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sábado, 22 de agosto de 2026

APROVEITEMOS… O TEMPO!

 


O nosso tempo, neste mundo lindo onde fomos colocados, é sempre curto, tenha a vida a extensão que tiver! É esta realidade que nos leva a pensar na eternidade para que fomos criados!

Quando falamos de morte, na maior parte das vezes não pensamos que a “morte” não existe! A morte do nosso corpo é uma passagem para a outra vida, a eternidade! Vida sem corpo físico, claro, pois esse, fica mesmo por aqui.

Somos dois em um: corpo físico que guarda em si o mais importante de nós, o espirito, invisível aos olhos, mas bem sensível ao coração. Coração de onde nascem, crescem, aparecem, dores, amarguras, torturas, mas também sorrisos inebriantes e alegrias contagiantes! E tudo isto se vai revelando através do que o nosso corpo vai fazendo no decorrer dos dias.

Sem o corpo… como poderíamos cuidar do espírito? Nesta terra linda onde fomos colocados, era, de todo, impossível.

Então, cuidemos do nosso corpo e espírito, o melhor que podermos e soubermos, e que o aprender a ser e a crescer seja uma constante em toda a nossa vida!

Com o rodar do tempo, os anos vão-nos retirando de certos trabalhos e canseiras, mas a mente, se bem cuidada, vive e sente o que nunca, antes, sentiu ou imaginou sentir.

A alegria de viver traz-nos o sorriso ao rosto e faz o coração vibrar de contentamento, os olhos maravilham-nos com as belezas do universo.

Força, gente linda! A velhice não existe, não somos trapos, somos pessoas humanas ávidas de existir!

Então… aproveitemos muito bem o tempo eu nos for dado! Que assim seja!

Hermínia Nadais

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

JUNTOS… SOMOS MAIS!...

 

Somos! Não juntos de qualquer forma, mas juntos com os mesmos ideais que nos levam a viver de formas semelhantes!

Cada um de nós é um mistério insondável para si mesmo e para que o rodeia… mas são assim, muitos mistérios juntos, que conseguem fazer coisas maravilhosas bem ao jeito de Jesus que nos mandou ‘amar uns aos outros como Ele nos amou’!

Amar é, de formas diferentes conforme as diferenças de cada um, estar junto, proteger, ajudar-se mutuamente, se mais não podermos com bons pensamentos e orações que não são vistas ou ouvidas, mas sempre serão sentidas no mais profundo dos corações!

Podemos, do lugar onde estivermos, interceder por quem não conhecemos e vive do outro lado do mundo. Isto, pode não parecer, mas é uma boa forma de ser presente!

Ser… presente!

Um ‘presente’, é um agrado que se faz ao irmão ou irmã.

Sejamos… nós próprios… cada um de nós… um ‘presente’ sempre presente a quem necessitar, porque, juntos, somos mais!

Que assim seja!

Hermínia Nadais


terça-feira, 18 de agosto de 2026

COMPANHIA DE PESCA!...

 


Companhia de Pesca… uma expressão muito usada na Comunidade Canção Nova… faz-me intuir que, dela, dessa expressão, só percebo um pouquinho!

Acompanho este Canal Televisivo desde que apareceu em Portugal.

Quando falavam de diversas formas que não percebia, chegava a desligar a TV, pois pensava que ‘falavam por falar’… frases bonitas… e nada mais!...

Agora… não penso assim! Vejo e sinto as coisas de um outro jeito!

Escuto-os a todos: sacerdotes ou leigos, homens ou mulheres, velhos ou novos, sejam quem forem. E percebo o porquê da sua forma de falar, olhar, estar, atitudes que nos mostram o que são e como vivem as realidades da vida!

Aos poucos fui descobrindo que, antes de se nos apresentarem na TV, tiveram uma aprendizagem e vivências profundas, e só depois lhes foi permitido falarem diretamente para nós!

Claro que, quem os ouve e não vive do seu jeito, não os compreende nem aceita as suas palavras; mas quem procura o Senhor e tenta seguir os Seus Caminhos acaba por compreender as formas como se nos apresentam.

Se assim não fosse… se não visse as coisas deste jeito… como poderia eu compreender o que se passa comigo mesma???

Deus faz o que quer… como e quando quer… assim Lhe abramos totalmente o nosso mais que paupérrimo coração!

E… não tenhamos medo! O bem e o mal caminharão connosco, sempre, lado a lado! Mas… se tivermos escolhido o caminho do bem, o Espírito Santo guiará os nossos passos e levará, através de nós, as Suas maravilhas aos irmãos que connosco conviverem… e mesmo aos que não conviverem… a toda a gente… indefinidamente!

Que assim seja!

Hermínia Nadais

domingo, 16 de agosto de 2026

HOJE, PERCEBI!

 


Sim! Percebi!

Hoje, quando algo me chamou à atenção para parar um pouquinho, pensar, interiorizar… sentei no sofá sem saber porquê nem para quê, e de imediato percebi porque o bem e o mal caminham lado a lado connosco.

Se não houvesse o bem e o mal, e o discernimento para podermos escolher o nosso verdadeiro caminho, a Humanidade teria um coração morno, não seria fria nem quente… mas… simplesmente…morna… morna… morna!

Mornos! Não! Sejamos frios… ou quentes!  Mas mornos… não! Deus, que nos deu a vida, quer que sejamos quentes!

Esse Deus, cujo amor eu não conheço, quer que sejamos quentes, e faz tudo para que isso aconteça, para sermos bem quentinhos como Ele gosta!

Lembro a primeira identificação que me deram de Deus – “Pai do Céu”!

Mas… que Pai???...

Onde está um Pai que dê corpo a um Filho, sabendo pelas torturas que Esse Filho iria passar, pela morte horrorosa que iria sofrer, e ainda assim deixá-l’O nascer, crescer, para ensinar a viver e encher de felicidade os outros filhos, nós, toda a Humanidade?!...

Deus fez isto tudo! Deus não é Pai! É mais do que PAI! Não há PAI como ELE! Não há palavras para O definir!

DEUS é TUDO! E permite o mal para que nos dediquemos de alma e coração à procura e prática do bem! E… as enormíssimas asneiras que fazemos ao longo da vida… são uma forma de nos manter humildes, de não sermos orgulhosos, mas confiantes na Sua infinita misericórdia!

O que digo, é o que experiencio! Sinto a inteligência e o coração intimamente unidos e a dizer-me e mostrar-me algo que nunca imaginei!

Quando dizemos que a vida ensina, não é a vida que ensina, é o Deus da Vida que atua em nós e nos faz ver e sentir o inimaginável!

Meus queridos ‘oitenta’ onde me sinto mais criança do que quando era criança a sério! É agora… que o Espírito Santo me inspira o que nunca imaginei!

Que sempre seja louvado!

Hermínia Nadais

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

A FÉ… NOS ESPAÇOS DOS DIAS!

 

  
 A nossa maior riqueza é a Fé! A Fé em Jesus Cristo!

É nos espaços dos nossos dias que estão, na realidade, as maiores e mais profundas raízes da nossa Fé!

É nesses pequeninos espaços que damos oração à vida, que lembramos os nossos conjuges, filhos, irmãos, irmãs, pais, avós, primos, primas, amigos… e mesmo os que não gostam tanto de nós ou nos são desconhecidos, e solicitamos ao Senhor o melhor para todos e cada um deles e delas!

Nestas orações, muitas vezes ou quase sempre, esquecemo-nos de nós… pela imensa confiança que depositamos no bom Deus que amamos o mais que podemos sem conhecer minimamente a Sua infinita grandeza nem a Sua misericórdia e presença efetiva nos segundos dos nossos dias.

Mas… com um pouquinho de atenção, sem O ver, sentimo-l’O connosco, mesmo dentro de nós, quando o nosso paupérrimo coração parece saltar de amor  e preocupação por quem nos rodeia, para quem queremos e pedimos sempre o melhor.

Quando conseguirmos viver, assim, os momentos dos dias, ainda que pesados, a vida torna-os leves, pois o Senhor caminha connosco e nos segura nas dificuldades como segurou Pedro quando naufragava nas água agitadas do mar!

Senhor! Que sempre sejas Tu a Luz de todos nós, a verdadeira raiz da nossa Fé mantendo-nos constantemente unidos numa intensa oração, porque, quer estejamos rezando, brincando, trabalhando, ouvindo, falando… quando damos oração à vida, a vida passará a ser uma permanente oração!

Obrigada Senhor! Que assim seja!

Hermínia Nadais

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

SERÁ… GENTE BOA?!

 


Será… que já descobrimos algumas riquezas, em nós mesmos e em alguém?!...

Essa autodescoberta e descoberta deve ser uma das nossas maiores tarefas! E… quer queiramos ou não, é uma das melhores e mais perfeitas formas de enveredarmos pelo caminho do bem! É uma das maiores conquistas que podemos realizar!

Lembro, quando era mais jovem, de lutar contra os defeitos! E custava demais!

Os defeitos apareciam como o pó nos móveis velhos e desajeitados! E quanto mais se limpavam… mais se viam!

Com o tempo e a Direção Espiritual, comecei a autodescobrir e desenvolver qualidades… e os defeitos começaram a ser esquecidos… e como esquecidos… não se praticavam! Ou melhor dizendo, quando não lembrados vão sendo abandonados!

Tudo o que não se lembra, esquece, fica para trás!

Depois, se começarmos a desenvolver qualidades e esquecer os defeitos começamos a ver mais facilmente as qualidades de quem nos rodeia… e a Humanidade começa a parecer-nos mais humana, e a ser mesmo Mais Humana, a proceder como deve e a praticar o amor mútuo que tanto nos dignifica!

Coragem gente boa! Somos bons e maus ao mesmo tempo, mas se nos esforçarmos por ser melhores, tudo ficará e nos parecerá bem!

Hermínia Nadais

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

HÁ… TANTAS… RIQUEZAS!...

 


Há tantas… tantas riquezas… que nem dá para imaginar, pois o mais das vezes não é coisa que se veja!

E para conseguirmos discernir a riqueza de quem nos rodeia, temos de ter para com todos a maior atenção, o que nem sempre acontece! E pior ainda, a tentação de olhar sempre para o mal que a pessoa faz, leva-nos a esquecer que todos somos levados a proceder mal, a praticar o mal!

 É muito mais fácil proceder mal do que procurar fazer o bem, e como não pensamos nas consequências malévolas que o mal nos causa… acabamos por cair nele em muitas ocasiões!

Agora… pensemos um pouco! Se olharmos as pessoas pelo seu lado bom, veremos as suas verdadeiras riquezas e o mundo parecerá um belo jardim recheado de maravilhosas e cheirosas flores; se as olharmos pelo seu lado mau, o mundo parecer-nos-á um horroroso e perfeito inferno, cheio dos mais terríveis tormentos!

Não podemos ver só o mal, nem só o bem! Temos de olhar as pessoas como são e aceitá-las, acompanhá-las, ser-lhes presentes!

Se assim procedêssemos, a Humanidade estaria bem melhor e o Verdadeiro Amor seria mais compreendido e amado!

Façamos crescer as nossas riquezas, o nosso bem-querer e proceder, e… vamos em frente, que é o melhor para todos nós, querida gente!

Hermínia Nadais

sábado, 8 de agosto de 2026

E… QUAL SERÁ A MINHA/NOSSA MAIOR RIQUEZA?!

 



A nossa maior riqueza é existir! Se não existíssemos, nada poderíamos ser ou fazer!

Depois… o que somos, na nossa realidade pessoal, é a nossa maior riqueza!

Cada um ou uma de nós é um ser único e irrepetível, riqueza que temos de discernir e aprender a aproveitar!

Tantas vocações diferentes, dos mais variados tipos de professores, advogados, médicos, enfermeiros, operários, construtores civis, trabalhadores agrícolas, padres e outros ministros ordenados, missionários e missionárias, pessoas casadas e solteiras, com famílias formadas, filhos, netos… uma enormíssima variedade de situações de vidas... que no seu intercambio amoroso e dedicado fazem florescer a paz e harmonia, e o Verdadeiro Amor vai crescendo no mais profundo de todos os corações!

O Verdadeiro Amor é a nossa maior riqueza! Olhar-nos tal qual somos e aceitar-nos a nós mesmos e a quem connosco convive como irmãos e irmãs, filhos e filhas muita amados e amadas de Deus, é a nossa maior riqueza, aquela que a morte física não pode acabar, aquela que levaremos connosco para a Vida Eterna!

Para podermos viver precisamos de haveres e dinheiro, mas não são, de forma alguma, a nossa maior riqueza! Há pessoas recheadas desses bens que são paupérrimas, porque de coração vazio de Amor; e há outras, mais do que pobres de bens materiais, e muito ricas, porque bem recheadas de Amor no mais profundo dos seus corações!

Então… para podermos ver um pouquinho que seja da nossa paupérrima riqueza… olhemo-nos interiormente com olhos de ver, com os olhinhos do Senhor a envolver os nossos, para nos autorreconhecermos tal qual somos e podermos caminhar com coragem e dedicação nos caminhos que Deus tem traçados para cada um ou uma de nós! Que assim seja!

Hermínia Nadais

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

A VERDADEIRA RIQUEZA!…

 


O verdadeiro rico ou a verdadeira rica… pode ser… depende das atitudes de vida, mas… normalmente… não é a pessoa que possui muita riqueza material! É sim, aquela que, confiante e voltada para o Senhor procura seguir a Sua vontade e amar do Seu jeito o mais e melhor possível a todas as criaturas em todos os seus segundos!

Pode parecer descabido, mas, é a experiência que fala.

Faz tempo, um padre amigo, o Padre Artur, agora ausente numa Paróquia longe daqui, por quem tinha e tenho a maior estima e consideração, sacudia as moscas… nem sequer tentava matá-las! E ao ver a nossa admiração pelo seu procedimento, dizia muito amavelmente:

- O Senhor protege todos os seres, do maior ao mais pequeno! Eu não tenho coragem de tirar a vida seja a que animalzinho for!

Na altura, perplexa, aceitei sem compreender! Agora, a necessidade de manter, o mais limpo possível, o local onde vivo, tenho de matar moscas… e alguns aranhões… mas lembro o Padre Artur e arrepio-me com o meu mau comportamento!

A vida, o que vemos e ouvimos, vivemos, sentimos, levado a sério, ensina-nos a encontrar a verdadeira riqueza, que não nos vem do maior ou menor número de bens que possuímos, parte de dentro de nós, da forma como vamos mudando, aos pouquinhos, a nossa forma de querer, ver, sentir, estar, ser prestável e presente às necessidades dos irmãos e irmãs com quem convivemos no decorrer dos dias, amigos ou nem tanto assim! E para aqueles e aquelas que não vemos nem conhecemos, mas sabemos que existem, nada mais podemos fazer, mas podemos rezar pelo seu bem-estar e realização integral!

E… porque é esta a verdadeira riqueza?

Ora… se temos a certeza que nada levamos deste mundo além do bem praticado, o bem praticado é a nossa verdadeira riqueza, aquela que permanece para além da morte física, a passagem deste mundo para a Casa do Pai!

Tudo de melhor, gente querida! E construamos… na vida… a nossa Verdadeira Riqueza!

Hermínia Nadais

terça-feira, 4 de agosto de 2026

QUEM SERÁ, NESTE MUNDO, O VERDADEIRO RICO?

  

Como “Seres Humanos” somos pertença de Deus, imagens de Deus no mundo!

E, como tal, não podemos confundir a falsa da verdadeira ‘riqueza humana’ que não tem nada a ver com bens materiais e dinheiro! Essas, são riquezas do mundo! Tem a ver, sim, com aquela riqueza espiritual e humana que Deus quer para cada um ou uma de nós!

Isto de ter muitos ou poucos bens terrenos não quer dizer nada sobre a verdadeira riqueza, que tem a ver, sim, com o desprendimento, partilha, ajuda mútua, e isso exige humildade, dedicação, paciência, altruísmo, amor mútuo!

Há muitos ricos de bens materiais a quem os bens que possuem nada dizem, pois têm uma forma de viver modesta, moderada, sem exageros em nada, sejam habitações, roupas, adereços, transportes… ao contrário, há pessoas que quase não possuem bens materiais e querem mostrar que têm muitos.

Não estou a criticar, cada um é como é, e tem de ser respeitado! Estou, simplesmente, a comentar, a chamar à atenção de que, o mais importante na nossa vida, a nossa verdadeira riqueza, é a simplicidade de coração e vida!

Quando formos chamados deste mundo, nada mais levaremos além das nossas boas atitudes, do cuidado a ter connosco mesmos e do amor que tivermos dado ao nosso próximo!

Ao falar do amor ao próximo, estou mais que consciente de que não existirá sem um profundo Amor a Deus, que nos manda amar o próximo como a nós mesmos!

Isto que digo pode parecer um absurdo, mas para chegar até aqui tive de passar muitos anos na procura permanente do verdadeiro caminho!

Finalmente, e com a ajuda do Senhor, penso que o encontrei, e por isso sinto-me na obrigação de partilhar um pouco desta minha longa caminhada… com muita persistência, sucessos e retrocessos!

O “Verdadeiro Rico”, neste mundo, não é o que tem muitos bens, mas o que põe tudo o que tem ao serviço de Deus e dos irmãos. Não é só bens e dinheiro, há inúmeras coisas simples que podemos partilhar e podem ajudar os irmãos e irmãs no verdadeiro caminho, é uma questão de procurarmos no mais profundo do nosso coração o que Deus quer de nós!

Hermínia Nadais

domingo, 2 de agosto de 2026

RICOS… OU POBRES???

 

 


Quando falámos em ricos, vem-nos logo à ideia aqueles que têm muitos haveres e muito dinheiro, mas, não! Não são esses os verdadeiros ricos.

Esses, são ricos, falsos! Fazem tudo pelos bens terrenos, orgulham-se das casas, carros luxuosos, belos e preciosos adereços, roupas de marca… mas… se virmos bem, esses, são os que têm menos dinheiro e menos formas de o adquirir! Esforçam-se, sim, por demais, para se mostrarem, de facto, maiores e mais importantes do que toda a gente!

Ao contrário, vemos muitas pessoas, abastadas, com muitos bens herdados ou adquiridos, empregos que os enchem de dinheiro… e têm um carro qualquer que tenha bancos para se sentar e rodas para andar, vestem roupas simples, estão sempre prontas a ajudar quem necessita, sem mostrar qualquer tipo de riqueza material na sua forma de ser e viver.

Isto… é um autêntico paradoxo, uma autêntica contradição, um absurdo total! Mas… acontece com inúmeras pessoas!

Concluindo: - A riqueza material existe… mas quando ligada ao orgulho, à arrogância, ao querer parecer mais do que o que se é, na realidade, não passa de uma ilusão!

Normalmente, este tipo de ‘ricos’, vive de parecer, e não de ser! E pouco ou nada se pode esperar deles ou delas!

Pobres de verdade, são os que, com mais ou menos bens, reconhecem a sua pequenez e, no silêncio dos dias, lutam pelo seu verdadeiro crescimento espiritual e humano ajudando quem necessita seja do que for!

Com mais ou menos bens, sermos simples, sinceros, humildes, prestáveis, presentes aos irmãos, poderemos parecer pobres, mas seremos, de facto, os verdadeiros “ricos” que Deus quer que sejamos!

Então, perguntemo-nos: “Que tipo de pessoas seremos nós? Ricos… ou pobres?”

Oxalá sejamos pobres, ainda que com muita, muita riqueza/dinheiro.

Hermínia Nadais

quinta-feira, 30 de julho de 2026

AFASTEI-ME… DAS CORRIDAS DA VIDA!

 



Frente ao mar, ouvindo o marujar das ondas sob o sol ardente, a areia mal firmava os meus pés! Sentei-me na cadeirinha de pano com os suportes bem enterrados para não cair. O guarda-sol, baixinho, nada mais cobria do que as mochilas do almoço… e a conversa era tanta e tão alta que ensurdecia os ouvidos.

Em poucos instantes… foram-se retirando, aos grupos, para diversos pontos da praia! Uns iam… outros vinham!

O ambiente barulhento perdeu a sua força quando, na hora do almoço, cada um escolheu o sítio onde preencher as necessidades estomacais… que eu e a minha irmã satisfizemos com algo que de casa extraímos antes da saída... em que a corrida foi tanta que o telemóvel escasseou… ficou no quarto onde dormiu… e muita falta me fez: nos meus joguinhos, na amostragem das horas, nas fotos, nos telefonemas!... O lembrar-me que os meus familiares se podiam querer comunicar comigo e não o podiam fazer, arrasou-me. Mas… passou… foi um único dia!...

As ondas estavam calmas e acalentadoras; as águas… nem frias… nem quentes… dependendo da forma como as sentíssemos quando nelas mergulhássemos.

As voltas e voltinhas dadas sobre a junção da água com a areia satisfaziam o gosto pelo salgado, pelo sol escaldante, pelo consolo de ter, pelo menos os pés, metidos nas águas!

Os guarda-sóis eram poucos… e foram abandonados pela sofreguidão da boca que queria saciar o estômago com algo a encontrar nos arredores da praia, diferente de nós, que mitigamos a fome com o trazido de casa.

No céu, as nuvens brancas pareciam paradas como parados estávamos sobre as silenciosas areias.

O mar, sereno, quase não se ouvia. As pombinhas, vagueavam por ali, mas, aos poucos, deixaram de ser vistas. Talvez, como muitos de nós, estivessem a dizer à praia: - Até ao ano, se Deus quiser!

Ou… talvez não! E amanhã continuarão a vaguear por ali, a escolher algo para elas saboroso extraído de entre os inumeráveis grãos de areia!

Como por encanto…  ouviu-se uma voz mais alta:

- Juntem-se todos! É hora do lanche convívio!

De imediato, todos se aglomeraram sobre o espaço escolhido para acamparmos. E começou o ditoso lanche… que acabou com risos e cantos, alegres esgargalhadas, o bater ritmado de muitas palmas!

Começaram então a repartir o excedente pelas mais pessoas presentes na praia.

E… a calma… a todos acalmou!… Voltou àquele pouco de areia que, num curto espaço de tempo, iria ficar sozinho.

A calma das pessoas, parte do coração e chega ao coração… enquanto o tempo passa e vai chegando a hora da partida: 17 horas!

A vida é linda! E neste recanto encantador, tudo parecia um resplandecer de paz e amor!

Hermínia Nadais

terça-feira, 28 de julho de 2026

SEJAMOS… NÓS!

 

Temos de ser… nós! Nós… com tudo o que temos e somos!

Claro que nos devemos preocupar com as pessoas que nos rodeiam e também com as espalhadas por todas as partes do mundo querendo o melhor para todas elas. Mas… o que pensam… o que pensarão de nós... não nos deve preocupar!

O que os outros pensam é problema deles.

E… quando os seus modos de nos olhar nos preocupam, é porque algo está errado em nós!

A nossa única preocupação deve ser ir ao mais profundo de nós mesmos, discernir o certo do errado e fazer o que achamos correto, com humildade, iluminados pela Palavra de Deus/Jesus, que nunca nos desampara! Depois, críticas, lamentações, seja o que for, são mais do que naturais, pois, isto de tentar viver o mais possível o Verdadeiro Amor será sempre criticado por quem não consegue ir além do amor egoísta que apenas se interessa pelas pessoas que lhe são úteis por alguma razão.

Amizades queridas!

Nós não o pensamos, mas aprendemos muito mais com o tentar ultrapassar as incompreensões que encontrámos do que com o bem que nos fazem.

Vencer incompreensões e desamores é subir escadas para o Senhor que, sem haver nome com que O possamos definir, foi por nós assassinado deixando escorrer por nós o seu Preciosíssimo Sangue até à última gota.

Façamos o que devemos! Sejamos… nós! E o que os outros pensam de nós… que nunca nos possa incomodar… mas sejam escadas para subirmos mais firmemente até ao Senhor da Vida de todos e todas nós, Jesus!

 

Hermínia Nadais

sexta-feira, 17 de julho de 2026

UM CÉU AZUL.. ESCONDIDO!...

 



 

Vivi, vivo, vou vivendo… sem saber o que é vida… que é assim como que um céu azul escondido por nuvens cinzentas de onde, de quando em vez, surge uma bela risada de sol!

Esta maneira de pensar pode parecer um absurdo, mas não é!

As peripécias da vida sucedem-se todos os dias, com canseiras, trabalhos, cuidados, preocupações, aflições, arrelias…

Se pararmos um pouco para pensar no imenso Amor do DEUS/AMOR por todos e cada um de nós, a calma invade o coração e a paz preenche os nossos mais recônditos vazios… assim como os esplendorosos raios de sol alegram os dias de céu cinzento e nublado.

Sem Deus… a vida é um permanente e constante… vazio!

Então… que saibamos parar, pensar, interiorizar, o bom e o menos bom, tudo quanto nos for acontecendo… para que sejamos “Esperança” no meio do mundo que tanto precisa de reconhecer em si a presença contínua do Verdadeiro Amor, Deus!

Hermínia Nadais

sábado, 20 de junho de 2026

Ó IDOSOS! ARROGÂNCIA, NÃO!

 


Amigos e amigas!

A velhice do corpo é a reabilitação do espírito/alma, ou seja: sem forças para trabalhar... com uma pequena ou maior reforma/dinheiro, com maior ou menor número de familiares… na velhice do corpo voltamos à infância!...

Sem ou com o caminhante ou a caminhante com quem decidimos, com o Senhor, andar pelo mundo, de mãos dadas e espírito unido, não estamos sós, mas mais acompanhados do que nunca, porque abertos a nós mesmos e ao Espírito Santo que nos habita e leva a descobrir verdades irrevogáveis e inefáveis que nos saciam a nossa sede do infinito.

É, então, que aprendemos com filhos, filhas, netos, netas… vizinhos, vizinhas… familiares e amigos… grupos onde estivermos inseridos… comunidade em geral… e com os inúmeros momentos em que ficámos a sós connosco mesmos e com o Senhor Jesus que nunca nos deixa sós! E o Espírito Santo atua de forma inefável, consoladora, persistente… ajudando-nos a ver, sentir, ouvir o que nunca conseguimos, antes, imaginar!

Com Deus, a solidão não existe! Ele é presença contínua! A humanidade, tão vasta e diversificada, está totalmente presente no nosso paupérrimo coração e o desejo da eternidade feliz enche-nos com histórias, memórias, saudade e presença invisível de quantos nos precederam na caminhada da vida e agora repousam no Sono da Paz. A ânsia de aprender a “ser” e “crescer” torna-se cada vez maior. Aproveita-se tudo: refeições comunitárias, os mais diversos encontros, a leitura de livros, a TV, Rádio, Internet, o encanto das flores dos jardins, das hortaliças e dos quintais recheados de alimentação crescente e edificante.

Nunca… nunca os meus tempos foram tão bons como estes!...

Mas… arrogância, idosos! Não mesmo! Humildade e simplicidade, sim, pois é o que melhor nos leva a compreender a nossa situação presente, a aceitar o que temos e somos, a aprender a ser e a crescer cada vez mais, com os acontecimentos maiores ou os mais insignificantes! E com tudo isto… a inesperada morte não nos amedronta… porque… quando vier… continuaremos... não sei como... mas a ser e crescer velando por todos os seres deste mundo lindo onde fomos colocados para… crescendo sempre com eles… aprendermos cada vez mais a ser o que somos e a viver como devemos.

Que Deus nos ajude a todos!

Hermínia Nadais

segunda-feira, 21 de novembro de 2022

UMA FOLHA AMARELA!

 


UMA FOLHA AMARELA!

Uma folha amarelecida caiu de uma grande ameixoeira!

O vento levou-a para o meio da relva do jardim!

Deu voltas e mais voltas, e continuou sozinha, longe das suas irmãs já meio apodrecidas debaixo da árvore onde envelheceram e caíram.

A Lili, uma pequenininha de quatro aninhos, ao ver a folhinha ali, perdida, pega-a com o maior carinho e leva-a para casa.

Coloca-a sobre um papel e pega num lápis. Circunda a folha. Muda-a de lugar, e volta a circundá-la.  E repetiu a façanha inúmeras vezes. Com um marcador amarelo deu cor às folhinhas marcadas no papel.

E no final, colou a folha amarela ao lado das folhinhas desenhadas e coloridas com tanto carinho!

E foi assim, que a pequena Lili, fez um lindo desenho de Outono.

Hermínia Nadais

segunda-feira, 14 de novembro de 2022

FOLHINHAS DE OUTONO!

 


FOLHINHAS DE OUTONO!

Outono! Quase o final do ano! Faz lembrar inúmeras coisas!

Sempre gostei por demais das cores do Outono! Deixam de ser verdes para passarem a ter as mais variadas cores que se possa imaginar!

Caídas das árvores, voam com o vento, atapetam os espaços, são lindas demais!

Mas… as chuvas apodrecem-nas… as enxurradas levam-nas para buracos e locais onde tudo fica tapado com o seu enorme volume!

E acabam por, de algum modo, desaparecer!

Folhinhas de Outono! Fazem lembrar as vidas gastas no tempo, de cabelos grisalhos e brancos, rostos enrugados, pernas e braços cansados, umas esquecidas dos “outrora” da vida, outras com histórias para desfiar que mais parecem contos de fadas ou dos morcegos de antigamente.

E com tão poucos nascituros e a humanidade cada vez mais adiantada na vida, espalhadas aqui e além… outras a encher os lares e centros de dia… um pouco assim como as folhas de Outono, à espera que o Senhor da vida, num qualquer dia, as chame para a verdadeira vida junto d’Ele!

Será por isto que eu gosto tanto das folhas do Outono???

Talvez!

 

Hermínia Nadais

terça-feira, 29 de março de 2022

RECORDAÇÕES INCRÍVEIS!

 


 Hoje é um dia muito importante para mim. Faz cinquenta e dois anos que era Sábado de Aleluia, e foi nessa noite que dei o meu sim ao Matrimónio que me ensinou a ser o que hoje sou.

Não queria casar, e quando vi o Pai dos meus Filhos numa Peregrinação Paroquial a Fátima, foi ali, junto à Mãe Maria, que me disse que nunca deixasse de pensar nele. E assim aconteceu.

O ramo que levei para oferecer a Nossa Senhora levava escrita uma despedida de peregrinações familiares ou paroquiais, porque desejava entrar no Convento das “Carmelitas Descalças”, mas Deus tem Seus desígnios, e, ali, tudo mudou.

Muito sofrimento horroroso, ao lado de algumas satisfações, ali começou. Mas no final, tudo terminou bem. O Amor venceu.

Vi-o partir para o Senhor bem amparado pelos homens mas numa dolorosíssima situação de dor, sem nunca ver nele a mais pequena revolta, mas doação e pedidos de perdão ao Senhor.

Agora, com meus filhos, netos e demais família, a sós comigo e com ele que, de certeza, está sempre por perto, por cá vou andando até quando Deus quiser numa oferta plena a quanto de mim desejar.

Que sempre sejas louvado, Senhor!

Hermínia Nadais

 

terça-feira, 22 de março de 2022

Saudação à Primavera

 



Te saudamos, Primavera,

Cheia de encanto e beleza,

Estávamos à tua espera

P'ra ver linda a Natureza!

 

Queremos também saudar,

O dia da árvore e floresta,

Todos juntos, a cantar,

Vamos fazer uma festa!

 

Nossas árvores, despidas,

Em breve irão florescer,

Encher-se de flores garridas

E de folhas a crescer!...

 

O canto dos passarinhos,

Que encherá nossos ouvidos,

Virá de dentro dos ninhos

Onde estarão filhos queridos!

 

Tua ligação constante,

À floresta  tão bondosa,

Primavera deslumbrante,

És a estação mais formosa!

 

 Prof.Nita Nadais        (Primavera de 96)

Este... e outros que irão aparecer por aí, são coisas do meu passado alegremente presentes na minha vida em qualquer dos seus segundos!


Hermínia Nadais

sábado, 19 de março de 2022

A SÃO JOSÉ, PAI ADOTIVO DE JESUS!

 



Bem-Aventurado São José vela por os homens e mulheres de hoje que tanto necessitam de ajuda!

Tu que foste o GRANDE protetor da Família Sagrada vela pelas nossas famílias

sofridas, desunidas, grande parte delas muito amarguradas!

Tu que olhaste Tão bem pelo Bom Jesus, faz com que os pais de hoje sejam para os filhos a luz e guia que tu foste, e que haja amor entre as famílias, entendimento, paz, união, que consigam viver em harmonia de corpo, alma e coração! Bem-Aventurado São José, rogai por nós!

 

 

Hermínia Nadais