Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Aprofundar a Fé




A nós, que nos afirmamos cristãos, filhos da luz, com os corações abertos a Cristo Salvador que se nos dá permanentemente na Palavra Deus e no Pão Eucarístico, devemos anunciá-Lo a todos os homens, pelo que o ano 2013 é de suma importância!

Este Ano da Fé, deve renovar-nos a cada instante na chama da Fé e enraizar-nos mais no Amor de Deus, o que nos abrirá novos caminhos de cultura universal para que Jesus Cristo brilhe esplendorosamente na Humanidade construindo no mundo a tão desejada civilização do amor que Ele próprio veio implantar entre nós.

A chama da Fé e o fogo do amor são o segredo da segurança e sabedoria que pela força do Espírito Santo nos levam a cantar sempre com Jesus Cristo entre os homens, com os homens e pelos homens, os louvores de Deus!

Oxalá que este ano nos leve a reavivar de modo autêntico e fecundo a chama da fé e a convidar a humanidade inteira a encontrar aquele Deus “de quem afastar-se é cair… a quem dirigir-se é levantar-se… em quem permanecer é estar firme… a quem voltar, é renascer… e em quem habitar, é viver”’, como afirmou Santo Agostinho!

É hora de abrir a verdade de Cristo, “A porta da Fé” a toda a humanidade com todas as suas diferentes culturas e segmentos, para, pela ação do Espírito Santo, rever, modificar, tirar, substituir, aprofundar e qualificar o modo de ser de cada indivíduo como pessoa e como cristão, fazendo tudo para levar as pessoas que connosco convivem a um encontro pessoal e profundo com Cristo, única e verdadeira razão da nossa Fé.  

Além de termos de estar atentos aos que estão distantes da Fé, é ainda mais urgente qualificar os que nela vivem ajudando a provocar neles e nelas um encontro pessoal com Jesus Cristo, revendo, avaliando, escutando, planificando a nossa ação apostólica de modo novo, simples, aberto, vivencial e eficaz, para que todos descubram ou redescubram o verdadeiro caminho da fé!

Iluminar a quem connosco convive e a onde pudermos chegar de algum modo a possibilidade de um encontro profundo e pessoal com Jesus Cristo, é ajudar a abrir a todos “A porta da Fé” pois depois de efetuado a encontro, os dois, cada pessoa com Cristo, continuará o seu caminho, porque… a Fé é um caminho a percorrer que só com a morte chegará ao seu fim!

Hermínia Nadais

domingo, 30 de dezembro de 2012

A grandeza do Matrimónio Cristão





  Ao olhar os problemas que afligem a Humanidade, que bom seria que todos os corações assumissem em si a presença amorosa de Jesus!...

O matrimónio cristão é baseado na graça que vem do Deus Uno e Trino, uma boa nova para o mundo de hoje.

A união entre o homem e a mulher, inscrita desde as origens na profundidade de ambos os sexos, homem e mulher, é querida por Deus e responde à necessidade vital de família e consequentemente da sociedade.

‘Deus disse: "Não é bom que o homem esteja só. Façamos-lhe uma companheira semelhante a ele" (Gn 2, 18).’

A pessoa não é nada por si mesma, é interdependente. A degradação da família, embora muito impercetível, é o problema número um da sociedade contemporânea.

A Igreja não pode ficar em silêncio, porque está em jogo a estabilidade da sociedade que ela tanto defende.

É muito urgente fazer uma ‘reflexão cultural mais cuidadosa, para que a família conquiste o centro da política, da economia, da cultura, e uma estratégia mais solícita para defender os seus direitos nos âmbitos nacionais e internacionais’, ‘as inúmeras famílias cristãs que vivem, às vezes heroicamente, a lealdade e o compromisso do casamento e da família. Esta luz extraordinária de amor deve ser colocada sobre o candeeiro, para iluminar e aquecer o nosso mundo, que está tão triste e apagado.’

A família é um campo primordial de evangelização, o que terá de levar a Igreja a olhar com mais cuidado para as famílias feridas, desestruturadas, e tornar-se cada vez mais a família das famílias num movimento recíproco de dar e receber.

Como dizia João Paulo II: "O futuro da evangelização depende em grande parte da Igreja doméstica". Mas para isso a Igreja/Instituição deve viver mais como família de famílias para atrair a si mais pessoas que tanto necessitam de se encontrar verdadeiramente com Cristo e ter a alegria de viver como as primeiras comunidades cristãs, acolhendo com o maior carinho e atenção na comunidade eclesial aqueles que a ela se vão juntando.

Dizemos que a Igreja tem de ser cada vez mais atenta, dinâmica e acolhedora! Deixemos de parte a Hierarquia conquistemos nós todos estes predicados, porque nós é que somos a Igreja!

Bom final de 2012 e Feliz 2013

Hermínia Nadais

sábado, 29 de dezembro de 2012

"A Família – um valor a recuperar"



O Natal é, por excelência, a festa da família! Na época natalícia os encontros familiares são desejados e todos os membros da família recordados com muito mais intensidade.

Ao pensar nos problemas que as famílias atuais atravessam entramos em momentos de profunda tristeza e mesmo de angústia!

Perante tudo isto, é caso para perguntar: - Que foi feito das famílias de outrora? A que é que as liberdades/libertinagens nos levaram? Como são as famílias dos nossos filhos já adultos? O que virão a ser as famílias dos nossos filhos pequenos e dos nossos netos e bisnetos? Será que as crianças e jovens são tão perversos como muitas vezes se diz? Os pais e restantes educadores sabem ouvir os jovens e crianças, ou continuam a não lhes dar valor como faziam muitos dos nossos antepassados? Que papel tem o Estado nos problemas que se abatem sobre as famílias? Será que lhes dá condições de estabilidade que gera união e paz? E que tem feito a Igreja para remediar a tremenda crise por que as famílias estão a passar?

Sinceramente, acho deveras evidente que estas, como muitas outras, são perguntas sem resposta! As pessoas envolvidas, no meio de tantas preocupações e desesperos, não sabem nem conseguem responder; quem as deveria ajudar a suprir as suas tremendas dificuldades, na quase totalidade, também não tem nem se esforçam por ter capacidade de resposta; os pais sofrem com os problemas dos filhos sem os poderem ajudar; e as restantes pessoas acabam por criticar o que se passa com este ou aquele casal ou esta ou aquela pessoa… sem sequer pensar que qualquer coisa que se diga acerca seja de quem for, acabará por ser sempre um juízo temerário! O único com conhecimento de causa para julgar todas as coisas com justiça, é Deus… mas ESSE, mediante a liberdade que deu às pessoas que criou, muito embora tente ajudá-las das mais variadas formas, aceita-as como são sem as criticar!

Para onde caminhará esta cultura de morte numa sociedade envelhecida e sem rumo, não se sabe!...

Tudo quanto o mundo que se julga moderno tem legislado, o aborto, o divórcio, as uniões seladas de homossexuais, o trabalho intenso de ambos os cônjuges que não lhes deixa tempo suficiente para se dedicarem a cultivar a unidade e estabilidade entre si mesmos nem para cuidarem da educação capaz dos filhos, e muito menos para se dedicarem a um bom acompanhamento da velhice dos pais, tem degradado ao máximo a lucidez psicológica das pessoas e as boas relações familiares.

Não podemos ter ilusões! A família é a primeira célula da sociedade e o seu mais forte e único pilar! E as fracas relações familiares provocam fracas relações sociais, e acabamos por ter tudo quanto não queremos nem nunca imaginamos viesse a acontecer.

As pessoas, com os bancos a meterem-lhes empréstimos pelos olhos dentro prometendo as maiores facilidades, habituaram-se a viver muito além das suas possibilidades!

A falta de natalidade é a maior fatalidade do nosso tempo! Quem tem filhos tem sempre melhor futuro! Recordo as famílias numerosas de antigamente, muito mais sóbrias, fortes e coesas do que as de agora. Os pais com mais filhos são as pessoas mais felizes da sociedade.

Se os nossos governantes, em vez de olharem só para o aumento dos proventos das grandes empresas e para as suas próprias mordomias e cifrões a receber no fim do mês, baixassem a carga horária dos trabalhadores para lhes diminuir o stress e o número de desempregados e dar às pessoas mais tempos livres para olharem por si mesmas e pelo bem-estar das suas famílias… a sociedade teria possibilidades de tomar outro rumo e as perspetivas de futuro seriam bem mais animadoras!

Quem sabe… se não passará por aí um milagre do Menino Jesus neste Natal!  

Hermínia Nadais

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

"A família – que futuro!..."




A instituição familiar atravessa uma das maiores crises de todos os tempos, o que deveria mudar!...
Se meditarmos um pouco que seja, chegaremos à conclusão de que nada, nem Estado nem Igreja, têm futuro, sem uma grande renovação da família.
Neste ano em que se comemora os 50 anos do Concílio Vaticano II, já é tempo de colocarmos em prática todos os seus ensinamentos.
Tal como as outras vocações consagradas, padres, religiosos e religiosas, hoje, o matrimónio e a família devem ser reconhecidos como uma vocação muito importante. Afinal, se não fossem as famílias, de onde sairiam essas pessoas consagradas?
É na família que acontece a primeira e a mais importante evangelização, pois como reza o velho ditado, “o que o berço só dá a tumba o tira”. Os fiéis cristãos, em vez de terem de seguir contra a corrente da sociedade, deviam ser apoiados por ela, acima de tudo, recebendo todo o apoio possível numa cuidada preparação para o matrimónio.
O Sacramento do Matrimónio é muito importante e valioso e o seu fracasso tem consequências trágicas, pelo que devemos perguntar-nos claramente quais as condições em que se realiza este Sacramento/sinal da presença de Deus.
Na família, Igreja Doméstica, está o verdadeiro fundamento para a aprendizagem da fé, caminho que os filhos devem percorrer com os pais.
As famílias são um lugar privilegiado de evangelização, e como instituição de leigos, são também agentes de evangelização, testemunhando em público a sua vocação de Fiéis Leigos no mundo.
Que este Advento deste Ano da Fé nos ajude a sermos verdadeiras famílias!

Hermínia Nadais

domingo, 16 de dezembro de 2012

Alegrai-vos sempre no Senhor



 Depois das palavras de Sofonias o «Alegrai-vos sempre no Senhor… alegrai-vos!  O Senhor está próximo», dito pelo apóstolo Paulo na Liturgia de hoje, convidam-nos à alegria.
O Advento é tempo de alegria no reviver do acontecimento mais importante da história humana: o nascimento do Filho de Deus através da Virgem Maria que nos faz ver que Deus está perto de nós, presente aos nossos problemas e aflições, compassivo e misericordioso, seguindo-nos amorosamente em todos os nossos passos no respeito pela nossa liberdade, o enorme motivo e a característica inconfundível da alegria cristã, pois existe sempre ainda que o sofrimento nos seja também presente.

As palavras do Anjo a Maria, «Alegra-te, ó cheia de graça, o Senhor está contigo» (Lc 1,28) são também um grande convite à alegria.

Contemplando a atitude de Maria devemo-nos perguntar se também nós queremos abrir-nos ao Senhor e oferecer-Lhe a nossa vida para que dela faça a Sua morada ou se receamos que a presença do Senhor venha limitar a nossa liberdade!

É Deus que nos liberta de vivermos fechados em nós mesmos e nos torna capazes de nos doarmos aos outros por amor que se faz serviço e partilha.

É uma vida de Fé que nos faz habitar, morar e trilhar o verdadeiro caminho da vida em que todos somos todos peregrinos rumo à Casa do Pai, a Cidade eterna, a morada de Deus com a humanidade redimida, o céu (cf. Ap 21,3).

Deus pede o nosso "sim" como pediu o sim de Maria e espera que lho demos em total e plena liberdade, porque quer que vivamos na Sua Graça. A graça de Deus não priva da liberdade, muito pelo contrário, gera liberdade e sustenta a nossa liberdade permitindo a nossa plena e definitiva realização, dentro da nossa realidade humana a caminho de Deus.

Hermínia Nadais