Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

sábado, 31 de julho de 2010

Bola de fogo


Sou uma bola de fogo
No espaço, e sem rodar,
Não há luz, calor ou vida
Na Terra p'ra mim tão querida,
Se sair do meu lugar!...

Em qualquer hora do tempo,
Meu trabalho está presente...
De noite, mando a criada,
E de dia, atarefada,
Trabalho constantemente.

Num dia claro e radiante,
Sem nuvens p'ra me esconder,
Podes cegar num instante,
Se me olhares, confiante,
De que me poderás ver.

Põe-me raios circundantes,
Faz-me dentro uma carinha
Nos teus desenhos brilhantes,
Quero ser engraçadinha.

Eu não sou fêmea, sou macho,
Meu calor pode queimar...
Se não tiveres o cuidado,
Que te é recomendado
Para sob mim estar.

Quem sou eu, com tudo isto,
É fácil de adivinhar!...

1 comentário:

Vieira Calado disse...

Olá, bom dia!

Com muito gosto vou acrescentar o seu blog à minha lista de links.

Bom resto de Domingo.

Beijoca