Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

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segunda-feira, 12 de março de 2018

Gaivota da ria



Gaivota malhada
correndo apressada…
elegante senhora
muito assenhorada!

Não tem qualquer medo,
não corre, não espanta,
seu olhar cativo
parece ter esperança
de encontrar algo
ou alguém que perdeu
neste ponto incerto
entre terra e céu.

Um carro se apressa
e ela esvoaça…
ligeira, ela foge
com grande ar de graça!...

E neste recanto
entre a terra e o céu,
vai espreitando a ria
que é o canto seu.

2004/02/01   13.36 h
Hermínia Nadais

1 comentário:

Maria Rodrigues disse...

Divaguei nas asas dessa linda gaivota malhada.
Belo poema
Beijinhos
Maria de
Divagar Sobre Tudo um Pouco