quinta-feira, 4 de agosto de 2011

SONHOS DESFEITOS!

Foi num lacrimoso dia dos finais da Primavera… um daqueles característicos dias solares em que os pingos da chuva vão alternando continuamente com os raios de Sol escaldante e os minutos se sucedem num rodar tão permanente que parece não ter fim.
Enquanto o Sol ia sorrindo por entre a densidade das nuvens e iluminando a terra com os seus esplendorosos raios, uma alegre e colorida borboleta voava por entre a frescura da ramagem, junto a um pequeno regato, embalada pela maravilhosa beleza que a circundava.
Subitamente, deparou-se com uma papoila empalidecida… à míngua das carícias fulgurantes e directas do calor e luz solares!
Entreolharam-se meigamente, depois do que a borboleta sussurrou:
- Como é possível, papoila linda?!... Isto não é lugar para ti!
E… velozmente… como que para superar tanta carência de afecto… imobilizou as suas leves asas para as poisar sobre as fragilizadas pétalas, acalentando-as com a maior ternura e carinho do palpitar suave e quente do seu bondoso coração.
Entre soluços partilhados, abraçaram-se meigamente, expandindo felicidade!
Entretanto, duas meninas de olhos azuis e cabelos loiros ondulados, apareceram, saltitando e cantarolando.
Nas mãos aveludadas e macias traziam uma pequena rede amarela e um saquinho azul.
Sem mais demoras, lançaram a rede sobre a borboleta e, de imediato, muito cuidadosamente, retiraram da terra embevecida a esguia papoila para colocá-la, com todos os cuidados possíveis, num vasinho verde retirado do interior do saco.
Amargamente surpresas… a papoila e a borboleta… bem queriam dar continuidade à sua felicidade pessoal e à alegria desmedida e louca daquelas inexperientes crianças… mas não conseguiram resistir à mágoa da separação, à perca irreparável do seu incomparável cantinho nem da sua tão genuína liberdade!...
E… lentamente… a borboleta foi imobilizando as asas, e a papoila… magoada e enternecida… foi deixando murchar as folhas ao mesmo tempo que deixava cair, uma a uma, todas as suas pétalas!…
De olhares lacrimosos e corações feridos, as duas meninas, silenciosa e desoladamente, iam-se encaminhando para as suas casas!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Viver!



Na vida, com o poder da razão e revendo a profundidade do coração, a melhor forma de estar é trabalhar para crescer, comer para viver e viver para amar!

terça-feira, 26 de julho de 2011

Experiência para amigos

Hoje, que dizem ser o dia dos avós, quero dizer a todo o mundo o quanto bem quero a todos os meus quatro netinhos e uma netinha, grandes amores da minha vida!
E aproveito a ocasião para mostrar aqui algumas habilidades do que fez hoje doze anos e começou a tocar piano em Setembro do ano passado, ou seja, Setembro de 2010. 
O vídeo foi gravado com o telemóvel da mãe, da plateia onde se encontrava a ouvir... mas já dá para se antever a destreza do miúdo nesta área tão linda!
Desculpem... é um pouquinho do meu desmedido orgulho de avó! 

segunda-feira, 4 de julho de 2011

CONFRONTO


Viver

é confrontar-se

dia a dia

com amor e dor

trabalho e harmonia

tristeza e alegria



É procurar no silêncio

o encontro com a morte

a todo o momento e hora

porque

é na morte

permanente

que o vigor da vida

mora.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Amor!...

No mundo maravilhoso

Que temos para viver

Evitemos que haja alguém

Que passe a vida a sofrer!

terça-feira, 28 de junho de 2011

SER FELIZ!...

"TEMOS DE APRENDER A SER FELIZES SOZINHOS...
PARA PUDERMOS SER FELIZES
COM AS PESSOAS COM QUEM VIVEMOS"

sexta-feira, 17 de junho de 2011

SANTO ANTÓNIO

Querido Santo Popular,
Junto de ti, a rezar,
O povo olha extasiado...
Pois Teu braço protector,
Cheio de força e amor,
Está sempre de seu lado.

Santo António nos guia,
Nos protege e alumia,
Quando tudo corre mal...
Ajuda-nos a escolher
O caminho a percorrer
Para nada ser fatal.

As moças jovens, solteiras,
Vão pedir, todas brejeiras,
Um noivo para casar...
O Santo pára, escuta,
E parte logo p'rá luta
Para o noivo encontrar.

Mas se não for felicidade
Para o casal, na verdade,
O Santo... finge esquecer!
Vive, p'ra dar alegria,
E nunca nada faria
P'ra tal não acontecer...

Se um animal adoece
O povo nunca se esquece
Reza logo a Santo António...
Se a pessoa anda azarada,
Aborrecida, chateada,
Ele a livra do demónio.

E há um "mundo" de orações
Que uns dizem supertições
Outros têm devoção...
O Santo, escuta o gorgeio,
Mas fica distante e alheio
P'rá todos deitar a mão.

Se algo é roubado... ou perdido...
Vão logo ao Santo querido
P'ra descobrir a contenda!
E como que por encanto,
Parece que a mão do Santo
Esses mistérios desvenda.

Não são só festas charmantes,
Alegres e estonteantes,
Que "O" fazem popular...
É que toda a gente sente,
Que está sempre presente
E pronto para ajudar.

Mas a época festiva,
Alegre e cheia de vida
De luzes, côr, alegria,
É marca que está presente
Dentro da alma da gente
Sua doce companhia.

Mocinhas, engalanadas,
Airosas e perfumadas,
Com seus pares, vão dançando,
Nas marchas que o povo faz...
Vão pedindo amor e paz
P'rós tempos que vão passando.

E numa continuação
Desta dançante oração
Vão dentro do Santuário...
Ouvir o António, "Doutor",
Que fala, com muito amor,
Pela boca do Vigário.

Do Vigário... ou do Prior;
Seja com que nome for
Que o Padre seja chamado,
Ele transmite, sem engano,
O que o Monge Franciscano
Ensinou por todo o lado.

E pelas ruas da cidade
Repleta de felicidade
Com foguetes a estalar,
Vão os andores enfeitados
Levando-"O" e aos "Convidados"
Na procissão, a passar.

E o povo, com emoção,
Acompanha a procissão
Do seu Santo Padroeiro,
Que é um Santo Popular,
A quem se reza a cantar,
Aqui... e no Mundo inteiro!...

Nasceu no Ano Sagrado
Eternamente lembrado
Mil cento e noventa e cinco,
Este que é do Mundo a Luz,
 Imagem do Bom Jesus!...
Todos sabem que não brinco.

Lisboa é quem viu nascer,
Saltar pular e crescer...
O "Fernando de Bulhões",
Que mudou o nome p'rá António
P´ra se livrar do demónio
Segundo as tradições...

O povo... é que assim o diz;
Mas... o que Fernando quis,
Foi dedicar-se ao Senhor!
Logo com dezasseis anos,
Foge do Mundo de enganos
Para onde achou melhor.

Nasceu de família nobre
Mas quis viver como pobre
Imitando o amado Cristo;
E numa total doação
Ele prega e faz oração
Tal como fez S. Francisco!

Hábito de Cónego vestiu,
Santo Agostinho seguiu,
Em S. Vicente de Fora...
P'ra ter estudos superiores
Foi p'ra Coimbra dos Doutores
Logo a seguir, sem demora.

Nessa cidade estudou
Sacerdote se tornou
E aos "Franciscanos" se deu!
Tomou o nome de António,
Nada a ver com o demónio
Mas com a vida que escolheu.

Os Santos Mártires seguiu
Relíquias de Marrocos viu
Um dia a Coimbra chegar...
Pleno de nobres ideais
Deixa logo os Olivais
P'rá Fé de Cristo espalhar.

Para a África caminhou
E o coração desejou
A vida por Cristo dar;
Pouco após ficou doente
E teve que, de repente,
Ao seu país regressar.

Mas o mar se encrespava
E a tempestade o levava
Para a ilha da Cicília;
Dali à Itália passou
E m Pádua se fixou
Bem longe da sua família.

Nesse lugar tão distante
P'rá António, o mais importante,
Os seus dotes de Orador!...
Destinado à pregação
À França vem, por missão
De pregar o Deus de Amor.

S. Francisco tem a morte,
E Santo António, por sorte,
Regressa a Itália de novo;
E a Sagrada escritura
Prega, com muita ternura,
Não esquecendo o mal do povo.

Proclama a abolição
Dos presos que, na prisão,
Têm dívidas p'ra pagar;
Defende os desamparados
Que da mão dos desalmados
Não se conseguem livrar.

Nos sermões, frequentemente,
Defendia, ardentemente,
Praticar a caridade...
E a sua pregação
Lhe sobe a reputação
E fama de santidade.

E dele muito se fala,
O povo nunca se cala
De contar suas versões...
E há um número de aventuras
Ligadas nestas ternuras
Que existem nos corações.

"António, não quererás crer
Que ao teu pai irás valer,
Ele está a ser injustiçado...
Livra-o da triste sorte
Que o vai levar à morte
P'la mentira dum malvado."

António, com emoção,
Manda que antes do sermão,
Se reze uma Avé-Maria;
E para acudir ao pai
Não sei como, mas ele sai
Escutando a voz que o guia.

Vem de Pádua a Lisboa
P'ra livrar seu pai da loa
Que lhe estavam a tramar...
Enquanto o povo, que o via,
Rezava a Avé-Maria,
E chega antes de acabar.

E pelo tempo que passou
A Igreja comemorou
Este gesto encantador,
Rezando a mesma oração,
Antes de qualquer sermão,
Com devoção e amor.

E quando António, um dia,
Pregar ao povo queria,
E não havia ninguém...
Chamou os peixes, por fim,
Falou p'ra eles, em latim,
E eles disseram: -Amém.

Isto são façanhas tais
Que ao serem vistas pelos mais,
Não são de compreender!...
O Santo, é "louco" de Amor,
E dando a Deus Seu louvor,
Recebe d'Ele o que quer.

Foi em Pádua que acabou
A vida d'Este que andou
No Mundo, espalhando o bem;
Seu nome lhe está ligado
Para sempre ser lembrado
Por esses tempos aquém.

Morreu a treze de Junho
Depois de dar testemunho
Do que sempre acreditou...
Trinta e seis anos Ele tinha,
Vida na terra, curtinha,
Mas que Ele eternizou.

Deus "O" cobriu de tal sorte
Que meses depois da morte
O Papa "O" canonizou!
E p'ra que lembrado seja,
"António, Doutor da Igreja",
Pio XII "O" declarou!

É que António, neste Mundo,
Procurou o mais profundo
Conhecer das escrituras;
E o Espírito Santo o encheu
Das maiores graças do Céu
Nesta vida de amarguras.

E a grande sabedoria
Que Santo António exprimia
No que alto apregoava,
Vinha da assimilação,
Da assídua meditação
A que O Santo se entregava.

-António! Tu que pedias,
Neste Mundo de arrelias
Por todos, com tanto ardor,
Continua a interceder,
Por quem a Ti recorrer
Junto de Nosso Senhor!

E os que vires perdidos,
Sós ou incompreendidos,
Ampara-os com Teu carinho...
Dá-lhes Tua protecção,
Segura-os com Tua mão,
Guia-os pelo bom caminho!...

domingo, 12 de junho de 2011

A SANTO ANTÓNIO

António do coração,

Doce Santo Popular;

O povo, com devoção,

Celebra-te a cantar.



Celebra-te a cantar,

Cantar e dançar também,

Este gesto é o clamar

D'um filho junto da mãe!...



 
O labor que é "Tua Vida",

Enche a nossa de alegria,

Sabemos que és guarida

Para todos, noite e dia!



Ó Santo António querido,

O povo Te dá louvor,

A Igreja Te deu sentido

Chamando-Te "Seu Doutor"!



 
Não acaba o que dizer

De Ti, Santo sem igual!...

Ajuda-nos a crescer

Óh! Filho de Portugal!


sexta-feira, 10 de junho de 2011

Crescer!


Sempre que exista na vida

Algo que faça sofrer,

Reforcemos a coragem

Para com a dor, crescer!



quarta-feira, 8 de junho de 2011

Viver

Não sei o que é viver

apenas sei

que vivo

a cantar ou a sofrer.

Sei que é melhor sonhar

e tapar

o rosto com vendas cor-de-rosa

ou azuis

roxas ou lilases…

daquelas que nos apresentam

todos os sonhos

possíveis

e capazes.

Mas… cheguei à conclusão

que não é assim

que encontro a solução.



segunda-feira, 30 de maio de 2011

APRENDI!...



Sim!
Hoje aprendi
que a Virgem
é Rainha absoluta
do mundo
dos corações
dos crentes
e das tumultuosas
desilusões
dos mais descrentes
do povo que ama a cruz
e daquele que só de nome
conhece o bom Jesus
do que entra neste recinto
para se encontrar
consigo e com o irmão
e do resmungão
empoeirado
e renegado
que não consegue
ouvir
nem entender
o bater
do seu próprio coração
na ilusão de ser
o melhor que há no mundo
no egoísmo mais torpe
mais cego
e mais profundo...

Aprendi
que todos
aqui
prostrados
dobram o joelho
para orar
a Ti
ó Virgem Mãe
que a todos acolhes
sem cessar
com Teus lábios
que não se cansam
de pedir
com Teus ouvidos
que não se cansam
de ouvir
com Teus olhos
que não se cansam
de chorar
ou de sorrir
e com Teus braços
que não se cansam
de abraçar.

No "Recinto de Fátima"

domingo, 29 de maio de 2011

Felicidade!...



A felicidade conquistada
Neste mundo em que vivemos
Não nos virá das riquezas
Mas do bem que nós fazemos.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Paciência e tolerância...

Precisamos tolerância
Paciência e muito amor
Para conseguirmos um mundo
Mais humano e bem melhor!


domingo, 8 de maio de 2011

Homicidas...

Os maiores homicidas são os que conseguem matar-nos… sem sentirmos… no nosso corpo… o que chamamos de morte.

sábado, 23 de abril de 2011

Mistérios

Na descoberta de si próprio, o homem encontra, escondido no seu próprio mistério, o mistério e a grandeza de Deus.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

SONHOS DESFEITOS!

Foi num lacrimoso dia dos finais da Primavera… um daqueles característicos dias solares em que os pingos da chuva vão alternando continuamente com os raios de Sol escaldante e os minutos se sucedem num rodar tão permanente que parece não ter fim.
Enquanto o Sol ia sorrindo por entre a densidade das nuvens e iluminando a terra com os seus esplendorosos raios, uma alegre e colorida borboleta voava por entre a frescura da ramagem, junto a um pequeno regato, embalada pela maravilhosa beleza que a circundava. Subitamente, deparou-se com uma papoila empalidecida… à míngua das carícias fulgurantes e directas do calor e luz solares!
Entreolharam-se meigamente, depois do que a borboleta sussurrou:
- Como é possível, papoila linda?!... Isto não é lugar para ti!
E… velozmente… como que para superar tanta carência de afecto… imobilizou as suas leves asas para as poisar sobre as fragilizadas pétalas, acalentando-as com a maior ternura e carinho do palpitar suave e quente do seu bondoso coração. Entre soluços partilhados, abraçaram-se meigamente, expandindo felicidade!
Entretanto, duas meninas de olhos azuis e cabelos loiros ondulados, apareceram, saltitando e cantarolando.
Nas mãos aveludadas e macias traziam uma pequena rede amarela e um saquinho azul.
Sem mais demoras, lançaram a rede sobre a borboleta e, de imediato, muito cuidadosamente, retiraram da terra embevecida a esguia papoila para colocá-la, com todos os cuidados possíveis, num vasinho verde retirado do interior do saco.
Amargamente surpresas… a papoila e a borboleta… bem queriam dar continuidade à sua felicidade pessoal e à alegria desmedida e louca daquelas inexperientes crianças… mas não conseguiram resistir à mágoa da separação, à perca irreparável do seu incomparável cantinho nem da sua tão genuína liberdade!...
E… lentamente… a borboleta foi imobilizando as asas, e a papoila… magoada e enternecida… foi deixando murchar as folhas ao mesmo tempo que deixava cair, uma a uma, todas as suas pétalas!…
De olhares lacrimosos e corações feridos, as duas meninas, silenciosa e desoladamente, iam-se encaminhando para as suas casas!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Saudades!...


Tenho saudades do Sol

Do vento, das borboletas,

Do murmúrio das águas

Do silêncio e solidão

Que deixa o corpo sozinho

Mas preenche o coração.



Tenho saudades da vida

Do correr, do saltitar,

De fazer o que é preciso

Sem nada desamparar

De dizer que sou feliz

Com tudo o que acontecer

Porque não consigo mesmo

Descobrir ser nesta lida

Algo que possa ser útil

No desenrolar da vida.



Tenho saudades de tudo

Que me fazia crescer,

Pois p’ra crescer nesta hora

Terei de ser, sem demora,

Algo que vive a morrer.

quarta-feira, 30 de março de 2011

O casamento


Casamento… é coisa muito séria!

Não é de um dia – é de uma vida!

Sobre o que existe – vai-se construindo!

Se não formos inovadores como crianças – o casamento morre!

Se tivermos ideias feitas – definha!

Se não brincarmos – arrefece!

Se abusarmos – queima!

Se não partilharmos – desune-se!

Se nos abrirmos demais – perde o interesse!

Se nos distrairmos – perdemos a corrida!

Se estivermos atentos demais – criamos ciúmes doentios!

Se estivermos sempre perto – criamos enjoo!

Se nos dispersarmos – provocamos medo!

Se formos sempre calmos – ninguém dá por nós nem nos liga!

Se formos condescendentes – podemos provocar abusos!

Se compreendermos – há o deixa correr!

Se desesperarmos – há berros e arrelias!

Se… se… se…

Tantos SSSSSSSSSSS……

é um nunca mais acabar!

Mas tudo bem caldeado

com um pouquinho de amor,

carinho e compreensão,

reanimaremos as forças

da alma e do coração…

e a vida não mais será

um mar de dor e aflição!

quinta-feira, 24 de março de 2011

Por onde ando


Por onde ando?

Eu circulo
por este mundo
belo
e pleno
de ásperas incertezas,
nas gentilezas
das doces madrugadas,
nas tardes turbulentas,
nas noites maltratadas,
sob um Sol radioso
ou um céu cinzento,
sob a neve que lentamente
cai,
ao sabor do vento
que nos eleva com suavidade
ou com muita força
nos atropela e empurra,
ao som de hinos
e esbeltas melodias
ou de estrondosos ruídos
e inconstantes tropelias.

E assim vou vivendo
ora a rir, ora a chorar,
procurando encontrar
com muito ardor
o caminho
que deverei trilhar
para alegrar
com meu viver
o Criador!

sábado, 19 de março de 2011

MONENTOS DESANIMADOS...

Não sei se morro ou estou viva
E para mim é indiferente
Ando algures, aqui, perdida
Que já nem pareço gente.

Sinto uma tal aflição
Que eu não posso suportar
E a minha maior angústia
É não conseguir chorar.

Que foi que me aconteceu?
Em nada me reconheço
Dos tempos em que fui “eu”
Até disso já me esqueço.

Fui “eu”… ou pensava ser,
E agora é que “eu” sou?!...
Não sei! Queria saber
Mas não sei se saber vou.

Vou andando por aí,
De pé, como toda a gente,
Mas desfeita e baralhada
Tão confusa e acabrunhada
Que em nada me reconheço…
A continuar assim
Senhor, Tu tem dó de mim,
Por Amor, isso Te peço.

2011/03/17 – 12.13h

quarta-feira, 16 de março de 2011

Mentiras.....

Descobrir uma mentira é a maior desilusão do ser humano... mas verificar uma dissimulação é ainda mais difícil, porque é constatar uma mentira assumida e camuflada...

domingo, 13 de março de 2011

O bem e o mal...

O bom e o mau, o bem e o mal, são tão integrantes na vida, que acabamos por concluir e nos questionar que seria do Homem sem as contrariedades e mal-estar da vida, uma vez que, quando tudo corre sempre bem, o homem acaba por ver o mal mesmo onde ele não está.

terça-feira, 1 de março de 2011

CARTA DE AMOR!


Hoje decidi escrever-Te uma Carta de Amor.

Não uma carta qualquer,
mas uma carta escrita
por um coração tremendamente apaixonado,
que Te vê em tudo e em todos
e procura a Tua presença real
em todo o lugar
possível de encontrar-Te,
respirar-Te e transpirar-Te
por todos os poros de todo o meu ser,
visível e invisível.
Humanamente falando,
o amor considerado verdadeiro
já é o céu,
mas o amor que sinto por Ti
é mais do que esse amor
que pode falhar
a toda a hora e momento,
é um AMOR profundo e eterno
porque, iniciado no tempo,
se completará apenas na eternidade.

Eu não sei muito bem o que é o amor,
por isso, não sei mais que escrever-Te.
O amor que hoje se sente,
amanhã estará ultrapassado...

porque o amor não é passivo,
é uma construção permanente
que nem a morte poderá completar,
porque perdurará para além desta vida
e de tudo quanto se possa imaginar.

Hermínia Nadais
2011/02/14

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

DURA VIDA!



Na claridade amena do sol
realça a escuridão da vida.
O coração bate apressado
ou quase deixa de bater.
A cabeça dói.
O pensamento não pára
no verdadeiro amor
por causa de um amor
que nunca foi verdadeiro…
Ou talvez… alguma vez…
tenha sido.
Quem sabe… ao certo… o que vai
no coração humano!
Às vezes, nem sequer sabemos
a razão porque sentimos
a imensa dor que sofremos.
E quer queiramos,
quer não,
é nesta dura vida que vivemos.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

TRAINEIRA

Traineira que andas perdida
sem saber onde parar
deixa que a calma do mar
te dê a paz que procuras.

Flutuas nas águas brandas
perdida na imensidão
de um mar que não tem fim.

Faz jus à voz do silêncio
e na abafada solidão
dá graças a Deus por mim.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Eu… e ELE!...

Se me olho só – tenho medo,
medo, medo.
Mas ainda que esteja só,
desolada,
nas noites mais escuras e frias…
eu sei que Deus está comigo!
E quando aos olhos do mundo
parece que confio em mim…
é puro engano! Eu… pessoalmente,
não confio em mim, confio nEle.
Cada vez mais
quando eu sou… vou escrever
pensar brincar
ou trabalhar a fazer seja o que for
sou… escrevo ou faço o que ELE
do SEU modo muito especial
me diz para ser ou p’ra fazer.
Poderá ser impossível de se crer…
mas é, na realidade,
a minha actual forma de viver…
com avanços e recuos
pois afinal
a vida é mesmo assim
um sobe e desce constante
que nos vai fortalecendo
a mente e o coração
a cada instante!

sábado, 15 de janeiro de 2011

DE MIM… PARA MIM!...


Se queres a descoberta da existência equilibrada
na economia ritmada de esforço e tempo,
então:

em cada bom ou mau momento mantém a serenidade
a calma e a concentração
na busca do equilíbrio emocional com dedicação.

procura determinar um lugar certo
para todas as coisas (fora e dentro do coração)
para sempre puderes arrumar
cada coisa no seu devido lugar
e na necessidade rapidamente
as poder encontrar
e usar devidamente.

aprende a sorrir brandamente
quando o coração transborda de alegria,
e calorosamente
quando sentires no íntimo do coração
a horrorosa dor de uma noite escura
tempestuosa e fria.

palpa o terreno humano antes
de lhe abrir qualquer porta do coração
para evitar o desencanto amargo
de uma má interpretação.

extrai da voz ardente do silêncio
a verdadeira palavra para dizer
o verdadeiro caminho para trilhar
e a força necessária para desencadear
toda a acção que tiveres de fazer
da melhor forma que puderes realizar.

e o que tiveres de fazer não deixes para o “logo”
porque o “logo” pode nunca acontecer.

sai do teu ninho
ao encontro de quem necessitar
do teu amor do teu empenho do teu ser completo
com todo o teu querer o teu saber
o teu carinho.

entra dentro de ti constantemente
para tirares da rocha do teu ser
todo o potencial ali guardado desde sempre.

mas nesta enorme caminhada
que se chama vida
tu terás que te sentir sempre habitada
pelo mais terno amor do Pai Comum
que nos irmana a todos nesta imensa lida.

E
se o saber fosse… realmente… o conseguir…
tu poderias levar… para sempre… a vida a rir.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

(IN)COMPREENSÃO


Busco a vida
no rodar lento da noite
esperando que a aurora me seduza
a penetrar nos raios escarpados da luz
que os meus olhos embaciados
ainda não conseguem enxergar.

Vivo no rasto do tempo atarefado
nas lutas obscurecidas
pelos esconderijos que anelo
ao encobrimento dos raios esplendorosos
que as paredes do coração abafam
solenemente num desmedido e contido esforço
de lágrimas sufocadas e secas
no fogo concertante da (in)compreensão
que antevê a construção gigantesca do ser
extraído docemente do nada… eu.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Fantasias

Quando o coração consegue matar a saudade
que o rói
a alegria preenche a vida
e até o sono se desfaz
na quietude da paz serena do encontro
e dos sorrisos velados
dormindo no fundo do peito.

Uma doçura terna que transborda do ser
voa nas asas do sonho segredando ao vento que
encha de mimo as entranhas do outro coração de oiro sofrido
que foge de si na quietude dolorosa do tempo
riqueza e beleza difíceis de encontrar.

A triste paisagem invernal
transforma as alas da esperança
aconchego e calor
em formosas flores primaveris.


2011/01

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Boas Festas!



Boas Festas!...

Nesta quadra natalícia as bocas abrem-se incessantemente para desejar "Um Natal Feliz e um Próspero Ano Novo" - que já é muito mais que o simples "Boas Festas"!

Há festas todo o ano... contudo... esta é a festa das festas, pelo sentido profundo que pode dar às vidas de quem se aventurar a querer viver, ininterruptamente, em espírito natalício, em que a solidariedade e partilha do que se é e do que se tem, a compreensão e auto-compreensão, a estima e auto-estima, o crescer constante como pessoa que engloba todo o ser humano corporal e espiritual, sejam uma constante!

Há que abandonar, aos pouquinhos, o natal dos grandes presentes e preparar, para todos, principalmente para os familiares e amigos mais íntimos, os verdadeiros presentes de Natal expressos nas mais pequeninas lembranças a afirmar, sim, coerentes e sinceros desejos de Paz e Amor sem barreiras nem limites - a base fundamental de uma boa saúde, tanto do corpo como do espírito.

Dinheiro e riqueza palpáveis com as nossas frágeis mãos... não são o mais importante da vida!

Um Santo e Feliz Natal cheio de tudo quanto for melhor para cada pessoa que roda por este planeta na louca correria do tempo... até que a vida se fine... como se deseja... numa eternidade feliz!

Texto retirado do blogue: Um outro lado de vida
http://umoutroladodevida.blogspot.com

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Esta noite


Esta noite foi muito especial.
Reuniram-se inúmeros amigos
á volta de um mesmo amigo
que nos une a todos
de uma forma especial e misteriosa.

Foi tão lindo,
tão profundo e tão bom,
que encheu o peito,
a alma e o coração!

Ouvi a voz dos anjos ao meu lado
e entoamos assombrosas melodias,
entre meigos sorrisos e doces alegrias.

No pequeno templo…
da magnitude da beleza requintada
desprendi os meus olhares
da esbelta talha dourada
para me prender nos encantos
das imagens exibidas, daqueles santos
que tal como eu, em tempos idos,
galgaram montes, estradas e caminhos
para das rosas retirar duros espinhos
e fazer do mundo um jardim belo e florido
onde o amor e o perdão tenham sentido.

E lá… numa minúscula casinha
escondido
deixamos o amiguinho
muito querido…
amiguinho que ali ficou e saiu com todos nós
pedindo-nos as mãos, os pés, o corpo, a voz
e ofertando a cada um harmonia e paz
companhia, misericórdia, redenção,
a felicidade do amor e do perdão.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Julgar...não!


Nunca julgues nada nem ninguém por algo que te possa parecer, antes de poderes entrar com a razão e o coração, com a maior compreensão e carinho, na mais obscura profundidade do seu ser.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Estou exausta!


Estou exausta
saturada
e cheia de confusão…
Por tudo e por nada
sinto-me aflita
desatinada…
Não sei porquê
tanta barafunda
com que não me entendo…
Estou fora de mim,
com tal desencontro,
que nem a mim própria
eu compreendo.

E nesta amargura infinda
vagueio por aqui
buscando-Te
em todo o tempo e lugar
numa luta incessante
que não posso parar
e a mais gritante que toda a vida vi
porque não consigo, Amor!...
Eu não consigo mais viver sem Ti!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A maior ignorância


A nossa maior ignorância é julgarmo-nos detentores de muito saber.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

O que é a vida?

A vida é um sopro,
um mimo,
um carinho,
uma flor bela e colorida,
uma estrada
por onde vou andando
descuidada ou assumida,
uma folha
que o vento faz correr,
uma centelha de lume
que faz o amor crescer
numa fogueira
que arde sem se ver,
o Sol a brilhar,
a Primavera
a desabrochar,
um mar
de águas calmas
e praias ensolaradas,
um vento impetuoso
nas ondas encapeladas,
um deserto
de areias movediças
que as frequentes tempestades
ameaçam revirar,
uma cotovia
que canta sem parar,
uma brisa leve e doce
da manhã
que nos acaricia o rosto
com amor
desde o romper da aurora
até o sol se pôr.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Dignidade


Não procures dar nas vistas, mas esforça-te para que a tua vida seja digna de se ver.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

A vida… e eu!


Na ânsia de viver... é imperioso rodar velozmente pela estrada da vida na noite do tempo!
Para sossegar a saudade aconchegante dos braços fortes do pai e dos carinhos da mãe, das carícias amáveis das mãos no desalinho suave e doce dos meus cabelos finos e escorridos e fugir ao stress arrasante, apetece-me parar… e mesmo voltar atrás!
Quando o meu corpo cansado já não segura o doido “veículo” que é ele mesmo acaba por embater fortemente no rochedo da insatisfação e por deslizar na encosta da inquietude e desespero.
E é então que, aterrado, o meu olhar exausto fixa o arvoredo da floresta e se extasia num sem número de animais calmos e pachorrentos que atentamente me fixam com olhos estupefactos e carinhosos.
Num relance... o meu coração apressa as suas batidas enquanto vou lembrando o desatino de tantas pessoas e o deleite de poder permanecer ali... sorvendo a doçura inconsciente daqueles bichinhos afáveis e inofensivos.
Realmente… a sensatez da selva... envergonha fortemente a humanidade!...

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

O bem ou o mal


Todos os homens têm de trilhar um caminho. Se não tiverem a fortaleza, a coragem, o dom da sabedoria para seguir o caminho do bem, seguirão pelo caminho do mal, irremediavelmente.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

FRACASSOS E SUCESSOS!


A maior derrota de uma pessoa nunca lhe poderá vir do seu exterior, mas do deixar de acreditar que a vida é uma luta… e que é necessário e urgente haver constância em todas as lutas da vida, quer se obtenha dessas lutas fracassos ou sucessos.
Ao lado das conquistas ensolaradas que nos alumiam e aquecem… temos as fraquezas e desacertos que nos acompanham no desenvolvimento das qualidades de que fomos dotados.
Assim, perante os sucessos, há que os agradecer à perseverança no querer e no fazer e à maravilhosa “Força” interior de que somos animados; nos fracassos, há que parar para pensar… observá-los cuidadosamente… questionar as razões… e assumi-los com coragem para podermos superá-los e contorná-los de modo a, com eles e por eles, crescermos um pouco mais.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Esvaziar-se


Porque o homem nunca pode estar vazio, tem grande dificuldade em esvaziar-se do seu medo, respeito humano, orgulho, ódio, rancor, amor exagerado às riquezas e ao dinheiro... que é a única forma de ficar mais rico, porque cheio do Verdadeiro Amor.