Penso, brinco, trabalho, estudo, medito, escrevo e partilho com quem quiser ler

terça-feira, 6 de novembro de 2012

O que é a Fé?

O que é a Fé... exige uma resposta complicada! Por mais que estude, pense, medite... será sempre muito difícil de compreender e mais ainda de descrever!
“A Fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos.” (Heb 11, 01)
Ter fé é ser tocado ou tocada no coração por Jesus e deixar-se tocar por Ele. Ser tocado é sempre convite de Deus, e deixar-se tocar é sempre obra de Deus… pois é sempre Deus que toca o coração do homem ou mulher e o faz decidir por Jesus.  
A Igreja, ou seja, o povo cristão, nesta época de mudança permanente tem a obrigação de proclamar o Evangelho de Jesus Cristo com perseverança em todo o momento, situação e lugar, com testemunhos credíveis e autênticos da proximidade de Deus em Jesus Cristo, numa Nova Evangelização que promova a abertura e a profundidade de uma Fé pura e sólida, força de uma verdadeira libertação.
A Nova Evangelização é a transmissão da Fé que apoia e fortalece as pessoas de hoje.
Muitas pessoas apostam a sua vida em Jesus e fazem d’Ele a sua vida… porque quem acredita em Jesus nunca está sozinho.
Mais do que nunca, a Igreja tem que ser, toda ela, Missionária, pois atualmente, dada a contextualização social em que vivemos, todos os locais são espaços de Missão onde as pessoas podem e devem ser chamadas a fazer a experiência de Deus como Cristo a proclamou.
Ser missionário é ser um enviado de Cristo, que conhece Jesus com autenticidade, honestidade e verdade.
Com o som das palavras ou a voz do silêncio, é urgente transmitir às pessoas valores fortes e fundamentados numa vida de verdadeira Fé cristã, convincente e testemunhal, principalmente a partir da família e em família, uma comunidade de amor onde a pessoa deve viver numa união tão estreita que cada um, por Jesus Cristo e em Jesus Cristo, possa fazer nascer, crescer… sustentar e solidificar a Fé dos outros.
Hermínia Nadais

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

AMIGO!...




Quando a saudade aperta
O coração bate forte
O peito dói de cansaço
A cabeça lembra a morte!

Amigos na nossa vida
São anjos que Deus envia
Para calar o sol ardente
E da noite fazer dia.

Tirar-nos da escuridão
Livrar-nos do lamaçal
Dar-nos as mãos no caminho
Para nos guiar de mansinho
E nos retirar do mal.

Amigo da minha vida
Não sei como agradecer-te...
Procuro-te na escuridão
Mas nunca consigo ver-te.

Andas escondido, algures
Nas duras lutas da vida
Trabalhando teus ideais…


Não sei se lembras de mim
Mas esquecer-te… eu não consigo
Lembro-te cada vez mais.

Hermínia Nadais

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

O Ano da Fé é para santificar a vida



O Ano da Fé, proclamado pela primeira vez em 1967, é um excelente período para o conhecimento dos valores presentes da Fé. Foi proclamado a primeira vez em 1967, pelo Servo de Deus Papa Paulo VI.
Numa humanidade desorientada pelo abandono dos valores ensinados por Jesus Cristo, é importante pensar na necessidade da Fé para um ressurgir da esperança nos nossos ambientes.
O Ano da Fé está instalado no Decreto Porta Fidei de Bento XVI.
Bento XVI lembra que, onde a fé é viva, a cultura cristã se torna presente, por isso é preciso recuperar um olhar positivo sobre a Fé para a transmitir integralmente às gerações vindouras.
Foi neste contexto que o Sínodo dos Bispos se reuniu em Roma, para implementar mais fortemente a Nova Evangelização, baseada nos documentos da Igreja e no testemunho dos cristãos.
Durante a celebração do “Ano da Fé”, o Papa propõe aos católicos a Indulgência Plenária, conforme orientações do seu Decreto que abaixo se descreve, assim:
Ao longo de todo o Ano da Fé, proclamado de 11 de outubro de 2012 até ao fim do dia 24 de novembro de 2013, poderão alcançar a Indulgência Plenária da pena temporal para os próprios pecados, concedida pela misericórdia de Deus, aplicável em sufrágio pelas almas dos fiéis defuntos, a todos os fiéis deveras arrependidos, que se confessem de modo devido, comunguem sacramentalmente e orem segundo as intenções do Sumo Pontífice:
A) Cada vez que participarem em pelo menos três momentos de pregações durante as Missões Sagradas, ou então em pelo menos três lições sobre as Atas do Concílio Vaticano II e sobre os Artigos do Catecismo da Igreja Católica, em qualquer igreja ou lugar idóneo;
B) Cada vez que visitarem em forma de peregrinação uma Basílica Papal, uma catacumba cristã, uma Igreja Catedral, um lugar sagrado, designado pelo Ordinário do lugar para o Ano da fé (por ex. entre as Basílicas Menores e os Santuários dedicados à Bem-Aventurada Virgem Maria, aos Santos Apóstolos e aos Santos Padroeiros) e ali participarem nalguma função sagrada ou pelo menos passarem um tempo côngruo de recolhimento com meditações piedosas, concluindo com a recitação do Pai-Nosso, a Profissão de Fé de qualquer forma legítima, as invocações à Bem-Aventurada Virgem Maria e, segundo o caso, aos Santos Apóstolos ou Padroeiros;
C) Cada vez que, nos dias determinados pelo Ordinário do lugar para o Ano da fé (por ex. nas solenidades do Senhor, da Bem-Aventurada Virgem Maria, nas festas dos Santos Apóstolos e Padroeiros, na Cátedra de São Pedro), em qualquer lugar sagrado, participarem numa solene celebração eucarística ou na liturgia das horas, acrescentando a Profissão de Fé de qualquer forma legítima;
D) Um dia livremente escolhido, durante o Ano da fé, para a visita piedosa do batistério ou outro lugar, onde receberam o sacramento do Batismo, se renovarem as promessas batismais com qualquer fórmula legítima.
Os Bispos diocesanos ou eparquiais, e aqueles que pelo direito lhes são equiparados, no dia mais oportuno deste tempo, por ocasião da celebração principal (por ex. a 24 de novembro de 2013, na solenidade de Jesus Cristo Rei do Universo, com a qual será encerrado o Ano da fé) poderão conceder a Bênção Papal com a Indulgência Plenária, lucrável por parte de todos os fiéis que receberem tal Bênção de modo devoto.
Os fiéis verdadeiramente arrependidos, que não puderem participar nas celebrações solenes por motivos graves (como, em primeiro lugar, todas as monjas que vivem nos mosteiros de clausura perpétua, os anacoretas e os eremitas, os encarcerados, os idosos, os enfermos, assim como quantos, no hospital ou noutros lugares de cura, prestam serviço continuado aos doentes), obterão a Indulgência Plenária nas mesmas condições se, unidos com o espírito e o pensamento aos fiéis presentes, particularmente nos momentos em que as palavras do Sumo Pontífice ou dos Bispos diocesanos forem transmitidas pela televisão e rádio, recitarem em casa ou onde o impedimento os detiver (por ex. na capela do mosteiro, do hospital, da casa de cura, da prisão...) o Pai-Nosso, a Profissão de Fé de qualquer forma legítima e outras preces segundo as finalidades do Ano da fé, oferecendo os seus sofrimentos ou as dificuldades da sua vida.
Devemos prestar toda a atenção às solenidades e eventos do Ano da Fé, aprofundando alguns aspetos fundamentais que necessitem de esclarecimentos e estudos. Tanto conferências como reflexões, textos, homilias terão oportunidade de esclarecer as pessoas sobre a nossa fé e suas razões. Este é um tempo favorável para viver e aprofundar a fé que devemos aproveitar o melhor que pudermos e soubermos.

Hermínia Nadais

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Cristo o centro do mundo e da história




O início do Ano da Fé, no 50 º aniversário da cerimónia de abertura do Concílio Vaticano II foi aberto solenemente pelo Santo Padre Bento XVI durante uma Eucaristia celebrada na manhã do dia 11 de Outubro de 2012, no adro da Basílica de São Pedro.  
A homilia de Sua Santidade foi um exemplo de união de todos os cristãos, independentemente da forma como professem a sua Fé em Jesus Cristo/Deus. 
Saudou Bartolomeu I, Patriarca de Constantinopla, Rowan Williams, Arcebispo de Cantuária, os Patriarcas e Arcebispos Maiores das Igrejas Orientais católicas, e os Presidentes das Conferências Episcopais. 
Recordou a graça de muitos dos presentes que ali puderem recordar a memorável procissão dos Padres conciliares na procissão inicial quando entraram solenemente naquela Basílica e a entronização do Evangeliário, uma cópia do que foi utilizado durante o Concílio, a entrega das sete mensagens finais do Concílio e do Catecismo da Igreja Católica, a festejar os seus vinte anos. 
Estes sinais fazem-nos recordar e convidam-nos “a entrar mais profundamente no movimento espiritual que caraterizou o Vaticano II,” para que possamos assumir e integrar na vida todos os seus ensinamentos, comunicando Jesus Cristo a todos os homens, “no peregrinar da Igreja nos caminhos da história.
O Ano da Fé está ligado a toda a caminhada da Igreja nos últimos 50 anos, em que Paulo VI proclamou um "Ano da Fé" em 1967, o Bem-Aventurado João Paulo II no Grande Jubileu do Ano 2000 apresentou novamente Jesus Cristo como único Salvador de toda a humanidade, ontem, hoje e sempre. Jesus Cristo é “o centro do cosmos e da história,” “é o centro da fé cristã. O cristão crê em Deus através de Jesus Cristo, que nos revelou a face de Deus. Ele é o cumprimento das Escrituras e seu intérprete definitivo. Jesus Cristo não é apenas o objeto de fé, mas, como diz a Carta aos Hebreus, é aquele «que em nós começa e completa a obra da fé» (Hb 12,2).”
A missão Evangélica de Cristo, iniciada com os Apóstolos com o “«Como o Pai me enviou, também eu vos envio» (Jo 20,21)” e o “«Recebei o Espírito Santo» (v. 22)”, continua no espaço e no tempo, ao longo dos séculos e continentes, para infundir o Espírito Santo nos discípulos de hoje, Papa, Bispos, Presbíteros, Diáconos e Leigos, “dando-lhe a força de «proclamar a libertação aos cativos / e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos e para proclamar um ano da graça do Senhor» (Lc 4,18-19).”
Assim como o Concílio, não tratando expressamente da fé, fala da fé e reconhece o seu caráter vital e sobrenatural, como alicerce da integridade, fortaleza e estrutura das suas doutrinas que, em consonância com a tradição doutrinal da Igreja mostra Cristo como fonte e o Magistério da Igreja como canal de Fé.
O Bem-Aventurado João XXIII, na abertura do Concílio, apresentou a sua finalidade principal afirmando que o mais importante no Concílio Ecuménico não era a discussão sobre este ou aquele tema doutrinal, mas que o depósito sagrado da doutrina cristã, certa e imutável, fosse guardado e ensinado de forma mais eficaz,  fielmente respeitada, aprofundada e apresentada de forma a responder às exigências do tempo, fazendo resplandecer a verdade e a beleza da fé no hoje do tempo, sem a sacrificar frente às exigências do presente, nem a manter presa ao passado.
A Fé faz-nos sentir e viver o eterno presente de Deus que transcende o tempo, e tem de ser acolhida em cada hoje, que não mais se repetirá.
Bento XVI pensa que o mais importante é reavivar o desejo ardente de anunciar novamente Cristo ao homem contemporâneo, apoiado sobre os documentos do Concílio Vaticano II, sem nostalgias do passado nem avanços excessivos, “permitindo captar a novidade na continuidade” preocupando-se  em fazer com que a mesma fé viva continue a ser vivida no presente do mundo sempre em mudança.
É preciso dinamizar a apresentação da fé de uma forma eficaz, abrindo-se com confiança ao diálogo com o mundo moderno, apoiando-nos na vida e obra de Jesus Cristo.
“A Igreja hoje propõe um novo Ano da Fé e a nova evangelização,” porque é necessário revigorar a Fé, ainda mais do que há 50 anos!
A iniciativa de criar um Concílio Pontifício para a promoção da Nova Evangelização enquadra-se nessa perspetiva, pois nos últimos tempos a "desertificação" espiritual tem aumentado. Vive-se por demais no vazio de um mundo sem Deus! No mundo de hoje há inúmeros sinais da sede de Deus e do sentido último da vida. É preciso redescobrir a alegria de crer e a sua importância vital e essencial para a vida de todos os homens e mulheres, que têm de ser libertos do pessimismo e de manter viva a esperança.
“Hoje, mais do que nunca, evangelizar significa testemunhar uma vida nova, transformada por Deus, indicando assim o caminho.” Hoje temos de aproveitar bem os caminhos de peregrinação, ou seja, a arte de viver e compartilhar a vida com os irmãos.
Devemos aproveitar o Ano da Fé para aprender a peregrinar nos desertos do mundo contemporâneo, sem cajado, sacola, pão, dinheiro, ou túnicas, mas com o Evangelho e a fé da Igreja, dos quais os documentos do Concílio Vaticano II  e oCatecismo da Igreja Católica são uma expressão luminosa, que São Paulo nos aponta e de que Maria, a Mãe querida, é a maior estrela. 

Hermínia Nadais