Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

terça-feira, 10 de novembro de 2015

ESPINHOS

 

Encontrei-te e ficaste a habitar o meu coração
pois tuas palavras me encheram de emoção
por me lembrarem retalhos de uma vida
que por tudo e por nada decorreu
mais que sofrida
agarrada
a preconceitos e amarguras
que me punham de dia às escuras.

Vi-me ao espelho na luz do teu olhar
pensando em como te poderia ajudar.
O viver incompreendida é o meu forte
e talvez o serei até à morte
mas por sorte
encontrei alguém que me deitou a mão
e reanimou este meu pobre coração.

Comparei a minha vida a uma flor
que abre e alegra porque tem amor
uma rosa bem formosa
mas carregada de espinhos
criada para ser feliz a dar carinhos.

Passei parte da vida a procurar
onde encontrar minhas rosas e meus espinhos...
então deixei as rosas florescer
a arranquei os espinhos um a um
doeu sangrou rasgou e perfurou
mas meu viver ressurgiu e melhorou.

Gastei imenso tempo a meditar
E descobri com amargura que não vale
tirar espinhos de uma rosa alheia...
Teus espinhos são os únicos que podes cortar...
os dos outros não te pertencem... podes crer
e muito embora eles te façam sofrer
a cortá-los, tu não podes obrigar!...

De olhar... no teu olhar!...
com muito ardor
nascem poemas para cantar
cantos de Amor.

2007/08/07 – 16.25

Hermínia Nadais