quinta-feira, 3 de setembro de 2026

HOJE… SAÍ DE MIM!

 

Nestes meus… oitenta… ao recordar e comparar os tempos antigos com os modernos, sinto-me mesmo mal!...

Não dá para eu perceber este meu estado de espírito, mas talvez… por o meu comportamento atual ser totalmente o contrário do que eu via, no antigamente!

No meu tempo de criança e adolescente, quase não havia livros! Grande parte das pessoas adultas eram iletradas, não sabiam ler nem escrever!

Viviam como sabiam e aproveitavam bem o tempo no trabalho campesino! Mas, com a malta mais jovem, como pensavam que sabiam tudo, não lhes davam qualquer importância!

O que dissessem, estava dito! A forma como cozinhassem, vestissem, falassem, decidissem na resolução de qualquer problema, era irrevogável! Não davam voz aos mais jovens que, para eles, eram sempre garotinhos e garotinhas… a quem tinham de ensinar… a vida inteira!

Que a vida está sempre a ensinar, é uma realidade! Mas… com a rádio, televisão, internet, telefones, desenvolvimento tecnológico, estudos longos e variadíssimos, bem vistas as coisas, a malta mais jovem, com muito mais possibilidades de aprender do que nós tivemos, sabe muito mais que nós, mais idosos!

Não quer dizer que as pessoas com mais idade não tenham conhecimentos! Têm muitos conhecimentos! Temos muitos conhecimentos, mas a aprendizagem surge-nos, sempre, das mais diversas e incríveis formas, podem crer!

Eu nunca imaginei aprender tanto com meus filhos e netos, com quem partilho quereres e saberes!

Eles aprendem comigo… e eu aprendo com eles!

As nossas casas são autênticas escolas de vida! Os nossos trabalhos e encontros são as salas de aula onde aprendemos uns com os outros, damos e aceitamos sugestões e opiniões!

E sabem?  Nesta forma de ser e viver… todos se sentem úteis… queridos… importantes…  sabichões!...

A alegria e bem-estar extasia a alma e dá força ao coração, às mãos, aos pés… a tudo o necessário para ser e crescer!

É algo de extraordinário! Se ainda não experimentastes, tentai experimentar e vereis a razão desta partilha!

Hermínia Nadais

terça-feira, 1 de setembro de 2026

DESENVOLVIMENTO HUMANO! (2)

 

Uma criança nascida numa família normal, com independência económica e habitacional, se não for bem cuidada, pode desmoronar-se por completo!

O passar necessidade… pode estragar muito o processo educativo! Mas… o ter tudo em abundância, sem sombra de dúvidas, estraga muito mais!

Conheci uma família com algumas posses… e um dos seus membros meteu na cabeça que os seus descendentes não iam precisar de trabalhar! E por mais que os restantes familiares tentassem tirar-lhe aquela ideia, não houve quem o conseguisse!

As crianças cresceram com tudo quanto queriam: comida a abarrotar, roupas… brinquedos… tudo quanto queriam ou lhe parecia quererem era logo comprado!

A conclusão foi péssima. Gorduras exageradas que acompanharam as pessoas até à idade madura e as estão a matar aos pouquinhos, com peso exagerado que lhes causa inúmeras dores, principalmente nas costas e pernas! E… no restante nível comportamental, tudo o que veem, compram ou ficam tristes por não poderem comprar.

Isto… não é vida que se possa aguentar!

Que a criança tenha o necessário, sim! Mas, supérfluo, não!

‘É de pequenino que se torce o pepino!’

Tem de haver muito cuidado com a educação!

Hermínia Nadais


domingo, 30 de agosto de 2026

DESENVOLVIMENTO HUMANO! (1)

 


Acerca do comportamento mais superficial, o desenvolvimento dos órgãos de comunicação social e consequente informação de massas, confronta-nos com as mais díspares situações que nos levam a pensar mais seriamente no desenvolvimento humano.

É muito comum aparecerem-nos crianças adotadas que se identificam por demais com os pais adotivos. Nas semelhanças entre gerações, muitas vezes, os traços fisiológicos são-nos mais despercebidos do que as atitudes comportamentais, e o psiquismo de base nem sempre é visível pela sociedade que nos envolve.

Um outro pormenor no caso de adoção é que os pais adotivos têm preferência por crianças quanto mais jovens melhor. Há mesmo os que tomam conta delas logo após o nascimento. E é aqui que se pode ver melhor que o ser humano tem qualidades inatas e adquiridas. Qualidades inatas são os traços fisiológicos, tipo de sangue, doenças transmissíveis; a parte psicológica e comportamental, que também tem tendência a ser inata, tem de ser muito bem trabalhada logo a partir do nascimento.

Conheço jovens maravilhosos e maravilhosas que, em crianças, eram… mesmo… terríveis, e com o esmerado cuidado e atenção dos progenitores e familiares conseguiram mudar os seus comportamentos e tornarem-se muito boas pessoas!

Crescer… tem de ser parte integrante de qualquer vida, mas o crescimento, sem ser repressivo, tem de ser muito bem acompanhado!

Não podemos fazer das pessoas o que queremos, mas temos de as ajudar a encontrarem-se a si mesmas, a autodescobrirem-se, a encontrarem o que mais lhes convém na caminhada da vida, para o seu desenvolvimento integral, espiritual e humano!

Na época atual, de internet, telefones, Facebook com inúmeras distrações apetitosas, não é fácil! Exige um esforço muito aturado dos pais, restantes familiares, professores, catequistas… de toda a comunidade!

É difícil, exigente, mas, possível!

Força, gente linda!

Hermínia Nadais

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

DESENVOLVIMENTO HUMANO!

 

Nós… a vida… e o mundo… somos mistérios insondáveis!

Não sei se o mundo se abre para os seres, se os seres se abrem para o mundo. As duas situações, em simultâneo, acontecem tão naturalmente que nem sequer delas nos apercebemos.

Para conseguirmos uma ideia do que poderá ter sido o nosso aparecimento e integração no mundo, seria bom que nos pudéssemos imaginar um bebé acabado de ser concebido.

Parece descabida esta afirmação! Na realidade, não há memória de alguém se lembrar de alguma coisa que se tenha passado consigo durante a vida intrauterina. Mas, na atualidade, estudos muito aturados e acompanhados de investigações seguras provam que as vivências no seio materno têm influência no comportamento dos recém-nascidos, e, em boa parte, podem mesmo determinar a sua forma de ser na vida futura.

Há fatores determinantes que podem transmitir-se geneticamente: cor dos olhos, da pele, do cabelo, tom de voz, sinais da pele... tipo de sangue!...

É muito corrente falarmos em doenças transmissíveis! Quando os bebés apresentam certas maneiras de ser, as expressões, “tal pai tal filho...” “tal avô tal neto...”  “tal mãe tal filha...” saem-nos logo da boca! E se se trata de calma ou nervosismo... as semelhanças têm tendência a verem-se ainda mais acentuadas.

É um facto incontestável que os descendentes tenham algo dos seus progenitores, incompreensível seria se assim não fosse. Mas, muita fita tem sido gravada, muita tinta, papel e tempo têm sido gastos no estudo do desenvolvimento dos seres humanos, e há sempre coisas constatadas que nos surpreendem.

As semelhanças físicas, imutáveis, podem aparecer até depois de quatro ou cinco gerações! Os traços fundamentais do psiquismo podem ser trabalhados para comporem melhor o jeito de ser e estar da pessoa em causa, mas também não mudam por completo.

No desenvolvimento Humano, a caminhada feita já é muito grande, mas há sempre muito a aprender e a fazer!  Vamos pensando, interiorizando, partilhando o que pudermos e soubermos, está bem?

Hermínia Nadais

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

AS LOUCURAS… CRESCEM!...

 

Na atualidade, todas as minhas loucuras estão bem assentes no Amor!

Quem souber, realmente, o que é o Amor, assim, com letra maiúscula, compreenderá capazmente a minha maneira de ser e estar, a minha paupérrima e riquíssima vida!

Nunca imaginei que estas duas palavras, pobre e rico, pudessem encaixar tão bem uma na outra! Mas… encaixam! É a maior das realidades!

Quando falamos em riqueza vem-nos logo à mente dinheiro e haveres abundantes… quando olhamos levemente a pobreza imaginamos logo aqueles a quem o trabalho falta e não possuem sequer o necessário à alimentação e vestuário, ou seja, a dar manutenção ao corpo e a escondê-lo dos demais!

No entanto, há outra pobreza e riqueza que não tem nada a ver com o atrás descrito, pois é o seu contrário!

O verdadeiro rico não é o que veste roupas caras, vive em ‘palacetes’ e tem as contas bancária a abarrotar, mas aquele que, tenha muito ou pouco dinheiro e haveres, usa o mínimo necessário e reparte o resto com quem nada ou pouco tem. E não falo só de haveres físicos, mas também do que se refere à parte espiritual, aquela que se vê apenas nas atitudes que tomamos e palavras que dizemos!

O viver deste jeito pode causar consumições e arrelias, pois querer o bem de todos, ver muitos procedimentos errados, e não poder deitar a mão, ajudar, dói demais! Mas, quando a vida está enraizada no Verdadeiro Amor, a verdadeira alegria preenche totalmente o coração!

Estas loucuras… crescem! Precisamos ouvir, escutar, interiorizar e colocar na vida a voz do Senhor que nos diz: “Ama, e faz o que quiseres!”

Então, amigos e amigas! Amemos, de verdade!  E, quer tenhamos alegrias ou desilusões, tudo nos trará felicidade!

Hermínia Nadais


segunda-feira, 24 de agosto de 2026

LOUCURAS… DE VIDA!

 

Há muitas coisas que temos de aprender! E para as aprender temos de as vivenciar, ou seja, de aprender, vivendo!

Sempre gostei de participar em celebrações festivas com tudo quanto encerram: orações, cânticos, musicalidade, tudo quanto nos encanta os olhos, enche os ouvidos e penetra no mais profundo dos corações! E, pensava que era uma forma de agradar ao Senhor, de Lhe fazer a vontade!

Hoje, não posso, de forma alguma, pensar assim! O que as mais díspares vivencias me ensinaram dizem-me que tudo isso é muito bonito e agradável, mas o Senhor não precisa de nada disso. Nós, sim, precisamos de todas essas formas de ser e estar para nos mantermos conectados com o Senhor e uns com os outros.

Qualquer celebração cristã é um encontro da pessoa consigo mesma e com o Senhor em união com todos os irmãos presentes… e muitos ausentes, que são apresentados, levados ao altar pelos pensamentos e palavras inaudíveis de toda a assembleia.

O Senhor quer, sim, a simplicidade, a ternura, o abandono, a entrega dos corações que, quando se Lhe entregam, Ele os transforma como bem entende para o bem próprio e comunitário.

Não sou eu que falo ou escrevo, são os meus oitenta anos que, mais do que nunca, sem que eu saia de casa, me levam a toda a Igreja, a toda a Humanidade, a preocupar-me com tudo e com todos, a pedir o mais que posso pelo bem-estar geral das populações, a santidade e realização integral de toda e qualquer criatura.

Pode parecer incómodo, mas, esta, é a minha constante loucura de vida!

Hermínia Nadais

sábado, 22 de agosto de 2026

APROVEITEMOS… O TEMPO!

 


O nosso tempo, neste mundo lindo onde fomos colocados, é sempre curto, tenha a vida a extensão que tiver! É esta realidade que nos leva a pensar na eternidade para que fomos criados!

Quando falamos de morte, na maior parte das vezes não pensamos que a “morte” não existe! A morte do nosso corpo é uma passagem para a outra vida, a eternidade! Vida sem corpo físico, claro, pois esse, fica mesmo por aqui.

Somos dois em um: corpo físico que guarda em si o mais importante de nós, o espirito, invisível aos olhos, mas bem sensível ao coração. Coração de onde nascem, crescem, aparecem, dores, amarguras, torturas, mas também sorrisos inebriantes e alegrias contagiantes! E tudo isto se vai revelando através do que o nosso corpo vai fazendo no decorrer dos dias.

Sem o corpo… como poderíamos cuidar do espírito? Nesta terra linda onde fomos colocados, era, de todo, impossível.

Então, cuidemos do nosso corpo e espírito, o melhor que podermos e soubermos, e que o aprender a ser e a crescer seja uma constante em toda a nossa vida!

Com o rodar do tempo, os anos vão-nos retirando de certos trabalhos e canseiras, mas a mente, se bem cuidada, vive e sente o que nunca, antes, sentiu ou imaginou sentir.

A alegria de viver traz-nos o sorriso ao rosto e faz o coração vibrar de contentamento, os olhos maravilham-nos com as belezas do universo.

Força, gente linda! A velhice não existe, não somos trapos, somos pessoas humanas ávidas de existir!

Então… aproveitemos muito bem o tempo eu nos for dado! Que assim seja!

Hermínia Nadais

HOJE… SAÍ DE MIM!

  Nestes meus… oitenta… ao recordar e comparar os tempos antigos com os modernos, sinto-me mesmo mal!... Não dá para eu perceber este meu es...