Numa bela manhã de Outono, saí a passear. Algures, sentei-me, num banco de um jardim.
Algumas
árvores, já cansadas, deixavam cair, uma após outra, as folhas multicores, que
só não formavam um belo e colorido tapete porque, de quando em vez, o homem da
vassoura grande as lançava na pá e as colocava no seu pequeno carrinho de mão.
Tão
belas... para serem lançadas no lixo!... Mas é assim! Todas as coisas, mesmo as
mais belas, sem vida, para que servem?
Perante
o facto, fiquei, de olhar perdido, a pensar no grande valor da vida.
Mais
ao largo, uma árvore se destacava de entre as demais. Era muito alta, esguia,
de um verde bem forte e de folhagem cerrada.
Os
ventos suaves que lhe agitavam os ramos, mandavam ao chão algumas folhas, mas
ela continuava, ali, com toda a sua firmeza, como marco entre as demais.
E
assim continuou. Passados dias… encontrei-a… como antes estava.
Tal
como as pessoas, as árvores também são diferentes! Belas… mas diferentes!...
E é no olhar atento, no aconchego e
respeito pela diferença que podemos crescer melhor e ser pessoas mais alegres e
felizes!
Hermínia Nadais






