os instantes
pelos pobres pescadores
não os deixes naufragar
quando os peixes vão pescar
enche-os com Teus favores!

Caxinas, Outubro 2014

Hermínia Nadais

1 comentário:

Silenciosamente ouvindo... disse...

Amiga uma belíssima poesia dedicada
aos pescadores de Caxias, terra onde
infelizmente já se perdeu muito
dos seus filhos.
Já lá passei umas férias e sei
que são pessoas boas.
Bj.
Irene Alves