Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

domingo, 18 de setembro de 2016

O AMANHÃ!...

 O amanhã com que todos nós sonhamos
e que apregoamos na mais alta voz
não é pertença nossa!
O desejá-lo está bem dentro de nós
mas o nunca saber
se virá ou não a existir
pode tornar-se numa amargura atroz!

Então… que deveremos fazer
além de amortecer
a verdade desta realidade ?
Não guardar para amanhã
tudo o que no hoje
cada um puder fazer!

O amanhã precisava ser julgado
por todas as broncas de que é culpado
das inúmeras palavras que ficam por dizer
dos muitos gestos por realizar
de muitos beijos por dar
de muitos abraços que não podemos sentir
e das muitas batalhas que não nos propomos travar!

O amanhã é o eterno culpado
do enorme desleixo praticado
por quem na vida tudo deixa correr
porque amanhã há sempre tempo de fazer.

Amanhã… Amanhã!…
Se o Passado é pertença do tempo,
o amanhã é a incerteza da vida!

Então, pensando no bem-estar do outro
e com tudo o que dele sobrar
aproveitemos o presente
vivendo-o a cada instante
intensamente!

Telefonemos para quem queremos falar
escrevamos o que queremos escrever
beijemos a quem quisermos beijar
abracemos quem queremos abraçar
visitemos quem queremos visitar
digamos: “amo-te” a quem quisermos dizer
vistamos o que gostarmos de vestir
comamos o que gostarmos de comer
bebamos o que gostarmos  de beber
passeemos se gostarmos de passear
cantemos alto e forte até a voz doer
dancemos na alegria até não mais poder
e riamos até não mais acabar!

Hermínia Nadais 

2011/09/03

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Alentejo


Tudo é verde de encantar
e de amarelo salpicado
com casas aqui e além
e a pastar muito gado
vacas porcos e ovelhas
ainda cabras também
e árvores a enfeitar
esta paisagem de encanto
que o nosso Alentejo tem.

Nunca me canso de o ver
ao longo de todo o ano
com seu aspecto diferente
nas épocas que o medeia
e que sempre maravilha
a gente que o passeia.

Com o sol abrasador
cobrindo o seu chão dourado
ou com as nuvens cinzentas
sobre um manto esverdeado
onde os animais se espalham
um pouco por todo o lado
e os tractores vão lavrando
as suas terras barrentas
para colocar as sementes
que as vidas alimentam.

Alentejo, és vastidão
grandeza beleza e calma
ao homem dás emoção
muito amor ao coração
e um vibrar forte
na alma.
Hermínia Nadais


2004/02/23   16.07 h  (De passagem para o Algarve)