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quarta-feira, 7 de março de 2012
segunda-feira, 5 de março de 2012
"Quaresma" - Transfiguração
Depois do primeiro domingo da Quaresma nos alertar para o perigo das tentações, que devemos evitar e vencer com a oração, jejum, abstinência e esmola, o segundo domingo fala-nos da Transfiguração!
Transfigurar é mudar de figura! Este é o lema da Quaresma que, com um permanente apelo à conversão, nos incita a mudar de vida, a subir, com Jesus Cristo ao monte da oração e meditação e lá, no mais íntimo de nós mesmos, (o local onde Deus nos habita saibamos ou não e queiramos ou não, pois somos obra Deus e o autor está sempre presente na sua obra quer a obra queira ou não queira), nos encontrarmos mais profundamente connosco próprios no sentido de descobrirmos as verdadeiras razões que nos levem, à luz da Palavra de Deus e da força da oração, a uma verdadeira mudança de vida, a uma permanente transfiguração.
Há muitos cristãos que não valorizam quem não é batizado ou sendo batizado não frequenta a igreja, a Casa de Deus. Isso, é um erro enormíssimo! Todos os homens são obra de Deus e devem ser respeitados como tal, procedam como procederem.
É muito triste termos de admitir que há muita gente nas igrejas, nos templos, que levam uma vida mundana totalmente incoerente com o modo como deve proceder quem vai à igreja e é Igreja, porque a igreja não é o templo de pedra, é o Templo Humano, o “Ser Humano” batizado, que aderiu livremente a Jesus Cristo.
O facto dos cristãos serem assíduos às cerimónias litúrgicas não lhes dá o direito de se pensarem melhores que os outros, pretende torná-los, sim, cada vez mais conscientes do seu “ser cristão” e melhores discípulos de Jesus Cristo e exemplos a seguir para os que andam arredados das práticas cristãs.
Ser cristão dentro da igreja é muito fácil, lá dentro da igreja nada ou pouco nos incomoda, e o clima é algo de misterioso e bom… mas ser cristão convicto, pequenina célula da Igreja que é o Corpo Místico de Jesus Cristo, e viver ao jeito de Jesus Cristo, fora da igreja/templo, cada um no seu meio ambiente natural, é muito difícil, não tenhamos ilusões.
A cruz da vida está no vencer as dificuldades de viver ao jeito de Jesus Cristo na luta contra as doenças, falta de emprego e crises monetárias, mas muito mais no entendimento aceitação e mudança dos nossos próprios comportamentos de modo a darmos à sociedade tudo quanto ela espera de nós e temos a obrigação de lhe dar.
Nunca poderemos estar sossegados enquanto ao nosso lado alguém estiver a sofrer, seja do que for. Somos seres sociais por excelência, e isso, irremediavelmente, tem de levar-nos a sermos membros coerentes e ativos no local onde estivermos e em tudo o que fizermos, transfigurando, a cada instante, a nossa vida, ajudando a transfigurar a vida de quem nos rodeia.
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A Quaresma
domingo, 4 de março de 2012
Quaresma – início do resumo histórico do jejum
Neste ano dedicado à Família, os cristãos devem por em realce o Sagrado Sacramento do Matrimónio, através do qual se dá início a uma nova Igreja Doméstica. Para que essa pequena Igreja, Família, tenha todo a valor que lhe cabe, é preciso que tenha à sua disposição o conhecimento necessário a tudo quanto lhe mostre o verdadeiro rosto das práticas cristãs.
Quaresma, palavra que deriva do latim, quadragesimae, é um período de 40 dias, um deserto de vida, uma prática que se repete desde os primórdios do cristianismo e é destinada a preparar melhor os fiéis para o mistério central da Redenção de Cristo, o Mistério Pascal – a Páscoa da Ressurreição.
A Quaresma são 40 dias porque “durante 40 dias e 40 noites, caiu o dilúvio que inundou a terra e extinguiu a humanidade pecadora (cf. Gn. 7,12). Durante 40 anos, o povo escolhido vagou pelo deserto, em punição por sua ingratidão, antes de entrar na terra prometida (cf. Dt 8,2). Durante 40 dias, Ezequiel ficou deitado sobre o próprio lado direito, em representação do castigo de Deus iminente sobre a cidade de Jerusalém (cf. Ez 4,6). Moisés jejuou durante 40 dias no monte Sinai antes de receber a revelação de Deus (cf. Ex 24, 12-17). Elias viajou durante 40 dias pelo deserto, para escapar da vingança da rainha idólatra Jezabel e ser consolado e instruído pelo Senhor (cf. 1 Reis 19, 1-8). O próprio Jesus, após ter recebido o batismo no Jordão, e antes de começar a vida pública, passou 40 dias e 40 noites no deserto, rezando e jejuando (cf. Mt 4,2).”
O número 40, nas Sagradas Escrituras, representa sempre a dor e o sofrimento.
A Quaresma começou por ser apenas de um dia, e foi-se alongando até chegar à duração de 6 semanas, onde os fiéis se dedicam a duas práticas religiosas principais: o jejum e a penitência. O jejum começava com o primeiro domingo da quaresma e terminava ao alvorecer da Ressurreição de Jesus. Foi introduzido na Igreja a partir do século IV e chegou a ser obrigatório para todos os fiéis entre os 21 e os 60 anos de idade. O jejum começava com o primeiro domingo da quaresma e terminava ao alvorecer da Ressurreição de Jesus.
Jejuavam todos os dias da semana menos aos domingos, porque era um dia festivo, o “Dia do Senhor”. Mas… sem os domingos havia apenas 36 dias para jejuar. Então, para recompor o sagrado número 40, a partir do século V, mais propriamente a partir dos últimos anos da vida de São Gregório Magno, Papa de 590 a 604, foram adicionados mais quatro dias anteriores ao 1º Domingo da Quaresma, ou seja, começavam a jejuar a partir de 4ª feira de cinzas que marca o início da Quaresma.
A prática do jejum foi imposta pelas leis religiosas de várias culturas muito exigentes com o jejum, do que ninguém podia ser dispensado. Havia pessoas que comiam, por dia, pedaços de pão contado, metade pela manhã e metade à noite, com um copo d’água. E houve um tempo em que não era permitida mais que uma única refeição por dia durante a quaresma. “Esta refeição única, no século IV, se realizava após o pôr-do-sol. Mais tarde, ela foi autorizada no meio da tarde. No início do século XVI, a autoridade da Igreja permitiu que se adicionasse à principal refeição a chamada "colatio", que era um leve jantar. Suavizando-se cada vez mais os rigores, a carne, que antes era absolutamente proibida durante toda a quaresma, passou a ser admitida na refeição principal até três vezes por semana.”
As exigências do jejum quaresmal, obrigatórias, eram publicadas todos os anos em Roma e quem as violasse assumia sérias consequências, pois teria de se abster de carne durante todo o ano e não podia receber a comunhão no dia da Páscoa.
Havia uma certa confusão entre jejum (abster-se de refeições) e abstinência (abster-se de carne) como ainda agora há. Teremos que continuar atentos ao que continua a ser o verdadeiro Jejum e abstinência.
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