Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

segunda-feira, 16 de junho de 2008

AMIGO MUITO QUERIDO!

Mesmo rezando por ti todos os dias tenho tentado existir
sem o gosto doce das tuas palavras sábias e acolhedoras
e pensava que já me tinha habituado a viver sem ti, mas não!

Ontem mesmo a vida levou-me a sair de casa para os lados onde moras
e muitos corpos me pareciam o teu e muitas cabeças me pareciam a tua
eu olhava mais atentamente e reconhecia então que não era o teu rosto!

Sinto mais fortemente o sabor amargo/doce da saudade
aflige-me o ter sabido minimamente quem eras e como eras
e no respeito absoluto pela tua liberdade peço que Alguém te ajude a palmilhar
as agruras amargas das incompreensões da vida.

Não sei mais o que agora és nem o que virás a ser mas penso seriamente
que o mundo precisa muito de ti nos caminhos que antes percorrias
e se os não voltas a trilhar será uma perda irreparável no rodar de muitas vidas.

Nenhum de nós se pertence, tu também não, peço-te que penses
no enorme bem que poderás fazer aos outros.
Mesmo distante estarei contigo onde e como quer que estejas
porque uma amizade sincera não acaba nunca.

Amigo, somos mais felizes no dar que no receber
e sei que sempre te darás... oxalá consigas discernir ao certo onde o farás melhor
sentindo-te cada vez mais realizado e feliz.

Não sei se escrevo para ti se apenas para o vento
mas ainda que não me leias tenho a certeza de que o vento te falará por mim!
Um abraço!

2008/06/16 – 09.02H
Hermínia Nadais

terça-feira, 10 de junho de 2008

Alegria!

Para não ficar triste, magoada e ofendida, que dos meus familiares e amigos eu nunca espere as palavras que quero ouvir nem os carinhos que necessito ter, mas que procure avidamente as palavras que devo dizer e os carinhos que devo dar.
Hermínia Nadais

quinta-feira, 5 de junho de 2008

DEUS


Meu Deus... como és eu não sei!...
Disseram-me que existes e eu acreditei.

Acreditei, acredito e acreditarei.
Muitos outros acreditam também,
cada qual do seu jeito e da forma como a sua razão
consegue descortinar-TE!

Eu
vejo-Te assim como o Sol que ilumina e aquece a Terra
onde temos que aprender a viver constantemente
aproveitando simplesmente todo o abrasador aconchego dos seus raios.
Tal como o Sol és único para todos nós
e és único para cada um de nós em especial
assim como cada um de nós é único para si mesmo
para todos e para Ti
porque cada um Te vê de uma forma única como só ele sabe ver.

Dói ouvir tantas opiniões diferentes a Teu respeito...
Dói...
dói a nós que não conseguimos aceitar-nos
e nos revoltamos com a nossa imensa fragilidade
porque Tu aceitas ser para cada um de nós
o que realmente cada um de nós colhe de Ti
porque nos amas assim como somos
com defeitos e qualidades
boas obras e maldades
mesmo com os vícios e estorvos que em nós abominamos
e não conseguimos corrigir nem aceitamos.

Não sei quem és nem como és
mas também isso não me afecta nem me importa,
quero viver com meus irmãos de Ti... por Ti e para Ti,
o resto... será sempre... letra morta.

Maio/Junho 2008
Hermínia Nadais

terça-feira, 27 de maio de 2008

VIVER!



Viver é ser livre
olhar o mundo
com alegria e amor
descobrir
a beleza da erva rasteira
ou da flor
da nuvem que flutua no espaço
ou da água fresca
que consola a terra...
É olhar o infinito
e buscar no silêncio
momentos de paz...
É correr constantemente
pelo espaço do ser
na quietude harmoniosa
do tempo
e crescer
sem peso nem medida
nas alegrias ou tristezas
alternadas
no decorrer da lida.

2008/05/11 – 23.34h
Hermínia Nadais

sexta-feira, 23 de maio de 2008

INSEGURANÇA



Não sei qual o caminho a percorrer
Não sei o que está certo ou errado
Não sei se falar ou estar calada
Não sei se reagir ou estar parada
Não sei se procurar ou esperar
Não sei se olhar ou fechar olhos
Não sei como viver estes meus dias
Não sei como tratar as arrelias
Não sei como aceitar tantos escolhos
Não sei como é possível tanta asneira
Não sei como é que há tanta cegueira
Não sei como encontrar resposta certa
Não sei como passar estes momentos
Não sei como livrar-me dos tormentos
Não sei como se vê querendo não ver
Não sei como é possível entender
Não sei qual a melhor forma de agir
Não sei como consigo ainda sorrir
Não sei como será o meu futuro
Neste meu ser imperfeito e inseguro.

Hermínia Nadais – Carreiro das Pedras, Rôge

sábado, 17 de maio de 2008

A MÃE!


A Mãe!
Não tem rosto nem cor
É dedicação
Carinho e amor.

A Mãe!
Mesmo na amargura
Tem seu coração
Cheio de ternura.

A Mãe!
Senhora da vida
Que se auto despreza
Para dar guarida.

A Mãe!
Que sabe escutar
Para compreender
E melhor amar.

A Mãe!
Ser que “não existe”
E na doação
De todo persiste.

A Mãe!
“Está” para proteger
Dar força e coragem
Para o filho(a) crescer.

A Mãe!
Serena ou amargurada
Conforme o viver
De s(e)u(a) filho(a) amado(a).

Porque a Mãe!
Não tem rosto nem cor
É dedicação
Carinho e amor.

2008/05/17 – 15.00h

Hermínia Nadais

terça-feira, 13 de maio de 2008

MÃE!



Três letrinhas... o maior dom da humanidade!...
Mulher em cujo corpo floresceu a vida plantada no jardim do mundo voando nas asas do amor até ao infinito.
Dádiva permanente de alma e coração que alimenta, acarinha, escuta, encaminha, chora ou ri como amiga e companheira de todas as horas, vigiando constantemente a alegria ou a infelicidade... quantas vezes sentindo e sofrendo no maior silêncio o respeito pela liberdade do crescimento global dos seus filhos!
Característica primordial da mulher... que se não é mãe fisicamente... exercerá a maternidade de uma outra forma!
Mãe! És o mais puro reflexo do verdadeiro AMOR!...


Hermínia Nadais

sábado, 10 de maio de 2008

IGNORÂNCIA




Ufa!... Quanto mais tento aprender... mais possibilidades encontro para poder testar a minha incalculável ignorância...

domingo, 4 de maio de 2008

Maio, mês da Mãe



Quando chega o Mês de Maio,
Tudo no mundo se agita,
As flores abrem, nos jardins,
Toda a terra é mais bonita!

Os pássaros, chilreando,
Voam alegres no ar,
E os humanos corações,
Palpitando de emoções,
Repetem mil orações
Que ecoam, no seu cantar.

Cheios de encanto e harmonia
Honram a Virgem Maria
Que o Céu à Terra ofereceu!
E lembram a Mãe... aquela
Que um dia a vida lhes deu.

Maio é o mês das flores,
Mês de Maria e da Mãe!

A todas as Mães do Mundo
Saúdo com muito amor
E com muita gratidão...
Onde quer que se encontrem
E em qualquer condição.

Se na terra, tenham saúde
E uma vida de virtude,
Muito amor, satisfação.
Se no Céu, tenham a Paz
E felicidade sem fim,
Na eterna glória de Deus.

Mães queridas, perdoai
Àqueles que andam perdidos...
E com muita dedicação
Aceitai, do coração,
Os beijinhos de ternura
Dos vossos filhos queridos.

Hermínia Nadais

In “Notícias de Cambra”

sábado, 3 de maio de 2008

MÃE É VIDA



Óh! Mãe!.. Tu que és vida e deste vida,
Tu que amparas, proteges e vigias,
Óh! Tu que passas muitas tropelias
Para tirares os teus filhos da má lida...

No teu regaço todos têm guarida
Nos mais alegres ou mais tristes dias,
Quando no meio de ímpares arrelias
Te sentimos mais de perto... Óh! Mãe querida!

No teu dia te vimos saudar,
Agradecer o quanto nos tens dado
Com mui carinho e dedicação.

Teu doce nome vamos proclamar,
Mãe, és eterna, sempre ao nosso lado,
Temos por ti a maior gratidão!...

Hermínia Nadais