sexta-feira, 30 de outubro de 2026

ANDA PERDIDO?

 

Num qualquer dia perdido nos anos, andávamos à procura do Pingo Doce e pedimos informações a um senhor parado na berma da rua! Entretanto, um carro da GNR estacionou à frente da nossa autocaravana e um dos agentes interpelou-nos com o maior carinho e atenção: “Anda perdido?”

Depois da nossa explicação, disse-nos que o seguíssemos!

No trajeto, tivemos de ceder passagem a uns carros e parar numas passadeiras pelo que eles, calmamente, encostaram na berma da estrada, e continuaram a rodar até que chegamos ao Pingo Doce!

Ao agradecermos a amabilidade, simplesmente responderam que fizeram a obrigação deles, pois o facto de existirem também tem por fim orientar e encaminhar as pessoas nas suas dificuldades!

Agora me pergunto:

Porquê... tanta arrogância em tantos GNRs... e porquê tantos olhares pesados contra estas autoridades?

Este foi um maravilhoso ato de bondade e serviço!

Quantas destas atitudes e outras semelhantes andarão por aí, sem que ninguém as valorize, simplesmente porque os homens e mulheres olham para essas autoridades com frieza sem conseguirem enxergar o enorme bem que tatos deles fazem!...

Sejamos atentos... porque pessoas destas merecem-nos a melhor das atenções!

E é com as atenções com que os tratarmos que se tornarão cada vez melhores pessoas e melhores profissionais, melhores guardas da GNR!  

             Hermínia Nadais 


quinta-feira, 29 de outubro de 2026

OLHAR... PARA VER!

 

Muitas vezes passamos junto de pessoas ou coisas importantes sem lhes darmos o mínimo de atenção, e o que é pior ainda, muitas vezes olhámo-las tão vagamente que nem sequer as vemos!

Achamos muito importante uma viagem ao estrangeiro, os museus, estátuas, praias, paisagens, matas, rios...  tantas coisas que dizemos encher-nos por completo... esquecidos de que o nosso Portugal, que olhamos todos os dias, está recheado de histórias ímpares e belezas incomparáveis.

Passamos nas cidades a correr, diretos aos locais que precisamos, com receio de nos perdermos ou gastarmos tempo demais nas viagens de ida e de regresso. As televisões e internet ocupam-nos por demais, e acabamos por pensar que tudo acaba ali, o que não é verdade!

Tantas coisas esplêndidas ao nosso lado… porque não nos interessamos por elas... porque não as olhamos para as ver e admirar... porque não damos valor ao que nos pertence como portugueses que somos?!...

Há que reaprender a reorganizar o tempo de modo a arranjar tempo para poder olhar profundamente à nossa volta como se fosse a última vez... para não perdermos ocasiões propícias de admirarmos tantas maravilhas que nos passam despercebidas e que, se bem vistas com os olhos do coração, dão as maiores felicidades a todas as vidas!                  

Hermínia Nadais


quarta-feira, 28 de outubro de 2026

OS OUTONOS DAS VIDAS!

 

Quase no final do ano, o Outono faz lembrar inúmeras coisas!

Sempre gostei por demais das cores do Outono… que deixam de ser verdes para passarem a ter as mais variadas cores que se possa imaginar!

São folhas caídas das árvores, voando com o vento, atapetando os espaços, lindas por demais!

Mas… as chuvas apodrecem-nas… as enxurradas levam-nas para buracos e locais onde tapam tudo com o seu enorme volume, acabando, de algum modo, por desaparecer!

As folhinhas de Outono fazem lembrar as vidas gastas no tempo, de cabelos grisalhos e brancos, rostos enrugados, pernas e braços cansados, umas esquecidas dos “outrora” da vida, outras com histórias para desfiar que mais parecem contos de fadas ou morcegos, de antigamente.

E com tão poucos nascituros e a humanidade cada vez mais adiantada na vida, essas vidas ficam espalhadas… aqui e além… umas em casa, outras a encher os lares e centros de dia… um pouco assim como as folhas de Outono, à espera de que o Senhor da vida, num qualquer dia, as chame para a verdadeira vida, junto d’Ele!

Será por isto que eu gosto tanto das folhas do Outono??? Talvez!                     

Hermínia Nadais

terça-feira, 27 de outubro de 2026

SIMPLESMENTE… EU!

 

Quando o tempo se esvai e o espaço me arrasa os sentidos desmesurados da vida deturpada de misérias e desalinhos, sinto-me, simplesmente, eu!

Eu, com tudo quanto reconheço em mim e não consigo alterar sem a força descomunal do Infinito que me habita a beleza dos momentos felizes que me prendem à existência nesta humanidade crua de sentido de que sou parte integrante!

Nas fraquezas ternurentas dos abraços descontrolados não consigo encontrar o rumo certo na estrada do mundo material em que habitamos todos, como membros inseparáveis uns dos outros, ainda que dessa verdade nos queiramos alhear.

Até quando, na busca interminavelmente indefinida de vida plena continuarei a palmilhar os trilhos aflitivos dos encontros e desencontros comigo mesma e com os demais... chorando ou sorrindo… sem saber muito bem como nem porquê?!...

Não sei...  não sei bem o que fazer!... Mas sei que é assim, que eu… sou… simplesmente… eu!                

Hermínia Nadais


segunda-feira, 26 de outubro de 2026

ACASO OU INTERVENÇÃO

 

Já faz bastantes anos que João, sempre muito atento a tudo o que se passa à sua volta e que não para de nos surpreender, contou a seguinte passagem:

Enquanto um ‘apagão’ atingiu grande parte da cidade de Gaia, uma pequena multidão subiu a estrada e apinhou-se no pequeno Santuário do Monte da Virgem, onde se faziam os preparativos imediatos para a celebração da Eucaristia… e várias vezes a luz acendeu... e apagou... acendeu... e apagou!

Então, alguém disse: - “Preparem lâmpadas a bateria e ponham-nas junto do altar para uma eventual necessidade!”

E, assim se fez! A mais maravilhosa Oração Comunitária foi iniciada!...

Logo no primeiro canto a luz apagou-se mais uma vez… mas não interferiu em nada e não se apagou mais… tudo pode decorrer, maravilhosa e normalmente!

No final da cerimónia, ao abandonar o local, quando, compressa, as pessoas se encontravam umas fora e outras ainda dentro das portas do Santuário... a luz falhou outra vez... agora… por muito mais tempo!

Acaso... ou intervenção de Deus?!...

Não sei. Mas que a fé arrasta montanhas... e a mão de Deus é poderosa... não tenho dúvidas!’

E nós?... Quando seremos capazes de ter a perspicácia do João, para prestarmos atenção a tantos acontecimentos assim, sem explicação?

Hermínia Nadais


domingo, 25 de outubro de 2026

FOLHAS DE OUTONO

 

Todos os anos, na época outonal, por toda a parte se encontram os tapetes multicores das folhas caídas, folhas das mais variadas formas e tamanhos que, no rodar da sua vida, de verdes foram passando a outras tonalidades, impensáveis noutra qualquer estação do ano!

E tão belas... que mesmo que pouco atento… encantam qualquer olhar!...

Olhamo-las… atenta e carinhosamente, como nunca se fez em qualquer das outras estações.

E… há as folhas que desejaríamos ver verdes, mas nem sequer chegaram a nascer; e as viçosas e verdes que, no raiar da vida partiram, morreram, caíram e desapareceram sem sabermos a razão por que tal aconteceu.

E ficamo-nos, assim, presos... somente… nas folhas do Outono que é o outono das folhas!

Se as olharmos pormenorizadamente verificaremos que são mais belas no seu conjunto, onde cada uma esconde as suas enfermidades no meio de uma enormidade de diferenças: há-as mais ou menos coloridas, mais ou menos belas e perfeitas, mais ou menos recortadas, mais ou menos direitinhas... mais ou menos rotas... efeitos da sua génese ou das intempéries da vida no tempo.

Nesta altura, não é muito habitual observar-se qual a árvore de onde as folhas saíram ou em que tipo de terreno foram cultivadas!

Mas...não podemos esquecer que a variedade das folhas depende da variedade das árvores onde nasceram, do tipo de terra onde essas árvores estavam plantadas, do húmus com que foram adubadas e da água com que foram regadas, da força de vontade que as folhas tiveram para nascer, crescer e viver bem assim como o jeito ou a resistência apresentada em todas as suas situações existenciais.

A beleza e durabilidade das folhas de Outono ficará sempre dependente de muitas razões.

São precisas todas as folhas para embelezar o Outono, mas nem todas as folhas nascem… ou chegam ao seu outono.

Assim sendo, cuidemos muito bem de todos os terrenos... para que, em todas as árvores a cultivar possam nascer todas as folhas; e, depois de nascidas, todas possam ter força e resistência capaz para bem sobreviver.

Depois, devemos fazer tudo para que todas as folhas sejam muito bem tratadas e queridas em todas as estações da sua existência, pois todas têm o direito de se sentir queridas e sabemos bem que muitas delas poderão não ter tempo de chegar ao seu outono.

E quanto a nós, não tenhamos ilusões: se não tivermos força, querer e sabedoria para tratar bem as folhas verdes, também não saberemos tratar bem das secas.

Tratemos muito bem... e sempre... todas, todas as “folhas”… provindas das mais diversas árvores… que talvez possamos comparar com a nossa… Humanidade!… Num qualquer dia… veremos como!

Bom Domingo para toda a gente

Hermínia Nadais

sábado, 24 de outubro de 2026

LUTA DIÁRIA

 

Somos seres humanos, seres sociais por excelência!

O nosso “ser sociais” faz-nos responsáveis uns pelos outros e dependentes uns dos outros!
Manda-nos ajudar-nos mutuamente e ser presentes uns aos outros… contudo, muitas vezes, buscamos o que gostamos e tentamos evitar o que nos magoa!

O nosso “ser sociais” leva-nos a ser arrastados por exemplos… e a arrastar os demais pelo exemplo que damos!

Tanto quanto possível, por nós e pelos outros, temos de nos precaver, de ter cuidado com o que pensamos, dizemos ou fazemos, para não cairmos em erros, em atitudes erradas!

Temos de ser, cada vez mais, pessoas responsáveis! Connosco mesmos, e com quem connosco faz caminho de vida!

A nossa responsabilidade pessoal começa na ajuda que damos a nós mesmos,

mede-se pela forma como nos comportamos connosco próprios, com o nosso crescimento pessoal; a responsabilidade social, tem a ver com as ajudas que damos a quem precisa, com o que fazemos pelo bem-estar do nosso próximo!

Nós, nas corridas da lida, muitas vezes não pensamos neste dom de sermos “seres sociais” por excelência! Mas não o podemos esquecer… e bem certos de que, o nosso comportamento, tem de servir de exemplo a quem nos vê, se não, alguma coisas não está bem!...

Procurar esta forma de ser, de viver, de estar, é buscar a nossa máxima responsabilidade, e tem de ser uma luta de todos os segundos dos dias, sem esmorecer!

Força, gente querida!

Hermínia Nadais

ANDA PERDIDO?

  Num qualquer dia perdido nos anos, andávamos à procura do Pingo Doce e pedimos informações a um senhor parado na berma da rua! Entretanto,...