Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

domingo, 5 de fevereiro de 2017

DOMINGO…

Domingo… o dia dos dias…
o primeiro e o último dos dias!

O primeiro dos dias
porque nos fala de ressurgir,
mudar, viver, reviver, conviver,
encontrar, sonhar, sorrir…

O último dos dias,
porque nos satisfaz os desejos de união,
encontro, crescimento,
encantamento, doação,
discernimento,
olhar para dentro
e colocar na vida a descoberta de todo o encanto
que cada um tem bem dentro de si
para descobrir e aprimorar, momento a momento,
enquanto nos movimentarmos,
calmamente, por aqui!...

Mais um domingo passado cheio de surpresas e belezas,
maravilhas e dons, dádivas de vida e de amor!
Obrigado, Senhor!


Hermínia Nadais

domingo, 22 de janeiro de 2017

A NATUREZA


 Quando o vento brame
e o céu flameja
as nuvens dançam
e o mar encastelado
se enrola na areia da praia
os pássaros cantam
e os peixes se removem
tranquilamente nas águas
os leões rugem no deserto
e as vaquinhas se aquietam
para que lhes tirem o leite
o cão ladra e o gato mia
tudo Te louva Senhor
na mais plena harmonia.

Só o homem, Senhor,
inteligente
e que eternamente
Te deveria louvar
não tem tempo Senhor
p’ra Te encontrar!

Hermínia Nadais
 2009/12/22 – 12.60h

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

MANHÃ DE DOMINGO!

O céu azul cobre os telhados vermelhos
e grandemente inclinados
onde a neve branca e fria
tem dificuldade em se acolher!

Os passarinhos
sobrevoam suavemente o espaço
e poisam nas bermas das ruas!

Os recortes
colados nas janelas em frente
tornam mais acolhedor
este já acolhedoríssimo ambiente!

As minhas “três gaivotas” encantadas
saem agora dos WC.

Está a chegar a hora de partir por aí além,
atrás de outras encantadoras maravilhas
que o encantador norte do nosso Portugal
guarda e sustém.

Hermínia Nadais

2012/02/19 – 09.31 F. C. Rodrigo

domingo, 18 de setembro de 2016

O AMANHÃ!...

 O amanhã com que todos nós sonhamos
e que apregoamos na mais alta voz
não é pertença nossa!
O desejá-lo está bem dentro de nós
mas o nunca saber
se virá ou não a existir
pode tornar-se numa amargura atroz!

Então… que deveremos fazer
além de amortecer
a verdade desta realidade ?
Não guardar para amanhã
tudo o que no hoje
cada um puder fazer!

O amanhã precisava ser julgado
por todas as broncas de que é culpado
das inúmeras palavras que ficam por dizer
dos muitos gestos por realizar
de muitos beijos por dar
de muitos abraços que não podemos sentir
e das muitas batalhas que não nos propomos travar!

O amanhã é o eterno culpado
do enorme desleixo praticado
por quem na vida tudo deixa correr
porque amanhã há sempre tempo de fazer.

Amanhã… Amanhã!…
Se o Passado é pertença do tempo,
o amanhã é a incerteza da vida!

Então, pensando no bem-estar do outro
e com tudo o que dele sobrar
aproveitemos o presente
vivendo-o a cada instante
intensamente!

Telefonemos para quem queremos falar
escrevamos o que queremos escrever
beijemos a quem quisermos beijar
abracemos quem queremos abraçar
visitemos quem queremos visitar
digamos: “amo-te” a quem quisermos dizer
vistamos o que gostarmos de vestir
comamos o que gostarmos de comer
bebamos o que gostarmos  de beber
passeemos se gostarmos de passear
cantemos alto e forte até a voz doer
dancemos na alegria até não mais poder
e riamos até não mais acabar!

Hermínia Nadais 

2011/09/03

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Alentejo


Tudo é verde de encantar
e de amarelo salpicado
com casas aqui e além
e a pastar muito gado
vacas porcos e ovelhas
ainda cabras também
e árvores a enfeitar
esta paisagem de encanto
que o nosso Alentejo tem.

Nunca me canso de o ver
ao longo de todo o ano
com seu aspecto diferente
nas épocas que o medeia
e que sempre maravilha
a gente que o passeia.

Com o sol abrasador
cobrindo o seu chão dourado
ou com as nuvens cinzentas
sobre um manto esverdeado
onde os animais se espalham
um pouco por todo o lado
e os tractores vão lavrando
as suas terras barrentas
para colocar as sementes
que as vidas alimentam.

Alentejo, és vastidão
grandeza beleza e calma
ao homem dás emoção
muito amor ao coração
e um vibrar forte
na alma.
Hermínia Nadais


2004/02/23   16.07 h  (De passagem para o Algarve)

sábado, 23 de julho de 2016

NUNCA É DEMAIS FALAR DE AMOR

 Nunca é demais falar de Amor num tempo em que o horror anda à solta um pouco por todo o lado a encher de indignação qualquer pessoa minimamente capaz!
Nunca é demais falar de Amor enquanto que a infância e juventude são levadas a viver na busca do mais fácil e imediato que não leva a lado nenhum!
Nunca é demais falar de Amor quando se procura o bem-estar em todos os lados menos dentro da própria pessoa que é o local sagrado onde o Amor habita!
Nunca é demais falar de Amor a sério... pois fala-se por demais em amor mas não se vive no Amor verdadeiro, aquele que se dá sem peso nem medida e sem esperar nada em troca!
Nunca é demais falar de Amor quando os valores humanos não são devidamente postos em prática levando as pessoas a ocupar o lugar de coisas... o que não são, de todo!
Nunca é demais falar de Amor!...
Não sei! Quem sabe até... talvez até seja demais falar de Amor quando se não dá ao Amor o primeiro lugar na vida!
Nunca é demais falar de Amor, porque a verdadeira felicidade para que fomos criados só se encontrará colocando o Amor antes e acima de tudo!
Então, assim sendo... e porque assim é... nunca será demais falar de Amor nem viver de Amor e por Amor!
Que o Amor seja Amado!

Hermínia Nadais 

domingo, 29 de maio de 2016

A cultura do amor

Amar
não é gostar de alguém
é algo mais
onde há comportamentos tais
que grande parte das pessoas
não os têm.

Amar
é procurar
que o outro cresça,
seja feliz
e se sinta realizado,
é esquecer-se de si
e pensar no “ser  amado”,
é compreender,
perdoar,
pedir perdão,
aceitar o defeito do irmão,
e tentar viver, assim,
na paz do coração.


Hermínia Nadais
2006/03/26 – 09.00H

quarta-feira, 27 de abril de 2016

QUERER… É PODER!


 Se querer é poder
eu posso
eu quero
e não me desespero
e é assim
que hei-de vencer
crescer
sair do zero!

Mas… de olhos abertos
e cabeça bem ‘fria’
olhando toda a gente
com amor
confiança e alegria!

Porque
a cada instante
como por magia
o tempo vai gerando
situações incompreensíveis
que nos vão escapando
das mãos
a cada dia!

interesses sobrepostos
sem nada que os enfrente
a não ser o coração
vibrante
da alma crente
que não pode trocar por nada
o querer do coração
por não haver nada
a que o mesmo coração
esteja ausente.

Hermínia Nadais


domingo, 20 de março de 2016

A minha aldeia

Uma brisa suave
balança a cortina
na janela aberta da cozinha,
sacode a roupa da corda
e agita o vimeiro
do fundo do quintal
da minha filha…
As chaminés da Póvoa
deixam escapar o fumo
que se esvai sobre os telhados vermelhos
ao encontro do verde escuro
dos pinhais…
O céu está cinzento
na calma penumbra da tarde…
Os pássaros chilreiam alegremente
junto à janela…
O pálido sol
que baixa no horizonte
faz brilhar docemente
as luzes
que se vão acendendo
nas bermas das estradas e caminhos…
Que linda, suave e doce
é a minha aldeia
vista deste canto
da mesa da minha cozinha!...

Áh! Querida aldeia!...
Quanta paz
que me dás!...
 2004/02/25   17.05 h
Hermínia Nadais

terça-feira, 15 de março de 2016

TIRANIA CAMUFLADA!



Auto suficiência desumanizada
escondida debaixo de uma cidadania
que de cidadania não tem nada,
mesmo nada.

Dinheiro, fama, poder,
não consigo entender
toda esta pasmaceira
de gente parada
que não fala,
não ri,
não diz nada, nada,
nada…

Não há sequer
água para beber
não obstante termos de estar
horas seguidas a esperar
sem sequer sermos avisados
do tempo possível de demora
para ir comprar algo de comer e beber…
lá fora.

Ainda há mais que arrelia, porque está mal!
Alguém precisa de se tratar,
é urgente,
mas vem-se perguntar
se há dinheiro para pagar.
Não pude experimentar para poder ver…
se realmente alguém não tivesse dinheiro…
o que poderia acontecer!...

Ficar com a doença, já se vê!…
Falar de humanidade… para quê?


Coimbra, 2010/06/21 – 19.09h
Hermínia Nadais