Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

sábado, 24 de novembro de 2012

Iniciação Cristã



Os sacramentos da iniciação cristã são o batismo, a confirmação, a eucaristia, que preparam os agentes da evangelização. Mas o sacramento da reconciliação é urgentíssimo na Nova Evangelização porque evangeliza os evangelizadores, coloca-os sacramentalmente em contato com Jesus chamando-os à conversão do coração e ao arrependimento.
A renovação do sacramento da confissão pedida no concílio Vaticano II não foi conseguida, e os hábitos da confissão frequente em muitas pessoas desapareceram, o que torna difícil a Evangelização, por esta tem de partir da própria pessoa que, antes de tentar converter alguém, tem de enveredar por um caminho de inteira conversão.
O melhor contexto para a educação na fé é a celebração do domingo, onde os crentes ouvem Jesus e celebram o triunfo da sua cruz para viverem durante toda a semana o mandamento do Amor em comunhão com os irmãos e irmãs, especialmente com os mais necessitados, imersos na dor, na pobreza e na marginalização, usando palavras e gestos do Mestre na família, na vizinhança, no local de trabalho e estudo.
O altar é o ponto alto e a fonte do trabalho da Igreja, onde os sacerdotes e depois os catequistas podem aprofundar os conteúdos evangélicos e promover metodologias específicas para crianças e jovens, tendo em atenção a oração simples das pessoas que nos santuários e durante as festas populares expressam a sua devoção, e muitas vezes se sentem pouco acompanhadas e acolhidas.

Hermínia Nadais

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

A VERDADE DO EVANGELHO




A verdade do Evangelho é a Pessoa de Jesus Cristo.
O Concílio teve como objetivo preparar a Igreja para anunciar o Evangelho na sociedade moderna. As missas, anteriormente celebradas em latim começaram a ser faladas no idioma próprio de cada país, e os fiéis leigos puderam começar a participar ativamente nas celebrações e outras atividades até ali reservadas aos padres.
A Nova Evangelização é um dom do Espírito Santo que nos levará a uma nova adesão e união a Cristo, de modo a desejar falar sobre Ele, mais do que com palavras, com o testemunho de vida, para que aqueles que andam distantes da Igreja a olhem com mais confiança, pois também eles são abraçados pelo amor de Deus/Jesus.
Para a promoção da Nova Evangelização temos necessidade de três importantes valores: “verdade, confiança e comunidade”, acrescidos da fidelidade ao Evangelho, à Cruz, a Maria e ao ensinamento da Igreja. Urge ter em atenção, além da nossa intervenção pessoal e comunitária de cristãos comprometidos, todos os Meios de Comunicação Social, incluindo a internet, onde é preciso criar o espaço da verdade, sempre em espírito de fidelidade à Verdade de Cristo.
No Ano da Fé é um dom para todos os fiéis conseguirem renovar o seu relacionamento com Cristo e encontrar de novo o seu lugar na Igreja, onde o Credo deve começar a ser a oração diária de cada cristão.
Os eventos do Ano da Fé, a viver até ao dia 23 de Novembro de 2013, serão uma grande oportunidade para retomar o processo de renovação da Igreja iniciado há 50 anos durante o Concílio.
 
Hermínia Nadais

terça-feira, 20 de novembro de 2012

O serviço humilde




Jesus fez-se homem para que o homem conseguisse compreender a sua fragilidade e desse glória a Deus. Veio sem pecado cheio de misericórdia ao encontro dos pecadores.
Para que tudo esteja sob os planos de Deus, é preciso que Jesus cresça na bondade do homem e que o homem diminua os seus maus comportamentos, que o homem tome consciência da sua pequenez e reconheça a infinita misericórdia do Senhor!
O homem não deve preocupar-se com o fim do mundo, mas ocupar-se em viver o serviço humilde neste mundo com justiça e piedade, buscando e fazendo aumentar na terra o Reino de Deus, ao qual todos os homens são chamados.
Na estrada da vida Deus vai-nos oferecendo sinais onde devemos atuar como cristãos: pessoas aflitas a necessitar de ajuda, corações partidos a precisar de ternura e carinho, gritos abafados de socorro que pedem um pouquinho de atenção...
E é à “estalagem” chamada Igreja que são todas as pessoas batizadas na fé em Jesus Cristo que cabe cuidar da humanidade até o Senhor voltar, na hora da morte de cada um!
O Senhor torna-se presente todos os dias na Eucaristia, o sacrifício de Cristo na Sua Morte e Ressurreição, onde a comunidade que participa clama: "Vem, Senhor Jesus".
Jesus pede sempre a nossa livre adesão à fé que se expressa no amor por Ele e pelo próximo. Ninguém é tão pobre que não possa dar alguma coisa… nem tão rico que não tenha nada para receber.
A vida, para ser um constante crescimento como o Senhor pretende, é um dar e receber constante!
Saibamos dar-nos a quem de nós necessita, pois é dando que se recebe, perdoando que se é perdoado, e é morrendo para os nossos egoísmos e mesquinhices que viveremos dignamente como convém, na verdadeira felicidade que, neste mundo, nunca será perene! 

Hermínia Nadais

terça-feira, 6 de novembro de 2012

O que é a Fé?

O que é a Fé... exige uma resposta complicada! Por mais que estude, pense, medite... será sempre muito difícil de compreender e mais ainda de descrever!
“A Fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos.” (Heb 11, 01)
Ter fé é ser tocado ou tocada no coração por Jesus e deixar-se tocar por Ele. Ser tocado é sempre convite de Deus, e deixar-se tocar é sempre obra de Deus… pois é sempre Deus que toca o coração do homem ou mulher e o faz decidir por Jesus.  
A Igreja, ou seja, o povo cristão, nesta época de mudança permanente tem a obrigação de proclamar o Evangelho de Jesus Cristo com perseverança em todo o momento, situação e lugar, com testemunhos credíveis e autênticos da proximidade de Deus em Jesus Cristo, numa Nova Evangelização que promova a abertura e a profundidade de uma Fé pura e sólida, força de uma verdadeira libertação.
A Nova Evangelização é a transmissão da Fé que apoia e fortalece as pessoas de hoje.
Muitas pessoas apostam a sua vida em Jesus e fazem d’Ele a sua vida… porque quem acredita em Jesus nunca está sozinho.
Mais do que nunca, a Igreja tem que ser, toda ela, Missionária, pois atualmente, dada a contextualização social em que vivemos, todos os locais são espaços de Missão onde as pessoas podem e devem ser chamadas a fazer a experiência de Deus como Cristo a proclamou.
Ser missionário é ser um enviado de Cristo, que conhece Jesus com autenticidade, honestidade e verdade.
Com o som das palavras ou a voz do silêncio, é urgente transmitir às pessoas valores fortes e fundamentados numa vida de verdadeira Fé cristã, convincente e testemunhal, principalmente a partir da família e em família, uma comunidade de amor onde a pessoa deve viver numa união tão estreita que cada um, por Jesus Cristo e em Jesus Cristo, possa fazer nascer, crescer… sustentar e solidificar a Fé dos outros.
Hermínia Nadais

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

AMIGO!...




Quando a saudade aperta
O coração bate forte
O peito dói de cansaço
A cabeça lembra a morte!

Amigos na nossa vida
São anjos que Deus envia
Para calar o sol ardente
E da noite fazer dia.

Tirar-nos da escuridão
Livrar-nos do lamaçal
Dar-nos as mãos no caminho
Para nos guiar de mansinho
E nos retirar do mal.

Amigo da minha vida
Não sei como agradecer-te...
Procuro-te na escuridão
Mas nunca consigo ver-te.

Andas escondido, algures
Nas duras lutas da vida
Trabalhando teus ideais…


Não sei se lembras de mim
Mas esquecer-te… eu não consigo
Lembro-te cada vez mais.

Hermínia Nadais

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

O Ano da Fé é para santificar a vida



O Ano da Fé, proclamado pela primeira vez em 1967, é um excelente período para o conhecimento dos valores presentes da Fé. Foi proclamado a primeira vez em 1967, pelo Servo de Deus Papa Paulo VI.
Numa humanidade desorientada pelo abandono dos valores ensinados por Jesus Cristo, é importante pensar na necessidade da Fé para um ressurgir da esperança nos nossos ambientes.
O Ano da Fé está instalado no Decreto Porta Fidei de Bento XVI.
Bento XVI lembra que, onde a fé é viva, a cultura cristã se torna presente, por isso é preciso recuperar um olhar positivo sobre a Fé para a transmitir integralmente às gerações vindouras.
Foi neste contexto que o Sínodo dos Bispos se reuniu em Roma, para implementar mais fortemente a Nova Evangelização, baseada nos documentos da Igreja e no testemunho dos cristãos.
Durante a celebração do “Ano da Fé”, o Papa propõe aos católicos a Indulgência Plenária, conforme orientações do seu Decreto que abaixo se descreve, assim:
Ao longo de todo o Ano da Fé, proclamado de 11 de outubro de 2012 até ao fim do dia 24 de novembro de 2013, poderão alcançar a Indulgência Plenária da pena temporal para os próprios pecados, concedida pela misericórdia de Deus, aplicável em sufrágio pelas almas dos fiéis defuntos, a todos os fiéis deveras arrependidos, que se confessem de modo devido, comunguem sacramentalmente e orem segundo as intenções do Sumo Pontífice:
A) Cada vez que participarem em pelo menos três momentos de pregações durante as Missões Sagradas, ou então em pelo menos três lições sobre as Atas do Concílio Vaticano II e sobre os Artigos do Catecismo da Igreja Católica, em qualquer igreja ou lugar idóneo;
B) Cada vez que visitarem em forma de peregrinação uma Basílica Papal, uma catacumba cristã, uma Igreja Catedral, um lugar sagrado, designado pelo Ordinário do lugar para o Ano da fé (por ex. entre as Basílicas Menores e os Santuários dedicados à Bem-Aventurada Virgem Maria, aos Santos Apóstolos e aos Santos Padroeiros) e ali participarem nalguma função sagrada ou pelo menos passarem um tempo côngruo de recolhimento com meditações piedosas, concluindo com a recitação do Pai-Nosso, a Profissão de Fé de qualquer forma legítima, as invocações à Bem-Aventurada Virgem Maria e, segundo o caso, aos Santos Apóstolos ou Padroeiros;
C) Cada vez que, nos dias determinados pelo Ordinário do lugar para o Ano da fé (por ex. nas solenidades do Senhor, da Bem-Aventurada Virgem Maria, nas festas dos Santos Apóstolos e Padroeiros, na Cátedra de São Pedro), em qualquer lugar sagrado, participarem numa solene celebração eucarística ou na liturgia das horas, acrescentando a Profissão de Fé de qualquer forma legítima;
D) Um dia livremente escolhido, durante o Ano da fé, para a visita piedosa do batistério ou outro lugar, onde receberam o sacramento do Batismo, se renovarem as promessas batismais com qualquer fórmula legítima.
Os Bispos diocesanos ou eparquiais, e aqueles que pelo direito lhes são equiparados, no dia mais oportuno deste tempo, por ocasião da celebração principal (por ex. a 24 de novembro de 2013, na solenidade de Jesus Cristo Rei do Universo, com a qual será encerrado o Ano da fé) poderão conceder a Bênção Papal com a Indulgência Plenária, lucrável por parte de todos os fiéis que receberem tal Bênção de modo devoto.
Os fiéis verdadeiramente arrependidos, que não puderem participar nas celebrações solenes por motivos graves (como, em primeiro lugar, todas as monjas que vivem nos mosteiros de clausura perpétua, os anacoretas e os eremitas, os encarcerados, os idosos, os enfermos, assim como quantos, no hospital ou noutros lugares de cura, prestam serviço continuado aos doentes), obterão a Indulgência Plenária nas mesmas condições se, unidos com o espírito e o pensamento aos fiéis presentes, particularmente nos momentos em que as palavras do Sumo Pontífice ou dos Bispos diocesanos forem transmitidas pela televisão e rádio, recitarem em casa ou onde o impedimento os detiver (por ex. na capela do mosteiro, do hospital, da casa de cura, da prisão...) o Pai-Nosso, a Profissão de Fé de qualquer forma legítima e outras preces segundo as finalidades do Ano da fé, oferecendo os seus sofrimentos ou as dificuldades da sua vida.
Devemos prestar toda a atenção às solenidades e eventos do Ano da Fé, aprofundando alguns aspetos fundamentais que necessitem de esclarecimentos e estudos. Tanto conferências como reflexões, textos, homilias terão oportunidade de esclarecer as pessoas sobre a nossa fé e suas razões. Este é um tempo favorável para viver e aprofundar a fé que devemos aproveitar o melhor que pudermos e soubermos.

Hermínia Nadais