Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

domingo, 2 de dezembro de 2012

Novo Ano Litúrgico


Neste Ano da Fé entramos num novo Ano Litúrgico com o primeiro Domingo do Advento, sonhando que no coração nos nasça um desejo forte de participar mais ativamente na Nova Evangelização no sentido de implementar mais solidamente o Reino de Deus no mundo.
A Nova Evangelização parte do Evangelho que é a Palavra e vida de Jesus, o Verbo ou Palavra de Deus feita Homem, que apenas quer viver connosco e que colaboremos com Ele na obra da redenção humana, partilhando-O corajosamente com quem nos rodeia, com inteligência, força de vontade e a Fé Cristã que nos preenche e anima.
Deus é uma essência espiritual que entra na vida e nos sentidos do homem para transformar a sua existência num desencadear de atos de Amor/Caridade que o torne capaz de viver na justiça e paz, o verdadeiro caminho de salvação.
O Cristão autêntico não duvida da existência de Deus! Sabe que Ele existe, que nos ama, que nos falou e mostrou a Si mesmo como fonte de salvação em Jesus Cristo.
Deus anseia começar um percurso de conversão na vida dos homens, para o que os homens apenas necessitam de disponibilidade para colaborar com Ele, vivendo-O de tal forma nas suas vidas que as suas obras possam tornar visível a Sua presença no mundo.
A presença de Deus nos homens é sempre uma presença de felicidade! O homem só poderá voltar a ser homem, quando se voltar para Deus!
Então… que nos voltemos para ELE!

Hermínia Nadais

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

A Família - uma boa notícia!




 No Sínodo dos Bispos foram tratados desafios que envolvem a família na nova evangelização, referindo com clareza à relação entre o homem e a mulher descrita no Génesis: “Por isso, o homem abandonará seu pai e sua mãe, para se unir à sua mulher e serão ambos uma só carne” (Gn. 1,24, Mc. 10,7-8) a santificar pelo Criador e a ser perpetuada pelos ensinamentos e obra de Jesus Cristo na terra.
A família é uma Boa Notícia para o mundo atual, em particular para o mundo secularizado que idealiza a vida sem Deus ou quase sem Deus. A união de dois seres, homem e mulher, numa só carne, só pode conseguir-se na caridade de um amor fecundo e indissolúvel abençoado por Deus.
A família constituída em matrimónio/sacramento ou sinal de Jesus Cristo, tal como a fé, atravessa uma profunda crise nas regiões de antiga evangelização onde se inclui a nossa Europa.
O matrimónio não pode ser só objeto, mas tem de ser sujeito da nova evangelização.
Os desafios da Nova Evangelização não procuram levar o anúncio do Evangelho a quem nunca ouviu falar de Jesus Cristo, muito pelo contrário, tentam recuperar a identidade dos cristãos para que conheçam e vivam melhor o verdadeiro cristianismo de modo a conseguirem um diálogo mais profundo com o mundo de hoje.
É preciso que os cristãos aprofundem os seus conhecimentos sobre Jesus Cristo, porque pior do que enfrentar uma geração de não catequizados é ter pela frente uma geração dos pouco ou nada catequizados, ou seja, de pessoas que pensam conhecer a mensagem cristã e encontrar a Cristo sem a mediação da Igreja e a força da Palavra, Oração e Sacramentos. Normalmente as pessoas fazem referência a Cristo, mas sem horizontes espirituais ou de transcendência.
No mundo atual as pessoas são cada vez mais chamadas a viver em diálogo umas com as outras. Na ordem natural das coisas, todos somos criaturas à imagem e semelhança de Deus que nos une a todos! O coração da fé cristã é o anúncio da ressurreição de Cristo depois da Sua peregrinação terrena, e o encontro com Esse Cristo, o Filho de Deus, acontece por meio da Igreja que Ele deixou na terra! Neste mundo cheio de materialismo desenfreado, a paz, justiça e amor ao próximo que Cristo veio trazer já torna presente o reino de Deus no mundo, reino que alcançará a sua plenitude no que chamamos céu, a Glória de Deus, a eternidade.

 “É urgente recuperar a verdade e a confiança no Evangelho a nível individual e institucional, pois as pessoas das escolas, universidades, associações sociais e outras instituições, devem ser preparadas de modo a poderem sentir-se à vontade para expressarem a própria fé. Os novos movimentos devem ser cada vez mais sinais da obra do Espírito Santo, através dos quais a Igreja reencontre nova energia, pois o fato de estarem ligados à Igreja autentica a sua mensagem.”
É preciso que os cristãos comecem a evangelizar como os primeiros discípulos, falando mais com a vida do que com palavras e vivendo numa vida de mútua solidariedade e amor, partilhando com todos os homens e mulheres alegrias, esperanças, dificuldades e aflições.

Hermínia Nadais

domingo, 25 de novembro de 2012

Desafios!...




Deus é Família, a Trindade!
No Sínodo dos Bispos foram tratados desafios que envolvem a família na nova evangelização, referindo com clareza a relação entre o homem e a mulher descrita no Génesis: “Por isso, o homem abandonará seu pai e sua mãe, para se unir à sua mulher e serão ambos uma só carne” (Gn. 1,24, Mc. 10,7-8) a santificar pelo Criador e a ser perpetuada pelos ensinamentos e obra de Jesus Cristo na terra.
A família é uma Boa Notícia para o mundo atual, em particular para o mundo secularizado que idealiza a vida sem Deus ou quase sem Deus. A união de dois seres, homem e mulher, numa só carne, só pode conseguir-se na caridade de um amor fecundo e indissolúvel abençoado por Deus.
A família constituída em matrimónio/sacramento ou sinal de Jesus Cristo, tal como a fé, atravessa uma profunda crise nas regiões de antiga evangelização onde se inclui a nossa Europa.
O matrimónio não pode ser só objeto, mas tem de ser sujeito da nova evangelização.
Os desafios da Nova Evangelização não procuram levar o anúncio do Evangelho a quem nunca ouviu falar de Jesus Cristo, muito pelo contrário, tentam recuperar a identidade dos cristãos para que conheçam e vivam melhor o verdadeiro cristianismo de modo a conseguirem um diálogo mais profundo com o mundo de hoje.
É preciso que os cristãos aprofundem os seus conhecimentos sobre Jesus Cristo, porque pior do que enfrentar uma geração de não catequizados é ter pela frente uma geração dos pouco ou nada catequizados, ou seja, de pessoas que pensam conhecer a mensagem cristã e que, ao mesmo tempo, podem encontrar a Cristo sem a mediação da Igreja. Normalmente as pessoas fazem referência a Cristo, mas sem horizontes espirituais ou de transcendência.
No mundo atual cada vez mais as pessoas são chamadas a viver em diálogo umas com as outras. Na ordem natural das coisas, todos somos criaturas à imagem e semelhança de Deus que nos une a todos! O coração da fé cristã é o anúncio da ressurreição de Cristo depois da Sua peregrinação terrena! O encontro com o Filho de Deus acontece por meio da Igreja que Ele deixou na terra! Neste mundo cheio de materialismo desenfreado, a paz, justiça e amor ao próximo que Cristo veio trazer já torna presente o reino de Deus no mundo, reino que alcançará a sua plenitude no que chamamos céu, a Glória de Deus, a eternidade.
 “É urgente recuperar a verdade e a confiança no Evangelho a nível individual e institucional, pois as pessoas das escolas, universidades, associações sociais e outras instituições, devem ser preparadas de modo a poderem sentir-se à vontade para expressarem a própria fé. Os novos movimentos devem ser cada vez mais sinais da obra do Espírito Santo, através dos quais a Igreja reencontre nova energia, pois o fato de estarem ligados à Igreja autentica a sua mensagem.”
É preciso que os cristãos comecem a evangelizar como os primeiros discípulos, falando mais com a vida do que com palavras e vivendo numa vida de mútua solidariedade e amor, partilhando com todos os homens e mulheres alegrias, esperanças, dificuldades e aflições.
Hermínia Nadais

sábado, 24 de novembro de 2012

Iniciação Cristã



Os sacramentos da iniciação cristã são o batismo, a confirmação, a eucaristia, que preparam os agentes da evangelização. Mas o sacramento da reconciliação é urgentíssimo na Nova Evangelização porque evangeliza os evangelizadores, coloca-os sacramentalmente em contato com Jesus chamando-os à conversão do coração e ao arrependimento.
A renovação do sacramento da confissão pedida no concílio Vaticano II não foi conseguida, e os hábitos da confissão frequente em muitas pessoas desapareceram, o que torna difícil a Evangelização, por esta tem de partir da própria pessoa que, antes de tentar converter alguém, tem de enveredar por um caminho de inteira conversão.
O melhor contexto para a educação na fé é a celebração do domingo, onde os crentes ouvem Jesus e celebram o triunfo da sua cruz para viverem durante toda a semana o mandamento do Amor em comunhão com os irmãos e irmãs, especialmente com os mais necessitados, imersos na dor, na pobreza e na marginalização, usando palavras e gestos do Mestre na família, na vizinhança, no local de trabalho e estudo.
O altar é o ponto alto e a fonte do trabalho da Igreja, onde os sacerdotes e depois os catequistas podem aprofundar os conteúdos evangélicos e promover metodologias específicas para crianças e jovens, tendo em atenção a oração simples das pessoas que nos santuários e durante as festas populares expressam a sua devoção, e muitas vezes se sentem pouco acompanhadas e acolhidas.

Hermínia Nadais

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

A VERDADE DO EVANGELHO




A verdade do Evangelho é a Pessoa de Jesus Cristo.
O Concílio teve como objetivo preparar a Igreja para anunciar o Evangelho na sociedade moderna. As missas, anteriormente celebradas em latim começaram a ser faladas no idioma próprio de cada país, e os fiéis leigos puderam começar a participar ativamente nas celebrações e outras atividades até ali reservadas aos padres.
A Nova Evangelização é um dom do Espírito Santo que nos levará a uma nova adesão e união a Cristo, de modo a desejar falar sobre Ele, mais do que com palavras, com o testemunho de vida, para que aqueles que andam distantes da Igreja a olhem com mais confiança, pois também eles são abraçados pelo amor de Deus/Jesus.
Para a promoção da Nova Evangelização temos necessidade de três importantes valores: “verdade, confiança e comunidade”, acrescidos da fidelidade ao Evangelho, à Cruz, a Maria e ao ensinamento da Igreja. Urge ter em atenção, além da nossa intervenção pessoal e comunitária de cristãos comprometidos, todos os Meios de Comunicação Social, incluindo a internet, onde é preciso criar o espaço da verdade, sempre em espírito de fidelidade à Verdade de Cristo.
No Ano da Fé é um dom para todos os fiéis conseguirem renovar o seu relacionamento com Cristo e encontrar de novo o seu lugar na Igreja, onde o Credo deve começar a ser a oração diária de cada cristão.
Os eventos do Ano da Fé, a viver até ao dia 23 de Novembro de 2013, serão uma grande oportunidade para retomar o processo de renovação da Igreja iniciado há 50 anos durante o Concílio.
 
Hermínia Nadais

terça-feira, 20 de novembro de 2012

O serviço humilde




Jesus fez-se homem para que o homem conseguisse compreender a sua fragilidade e desse glória a Deus. Veio sem pecado cheio de misericórdia ao encontro dos pecadores.
Para que tudo esteja sob os planos de Deus, é preciso que Jesus cresça na bondade do homem e que o homem diminua os seus maus comportamentos, que o homem tome consciência da sua pequenez e reconheça a infinita misericórdia do Senhor!
O homem não deve preocupar-se com o fim do mundo, mas ocupar-se em viver o serviço humilde neste mundo com justiça e piedade, buscando e fazendo aumentar na terra o Reino de Deus, ao qual todos os homens são chamados.
Na estrada da vida Deus vai-nos oferecendo sinais onde devemos atuar como cristãos: pessoas aflitas a necessitar de ajuda, corações partidos a precisar de ternura e carinho, gritos abafados de socorro que pedem um pouquinho de atenção...
E é à “estalagem” chamada Igreja que são todas as pessoas batizadas na fé em Jesus Cristo que cabe cuidar da humanidade até o Senhor voltar, na hora da morte de cada um!
O Senhor torna-se presente todos os dias na Eucaristia, o sacrifício de Cristo na Sua Morte e Ressurreição, onde a comunidade que participa clama: "Vem, Senhor Jesus".
Jesus pede sempre a nossa livre adesão à fé que se expressa no amor por Ele e pelo próximo. Ninguém é tão pobre que não possa dar alguma coisa… nem tão rico que não tenha nada para receber.
A vida, para ser um constante crescimento como o Senhor pretende, é um dar e receber constante!
Saibamos dar-nos a quem de nós necessita, pois é dando que se recebe, perdoando que se é perdoado, e é morrendo para os nossos egoísmos e mesquinhices que viveremos dignamente como convém, na verdadeira felicidade que, neste mundo, nunca será perene! 

Hermínia Nadais