Sempre gostei por demais das cores do
Outono… que deixam de ser verdes para passarem a ter as mais variadas cores que
se possa imaginar!
São folhas caídas das árvores, voando com
o vento, atapetando os espaços, lindas por demais!
Mas… as chuvas apodrecem-nas… as
enxurradas levam-nas para buracos e locais onde tapam tudo com o seu enorme
volume, acabando, de algum modo, por desaparecer!
As folhinhas de
Outono fazem lembrar as vidas gastas no tempo, de cabelos grisalhos e brancos,
rostos enrugados, pernas e braços cansados, umas esquecidas dos “outrora” da
vida, outras com histórias para desfiar que mais parecem contos de fadas ou
morcegos, de antigamente.
E com tão poucos nascituros e a humanidade
cada vez mais adiantada na vida, essas vidas ficam espalhadas… aqui e além… umas
em casa, outras a encher os lares e centros de dia… um pouco assim como as
folhas de Outono, à espera de que o Senhor da vida, num qualquer dia, as chame
para a verdadeira vida, junto d’Ele!
Será por isto que eu gosto tanto das
folhas do Outono??? Talvez!
Hermínia Nadais



