Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

sábado, 13 de setembro de 2014

VOLTAR ÀS ORIGENS!



 
Sem deixar de ser quem sou… Voltei às minhas origens – amanhar a terra e tratar pequenos animais!
Sempre gostei destas actividades, mas fazê-las por obrigação para tirar dali o sustento nem sempre é agradável! Mas para descontrair, é muito bom! Bom demais!
Quando as nuvens se espalham sobre o azul do céu e o Sol enraivecido fica a espreitar pelos buraquinhos e escondido de vez quando se desprendem umas gotas de água, claro que não dará muito jeito para procurar praias e afins, mas é bem melhor esta maciez do que o calor ardente a esturrar tudo! São raras as plantas que não gostam… e os animais sorriem todos os dias!
Então… as ervas daninhas dão risada sem parar por entre os produtos hortícolas e nos canteiros dos jardins, enquanto as mãos do agricultor se apressam a tirar-lhes a vida antes que dêem cabo de todas as culturas!
É muito bom ver tudo a crescer e os animais a correr!...
É bom demais!

Hermínia Nadais

domingo, 7 de setembro de 2014

MATARAM A MINHA PALMEIRA!



 
Olha a minha palmeira!

Mataram a minha palmeira!

Teve que ser

Pois as suas longas e estranhas raízes

não se cansavam de crescer!



Uma palmeira gigante,

bela, encantadora,

linda, formosa,

plantada há vinte anos

naquele local onde cresceu tanto

que não houve outro remédio

senão arrancá-la de vez

daquele recanto.



Foi o meu PAI que o nascimento lhe aconchegou

e meu irmão que docemente ma ofertou.



Tanto carinho, tanta ternura,

para acabar assim

a duros golpes de machado

com os seus ramos partidos em bocados

e os pedaços do seu tronco

com duros esforços arrancados!

Foi difícil de aguentar

ver o meu jardim assim

pois aquela linda palmeira

fazia parte de mim!

Hermínia Nadais

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

TURBILHÕES!





Eu não sei o que é a vida
mas com as maiores realidades
e as mais díspares razões
penso que a vida
é um eterno desenrolar de turbilhões.

Turbilhões de realidades
fantasias
angústias e arrelias
tristezas e alegrias
lembranças e recordações
que arrasam as agonias
e infernizam os corações!

Hermínia Nadais

terça-feira, 12 de agosto de 2014

MOMENTOS ALTOS DE UM TERNO AMANHECER



 Nos momentos altos de um terno amanhecer
com as mais intensas vozes do silêncio que inebria
num grito mudo mas repleto de todas as forças do meu ser
para todos os lados eu repito: Bom dia!

Bom dia ria, bom dia, bom dia!
Bom dia nuvens que me encobris o sol
Bom dia traineiras que descansais
dormindo calmamente
atracadas ao cais
Bom dia pescadores que transportais
baldinhos de marisco e peixe fresco
para fora dos areais.
Bom dia águas mansas que povoais
o espaço que deslumbra os meus olhos mortais
Bom dia carrinhas refrigerantes que esperais
no cais
as traineiras regressadas da pesca
aqui da ria
onde o peixe de água doce nos cheira a maresia.
Bom dia Natureza!”
Bom dia! Bom dia!… Muito bom dia!

Cais de pesca na ria da Torreira, 2011/08/31 – 10.29h

terça-feira, 15 de julho de 2014

VOLTAR




No silêncio mais profundo do meu ser

Tocando todos os poros da minha alma

vou desligar-me do sossego em que vivo

para voltar ao reviver do tempo antigo.



Quero aproveitar bem as lições que isso me traz

para ser quem sou

em todo o tempo e lugar

e olhar com firmeza e decisão

toda a tormenta que gere confusão

tentando auxiliar com minha mão

até onde a força me levar e eu for capaz

de promover solidariedade e união

para que todos vivam dias de mais paz.

2008/10/06 – 13.00h