Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

HOJE…




Hoje,
para libertar-me de embaraços
recordei minha vida por pedaços
para me rever nos cansaços
do passado
na certeza de que nada está perdido
mas a ser humildemente consumido
nas torturas
que qualquer vida tem
vida de quem foi filha
e é mulher
esposa
sogra
nora
avó
e
mãe.

Hoje…
não me apetece chorar
quando deveria esforçar-me
por conter lágrimas.

Também não sei que lágrimas seriam
se de saudade dor
desespero esperança receio...
Talvez fossem de alegria.

Não daquela alegria
provinda de algo de bom acontecido
mas da sentida por nada ter feito
em prol de algo mau
que possa vir a acontecer.

E quem nos poderá dizer que é mau?!...
Nós não seremos de certeza
pois nem sequer sabemos
ou poderemos julgar sucedimentos
por não nos ser possível alcançar
a razão dos acontecimentos!...

Então, contém-te, Maria!
Espera e confia no amanhã que é outro dia
que será sempre para todos bem melhor
se com amor
confiarmos mais a sério no Senhor!

Hermínia Nadais

domingo, 2 de agosto de 2015

CONFRONTO




Viver
é confrontar-se 
connosco
com tudo e com todos
dia a dia
com amor e dor
força e vigor
dedicação e harmonia
tristeza e alegria


É procurar no silêncio
do ser
o encontro 
com aquela morte
que se vive a todo o momento...
invisível a olho nu
e que tantas vezes nos devora
a toda a hora...
mas nas fadigas e desvairos
imensamente satisfeitos 
porque certos
que é nessa bendita morte
permanente
que o vigor da vida
mora.


 Hermínia Nadais

segunda-feira, 18 de maio de 2015

SER…




 Hoje
falo de mim para mim
para poder sentir mais fundo
no coração a esperança
de continuar o esforço
prá conseguir outra mudança!

Hoje, Maria,
um dia igual
pareceu-te bem diferente
pois toda a gente
que contigo cruzava
exalava alegrias.

O sol foi mais brilhante
as nuvens menos cinzentas
as gotas do orvalho
nas flores
falaram dos amores
que no mais fundo do teu ser
hoje acalentas.

Será que foi o mundo que mudou?!...
Não posso crer!...
Foste tu que mudaste
Maria, segue em frente!
Mudaste o teu íntimo
e olhaste em teu redor
com vontade de viver
e de sentir
de uma forma diferente
esquecendo outros dias…
e o teu querer
foi transmitido
a todo e qualquer ser
e ao parecer
de toda aquela gente
por onde te movias.

Porque, Maria…
viver bem ou mal
parte de ti
do teu querer ou não
“ser”
simplesmente!...