quarta-feira, 9 de julho de 2008
sexta-feira, 4 de julho de 2008
TANTA GENTE!
Tanta gente
amalgamada
e inquieta
misturada
salpicada
de algo
que não se sabe bem
o quê.
Nos corações
desejos de prazer;
nos rostos
traços marcantes
da busca de algo
que só encontrarão
dentro de si mesmos,
mas ao que
a chave da ignorância
não dá acesso.
Aparentemente
tudo está em paz!
Há tranquilidade...
entendimento...
talvez até
uma certa doação
na aceitação
razoável
de cada um tal como é.
Não sei se o ruído do espaço
deixa fugir o tempo
e o descanso se esvai
na busca descontrolada
da liberdade utópica
de bem viver
neste tempo de férias...
para chegarem descansados
ao trabalho,
mas apenas mais cheios
de si mesmos
e de coisa nenhuma.
Hermínia Nadais
domingo, 29 de junho de 2008
MISTÉRIO
A verdadeira compreensão entre os seres humanos só será possível quando cada homem conseguir ter Deus como seu confidente, e aceitar os outros homens como uma misteriosa dádiva desse mesmo Deus.
Hermínia Nadais
terça-feira, 24 de junho de 2008
AS MARAVILHAS DA VIDA
As urzes, sargaços e tojos envergam toda a sua pujança na frescura das tenras crescenças, escondendo muitas outras maravilhosas e perfumadas flores que vão sorrindo por entre ervas rasteiras, deixando cair no solo acastanhado alguns pingos da água cristalina que lhes vai caindo do céu.
Por entre os troncos esguios realça a copa arredondada de uma gigante giesta que resolveu florir... quando as suas irmãs já exibem as sementes dentro dos brancos e espessos “carneirinhos”.
As pedras, friorentas e envergonhadas, deixam-se cobrir por um manto de musgo fofo, enquanto a caruma estendida no espaço vai adubando lentamente a terra e as pinhas envelhecidas deixam escapar os pinhões para que novos pinheiros possam preencher o vazio deixado pelo desaparecimento dos troncos cansados.
Na estreita via um pequeno carro vermelho quebra o delicioso silêncio da paz tranquila deste espaço de sonho.
Nesta tarde dominical, perdida entre céu e monte... sem palavras... sem ninguém... o mais fundo do meu coração exulta cantando os mais harmoniosos louvores à suprema sabedoria do Senhor da criação.
Montes de Viadal, 2008/06/15 – 15.00 h
Hermínia Nadais
segunda-feira, 16 de junho de 2008
AMIGO MUITO QUERIDO!
sem o gosto doce das tuas palavras sábias e acolhedoras
e pensava que já me tinha habituado a viver sem ti, mas não!
Ontem mesmo a vida levou-me a sair de casa para os lados onde moras
e muitos corpos me pareciam o teu e muitas cabeças me pareciam a tua
eu olhava mais atentamente e reconhecia então que não era o teu rosto!
Sinto mais fortemente o sabor amargo/doce da saudade
aflige-me o ter sabido minimamente quem eras e como eras
e no respeito absoluto pela tua liberdade peço que Alguém te ajude a palmilhar
as agruras amargas das incompreensões da vida.
Não sei mais o que agora és nem o que virás a ser mas penso seriamente
que o mundo precisa muito de ti nos caminhos que antes percorrias
e se os não voltas a trilhar será uma perda irreparável no rodar de muitas vidas.
Nenhum de nós se pertence, tu também não, peço-te que penses
no enorme bem que poderás fazer aos outros.
Mesmo distante estarei contigo onde e como quer que estejas
porque uma amizade sincera não acaba nunca.
Amigo, somos mais felizes no dar que no receber
e sei que sempre te darás... oxalá consigas discernir ao certo onde o farás melhor
sentindo-te cada vez mais realizado e feliz.
Não sei se escrevo para ti se apenas para o vento
mas ainda que não me leias tenho a certeza de que o vento te falará por mim!
Um abraço!
2008/06/16 – 09.02H
Hermínia Nadais
terça-feira, 10 de junho de 2008
quinta-feira, 5 de junho de 2008
DEUS

Disseram-me que existes e eu acreditei.
Acreditei, acredito e acreditarei.
Muitos outros acreditam também,
cada qual do seu jeito e da forma como a sua razão
consegue descortinar-TE!
Eu
vejo-Te assim como o Sol que ilumina e aquece a Terra
onde temos que aprender a viver constantemente
aproveitando simplesmente todo o abrasador aconchego dos seus raios.
Tal como o Sol és único para todos nós
e és único para cada um de nós em especial
assim como cada um de nós é único para si mesmo
para todos e para Ti
porque cada um Te vê de uma forma única como só ele sabe ver.
Dói ouvir tantas opiniões diferentes a Teu respeito...
Dói...
dói a nós que não conseguimos aceitar-nos
e nos revoltamos com a nossa imensa fragilidade
porque Tu aceitas ser para cada um de nós
o que realmente cada um de nós colhe de Ti
porque nos amas assim como somos
com defeitos e qualidades
boas obras e maldades
mesmo com os vícios e estorvos que em nós abominamos
e não conseguimos corrigir nem aceitamos.
Não sei quem és nem como és
mas também isso não me afecta nem me importa,
quero viver com meus irmãos de Ti... por Ti e para Ti,
o resto... será sempre... letra morta.
Maio/Junho 2008
Hermínia Nadais
terça-feira, 27 de maio de 2008
VIVER!
Viver é ser livre
olhar o mundo
com alegria e amor
descobrir
a beleza da erva rasteira
ou da flor
da nuvem que flutua no espaço
ou da água fresca
que consola a terra...
É olhar o infinito
e buscar no silêncio
momentos de paz...
É correr constantemente
pelo espaço do ser
na quietude harmoniosa
do tempo
e crescer
sem peso nem medida
nas alegrias ou tristezas
alternadas
no decorrer da lida.
2008/05/11 – 23.34h
Hermínia Nadais
sexta-feira, 23 de maio de 2008
INSEGURANÇA

Não sei qual o caminho a percorrer
Não sei o que está certo ou errado
Não sei se falar ou estar calada
Não sei se reagir ou estar parada
Não sei se procurar ou esperar
Não sei se olhar ou fechar olhos
Não sei como viver estes meus dias
Não sei como tratar as arrelias
Não sei como aceitar tantos escolhos
Não sei como é possível tanta asneira
Não sei como é que há tanta cegueira
Não sei como encontrar resposta certa
Não sei como passar estes momentos
Não sei como livrar-me dos tormentos
Não sei como se vê querendo não ver
Não sei como é possível entender
Não sei qual a melhor forma de agir
Não sei como consigo ainda sorrir
Não sei como será o meu futuro
Neste meu ser imperfeito e inseguro.
Hermínia Nadais – Carreiro das Pedras, Rôge
sábado, 17 de maio de 2008
A MÃE!
Não tem rosto nem cor
É dedicação
Carinho e amor.
A Mãe!
Mesmo na amargura
Tem seu coração
Cheio de ternura.
A Mãe!
Senhora da vida
Que se auto despreza
Para dar guarida.
A Mãe!
Que sabe escutar
Para compreender
E melhor amar.
A Mãe!
Ser que “não existe”
E na doação
De todo persiste.
A Mãe!
“Está” para proteger
Dar força e coragem
Para o filho(a) crescer.
A Mãe!
Serena ou amargurada
Conforme o viver
De s(e)u(a) filho(a) amado(a).
Porque a Mãe!
Não tem rosto nem cor
É dedicação
Carinho e amor.
2008/05/17 – 15.00h

Bem-vindos! Sintam-se em casa e deixem a vossa marca através de comentários. Fico muito agradecida.
