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domingo, 3 de abril de 2022

O MEU MUNDO?...

 



Não sei onde estava com a cabeça quando escolhi o nome para este meu blogue.

Eu… e o meu mundo!

Mas… como posso mostrar o meu mundo se, na realidade, não se vê?

O meu verdadeiro mundo está bem no interior de mim mesma.

Agora, percebo-o! Mas quando inventei o blogue pensei ser fácil mostrar o nosso mundo real nos mais íntimos sentimentos e nas atitudes de todos os segundos.

Talvez… quem sabe… ainda conseguirei trazer para aqui algo do meu verdadeiro mundo!

Natureza… nuvens… passarinhos…sol… lua… estrelas… flores… cravos e rosas… ideias multicores… montanhas maravilhosas… luzinhas de encantar… olhos para ver… ouvidos para ouvir… coração para sentir!

Boa noite, com o mais carinho!

 

Hermínia Nadais

terça-feira, 29 de março de 2022

QUE BARALHADA!...

 


Neste cantinho perdida junto ao meu computador com tão maravilhosas leituras e meditações são tamanhas as emoções que o coração bate apressado, está sem fazer nada mas muito cansado.

Bom! Está tudo muito bem… menos o tempo que escasseia para tudo quanto necessito de fazer!

E o safado do sono ocupa-me por demais.

Será que eu estou errada!… Alguém me disse que as pessoas mais idosas têm necessidade de dormir menos? É que, se assim for… os meus anos devem estar a contar às avessas… ou seja, a descontar, porque o sono que sinto deve ser o efeito de estar a ficar mais nova… porque isto, de idosa, parece que não tem mesmo nada!

Boa noite! Vou dormir! Bons sonhos!

Hermínia Nadais

sábado, 19 de março de 2011

MONENTOS DESANIMADOS...

Não sei se morro ou estou viva
E para mim é indiferente
Ando algures, aqui, perdida
Que já nem pareço gente.

Sinto uma tal aflição
Que eu não posso suportar
E a minha maior angústia
É não conseguir chorar.

Que foi que me aconteceu?
Em nada me reconheço
Dos tempos em que fui “eu”
Até disso já me esqueço.

Fui “eu”… ou pensava ser,
E agora é que “eu” sou?!...
Não sei! Queria saber
Mas não sei se saber vou.

Vou andando por aí,
De pé, como toda a gente,
Mas desfeita e baralhada
Tão confusa e acabrunhada
Que em nada me reconheço…
A continuar assim
Senhor, Tu tem dó de mim,
Por Amor, isso Te peço.

2011/03/17 – 12.13h

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Estou exausta!


Estou exausta
saturada
e cheia de confusão…
Por tudo e por nada
sinto-me aflita
desatinada…
Não sei porquê
tanta barafunda
com que não me entendo…
Estou fora de mim,
com tal desencontro,
que nem a mim própria
eu compreendo.

E nesta amargura infinda
vagueio por aqui
buscando-Te
em todo o tempo e lugar
numa luta incessante
que não posso parar
e a mais gritante que toda a vida vi
porque não consigo, Amor!...
Eu não consigo mais viver sem Ti!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Encontro


Tanto que mexer
tanto que fazer
tanto que lutar
que não sei ao certo
por que lado eu hei-de
em tudo pegar.

Resolvi sentar
parar
pensar
escutar
falar…
abstrair-me do ruído do mundo
e ficar aqui só, a descansar,
a tentar a todo o custo
fazer silêncio no meu coração
para que Alguém, assim,
possa, por fim,
abrir-me as clareiras
tão precisas
para sair desta imensa
confusão.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Caminhos


Junto ao mar
perdida
num mar de ignorância
que dia a dia
pulsa em mim,
uma coisa anseio
e firmemente creio
que irá acontecer:
Descobrir
nos momentos dos meus dias
o qual e quanto
será preciso fazer
para seguir
sem hesitar
os caminhos “traçados”
que deverei trilhar.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

VIVER



Não sei o que é viver
apenas sei
que vivo
a cantar ou a sofrer.
Sei que é melhor sonhar
e tapar
o rosto com vendas cor-de-rosa
ou azuis
roxas ou lilases…
daquelas que nos apresentam
todos os sonhos
possíveis
e capazes.
Mas… cheguei à conclusão
Que não é assim
que encontro a solução.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

INSEGURANÇA



Não sei qual o caminho a percorrer
Não sei o que está certo ou errado
Não sei se falar ou estar calada
Não sei se reagir ou estar parada
Não sei se procurar ou esperar
Não sei se olhar ou fechar olhos
Não sei como viver estes meus dias
Não sei como tratar as arrelias
Não sei como aceitar tantos escolhos
Não sei como é possível tanta asneira
Não sei como é que há tanta cegueira
Não sei como encontrar resposta certa
Não sei como passar estes momentos
Não sei como livrar-me dos tormentos
Não sei como se vê querendo não ver
Não sei como é possível entender
Não sei qual a melhor forma de agir
Não sei como consigo ainda sorrir
Não sei como será o meu futuro
Neste meu ser imperfeito e inseguro.

Hermínia Nadais – Carreiro das Pedras, Rôge

terça-feira, 15 de abril de 2008

CRITICADOR



Quem és tu, criticador?!...
Pessoa “perfeita”
e aprumada
com língua orgulhosa
e desatada
qual espada
espessa forte e afiada
que balançando
gira sem se saber por onde
e toca sem se saber em quê
porque só vê
o que quer e entende ser melhor
para espalhar por toda a parte
o ódio o desprezo e o terror?...

Quem és tu, criticador...
criticadora
cavalheiro linguareiro
ou senhora
sem escrúpulos
sem espelho
sem pudor ou contenção
que tem o umbigo do tamanho de um balão
para o olhar constantemente
e com a ideia
de que não há nada de bom
na gente que te rodeia?...

Quem és tu, criticador?!...
Um cegueta,
egoísta
impostor
que te julgas superior
a toda a gente
porque não enxergas as palas
que trazes da cabeça até aos pés
a estorvar-te de te ver tal como és?...

No dia em que conseguires
olhar-te frente a frente
verás
o quanto és cego
louco e deprimente!...

Então...
não mais criticarás
seja quem for
porque
o horror
que de ti mesmo
irás sentir
te fará passar
de impertinente
a um acérrimo defensor
de toda a gente!
Hermínia Nadais

terça-feira, 1 de abril de 2008

NÃO!


Não procuro
nada,
porque não sou
nada
neste mundo escuro!

Não percebo
nada
porque não consigo
nada perceber!

Não sei como
vivo
porque não
consigo
aprender a ser!

Entre mim e o mundo
existe um vazio
tão largo e profundo...
que por mais que faça
nunca mais consigo
nele saber viver!


Hermínia Nadais

domingo, 9 de março de 2008

POETA

Poeta
tem olhos de água
para sentir e ver
em seu redor
tudo quanto
estiver a acontecer...
Contudo
não é fácil escrever
quando algo ao poeta
é sugerido
porque pode
por ele
não ser sentido....

A poesia
é magia
que sai bem de dentro
de cada ser
onde ela mora
pelo tempo fora
bem guardada
e protegida...
até que por algo
ela se parta
e se reparta
por todos os mais...
bem repartida!...

Hermínia Nadais

quinta-feira, 6 de março de 2008

LOUCO RADAR

LOUCO RADAR

Não sei porque estou
perdida
cansada
rodando sozinha
na berma da estrada
da vida que teima
em me desgastar
e eu não encontro
por onde fugir
de tanta tortura
que me faz partir
o corpo e a cabeça
alma e coração
não há confusão
que não me aconteça
e por mais que pareça
não posso encontrar
quem me ponha a mão
neste meu lidar
cheio de aflição
que me faz girar
em torno de mim
pois não posso crer
que ainda possa haver
uma vida assim
tão cheia e vazia
tão quente e tão fria
tão frágil tão forte
que por mais que tente
não vejo que aguente
esta dura morte
que aumenta na idade
e durará sempre
nesta orfandade
mas estou firme e crente
que não me atormente
na eternidade

Hermínia Nadais

sábado, 1 de março de 2008

BUSCAS DE PAZ

BUSCAS DE PAZ
Maridos (ou) mulheres,
filhos, netos,
movimentos,
associações,
pessoas magoadas,
feridas,
maltratadas,
doentes,
e carentes...
de mimos
e consolações...
inúmeras preocupações,
canseiras e aflições
que não dá para acreditar
como é possível
que alguém
possa aguentar!...

São vidas cruzadas,
sofridas, abatidas,
desentendidas...
descontroladas...
quais fogueiras
apagadas
com poeiras...

Tantos corações
desfeitos,
amargurados,
perdidos,
desatinados...
tentando encontrar
pelo mundo fora
a tão almejada PAZ
do coração
que nunca encontrarão
na confusão,
no aqui e agora...
mas, calmamente,
no silêncio mais profundo
bem no fundo
de si mesmos,
onde a PAZ
realmente
terá que nascer...
ser cultivada
crescer...
e finalmente
morar
na mais bela forma de estar
e de viver!

Hermínia Nadais

sábado, 16 de fevereiro de 2008

DILACERAÇÃO

DILACERAÇÃO

Quando as coisas da vida
não estão de acordo
com o saber da inteligência
o querer da vontade
e o sentir do coração
a dor dilacera o peito.
O desespero apodera-se do ser
que não sabe como reagir
porque do que se passa
nada consegue entender.

A razão tem razões
que a razão desconhece
e que nenhum humano
conseguirá desvendar
pois se cada um sempre é
desconhecido dos demais
em casos tais
passará também a ser
desconhecido de si mesmo
e a reagir
de forma inesperada
descontrolada
e nunca imaginada !

Os desentendimentos
dissabores
e incompreensões
abundarão
porque o diálogo
quebrado pela frieza
das incongruências
que se amontoarão
ao longo dos dias
cada vez causarão
maiores desarmonias

E por mais esforços feitos
não é possível fugir
destas terríveis situações
e a vida cada vez
se torna mais atroz
e cheia de aflições!
Para quê... estas horríveis
confusões
que arrasam
a alma e o coração?
Não tenhamos ilusões!
É pura dilaceração!

Hermínia Nadais

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

A PAZ ETERNA

Paz eterna!
Eu também
não sei muito bem
o que poderá ser essa paz
que tanto almejamos!...

Sei, sim
que a paz deste mundo
não é a ausência de guerra,
mas a luta constante
pela compreensão
e aceitação
do outro como ele é,
para,
unidos,
transformarmos a vida
e podermos trabalhar
juntos
na busca do infinito
que nos trará
realmente
a eterna paz.

Hermínia Nadais

domingo, 20 de janeiro de 2008

Cansaço

Cansaço

Hoje,
para libertar-me
do cansaço
manuseei
meus álbuns
e revi-me
nos cansaços
do passado...

Hoje,
porém,
na certeza,
de que minha vida
não está perdida
mas a ser
humildemente
consumida
nas torturas
que qualquer vida tem...
vida de quem é
filha,
mulher,
esposa,
sogra,
nora,
avó
e
mãe.

2008/01/20 – 17.52 h

Perdi minha vida,
Num mar de ilusão,
Só vejo pedaços
do meu coração.

Cansei de lutar.
As forças acabaram,
Tentei descansar
Mas não me deixaram.

Em tanta confusão
Me vejo metida,
Que dá cabo de mim,
Acaba - me a vida.

Hermínia Nadais

domingo, 16 de dezembro de 2007

Eu não sou eu

Eu não sou eu

Eu sou...
não sei o quê!
não sei...
eu não sou eu,
não me conheço
em nenhum dos meus actos
actuais!
Eu não sei mais
o que fazer
para ser
o que antes era.
Eu não sou eu...
e para o vir a ser
antes de mais
quero passar
este frio
e tormento invernal
para poder colher
sem nada mais
as doces e frescas
manhãs de Primavera.

Hermínia Nadais

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Livra-me

Livra-me

Livra-me de mim
De me ver assim
Parada no tempo
Parada no espaço
Parada na vida
Parada na lida
E cheia de cansaço.

Livra-me de mim
Deste dia incerto
Deste céu gelado
Deste mundo errado
Deste peito aberto
De tanta aflição
Por ter de aceitar
O que mais magoa
Qualquer coração.

Hermínia Nadais

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Saudades


Tenho saudades do Sol
Do vento, das borboletas,
Do murmúrio das águas
Do silêncio e solidão
Que deixa o corpo sozinho
Mas preenche o coração.

Tenho saudades da vida
Do correr, do saltitar,
De fazer o que é preciso
Sem nada desamparar
De dizer que sou feliz
Com tudo o que acontecer
Porque não consigo mesmo
Descobrir ser nesta lida
Algo que possa ser útil
No desenrolar da vida.

Tenho saudades de tudo
Que me fazia crescer,
Pois p’ra crescer nesta hora
Terei de ser, sem demora,
Algo que vive a morrer.

Hermínia Nadais