Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

sábado, 7 de março de 2015

Louvado sejas





Louvado sejas
Pela imensidão e beleza da paisagem,
pelo reflexo das habitações e montanhas
nas águas calmas, cristalinas
e transparentes do Douro,
pelas mimosas frescas e amarelinhas,
pelas inúmeras quintas
onde se produz o afamado e delicioso
Vinho do Porto,
pelas amendoeiras floridas
ou ainda em borbotos a florir,
 por tudo quanto se move no ir e vir,
pela sensação de felicidade
sentida de manhã ao entardecer,
louvado sejas, Senhor
por todo o homem ou mulher!

Hermínia Nadais

domingo, 22 de fevereiro de 2015

VIVER!



 Viver é ser livre
olhar o mundo
com alegria e amor
descobrir
a beleza da erva rasteira
ou da flor
da nuvem que flutua no espaço
ou da água fresca
que consola a terra...
É olhar o infinito
e buscar no silêncio
momentos de paz...
É correr constantemente
pelo espaço do ser
na quietude harmoniosa
do tempo
e crescer
sem peso nem medida
nas alegrias ou tristezas
alternadas
no decorrer da lida.

2008/05/11 – 23.34h

Hermínia Nadais

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

PARA RECORDAR



O céu azul cobre os telhados vermelhos e grandemente inclinados onde a neve não pega porque tem dificuldade em se acolher! 
Os passarinhos sobrevoam suavemente o espaço e poisam nas bermas das ruas! 
Os recortes colados nas janelas em frente tornam mais acolhedor este já acolhedoríssimo  ambiente.   
As minhas “três” gaivotas encantadas, (cunhada e irmãs), saem agora do WC. 
Está a chegar a hora de partir por aí além, atrás de outras maravilhas que o Norte do nosso Portugal tem.

Hermínia Nadais
2012/02/19 – 09.31h, Figueira de Castelo Rodrigo

domingo, 18 de janeiro de 2015

PEDAÇOS DE CÉU



 
Vagueio no esplendor
da mais refulgente luz
quando me encontro
frente ao pequeno écran
meditando
nas palavras tão finamente
trabalhadas
dos meus amigos e amigas
a exprimir da forma mais bela
os mais nobres e belos sentimentos.

Ainda
que a amargura da vida
me abale,
o calor destas linhas
aquece-me a alma
mata-me a dor da saudade
cura-me a nostalgia do coração
e faz-me voar pelo espaço
nas asas dos anjos
buscando os sorrisos de Deus,
leve como uma pena de gaivota
e feliz como um rouxinol
trinando docemente
na frescura de uma manhã primaveril.

Estes são os pedaços de céu
que nos é dado viver
nos dias sombrios
deste maravilhoso planeta
que habitamos,
na busca de outra pátria desconhecida
mas que
na felicidade do gozo
destes momentos de doçura
se vislumbra
cheia de esplendor e paz.

2007/09/23 – 02.30 h
Hermínia Nadais