sem o gosto doce das tuas palavras sábias e acolhedoras
e pensava que já me tinha habituado a viver sem ti, mas não!
Ontem mesmo a vida levou-me a sair de casa para os lados onde moras
e muitos corpos me pareciam o teu e muitas cabeças me pareciam a tua
eu olhava mais atentamente e reconhecia então que não era o teu rosto!
Sinto mais fortemente o sabor amargo/doce da saudade
aflige-me o ter sabido minimamente quem eras e como eras
e no respeito absoluto pela tua liberdade peço que Alguém te ajude a palmilhar
as agruras amargas das incompreensões da vida.
Não sei mais o que agora és nem o que virás a ser mas penso seriamente
que o mundo precisa muito de ti nos caminhos que antes percorrias
e se os não voltas a trilhar será uma perda irreparável no rodar de muitas vidas.
Nenhum de nós se pertence, tu também não, peço-te que penses
no enorme bem que poderás fazer aos outros.
Mesmo distante estarei contigo onde e como quer que estejas
porque uma amizade sincera não acaba nunca.
Amigo, somos mais felizes no dar que no receber
e sei que sempre te darás... oxalá consigas discernir ao certo onde o farás melhor
sentindo-te cada vez mais realizado e feliz.
Não sei se escrevo para ti se apenas para o vento
mas ainda que não me leias tenho a certeza de que o vento te falará por mim!
Um abraço!
2008/06/16 – 09.02H
Hermínia Nadais







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