sábado, 20 de junho de 2026

Ó IDOSOS! ARROGÂNCIA, NÃO!

 


Amigos e amigas!

A velhice do corpo é a reabilitação do espírito/alma, ou seja: sem forças para trabalhar... com uma pequena ou maior reforma/dinheiro, com maior ou menor número de familiares… na velhice do corpo voltamos à infância!...

Sem ou com o caminhante ou a caminhante com quem decidimos, com o Senhor, andar pelo mundo, de mãos dadas e espírito unido, não estamos sós, mas mais acompanhados do que nunca, porque abertos a nós mesmos e ao Espírito Santo que nos habita e leva a descobrir verdades irrevogáveis e inefáveis que nos saciam a nossa sede do infinito.

É, então, que aprendemos com filhos, filhas, netos, netas… vizinhos, vizinhas… familiares e amigos… grupos onde estivermos inseridos… comunidade em geral… e com os inúmeros momentos em que ficámos a sós connosco mesmos e com o Senhor Jesus que nunca nos deixa sós! E o Espírito Santo atua de forma inefável, consoladora, persistente… ajudando-nos a ver, sentir, ouvir o que nunca conseguimos, antes, imaginar!

Com Deus, a solidão não existe! Ele é presença contínua! A humanidade, tão vasta e diversificada, está totalmente presente no nosso paupérrimo coração e o desejo da eternidade feliz enche-nos com histórias, memórias, saudade e presença invisível de quantos nos precederam na caminhada da vida e agora repousam no Sono da Paz. A ânsia de aprender a “ser” e “crescer” torna-se cada vez maior. Aproveita-se tudo: refeições comunitárias, os mais diversos encontros, a leitura de livros, a TV, Rádio, Internet, o encanto das flores dos jardins, das hortaliças e dos quintais recheados de alimentação crescente e edificante.

Nunca… nunca os meus tempos foram tão bons como estes!...

Mas… arrogância, idosos! Não mesmo! Humildade e simplicidade, sim, pois é o que melhor nos leva a compreender a nossa situação presente, a aceitar o que temos e somos, a aprender a ser e a crescer cada vez mais, com os acontecimentos maiores ou os mais insignificantes! E com tudo isto… a inesperada morte não nos amedronta… porque… quando vier… continuaremos... não sei como... mas a ser e crescer velando por todos os seres deste mundo lindo onde fomos colocados para… crescendo sempre com eles… aprendermos cada vez mais a ser o que somos e a viver como devemos.

Que Deus nos ajude a todos!

Hermínia Nadais

quarta-feira, 3 de junho de 2026

FESTA… É FESTA!...

 


Quando falamos em festa pensamos sempre em encontros sociais celebrativos de algo que traz encontro, alegria, felicidade, harmonia, diversão, convívio, mesa posta com comidas e bebidas, recordações, lembranças, lideranças, sonhos!...

Não sei quando se celebra a festa de Santa Helena da Cruz, protetora da nossa querida aldeia de Santa Cruz… mas uma coisa me alegre os segundos: faz tempo que os seus “mordomos” celebram festa com os mais variados encontros, comes e bebes, caminhadas, cantos… pois tudo isto é festa!

Os mordomos deixaram de andar, porta a porta, a pedir a esmolinha para a festa!

Agora, são as pessoas, em festa, que vão deixando uns trocadinhos que substituem as esmolinhas.

Que aqueles e aquelas que, como eu, não têm ido às “festas”, deem também alguns trocados para a realização dos finais maravilhosos da festa.

Que bela a vida quando as pessoas decidem dar tanta atenção às festas!

Obrigada, mordomos das mais variadas ruas de Vila Nova, Casal de Arão, Póvoa, Santa Cruz! Não vos canseis! E o que tendes feito, que continue nos anos seguintes para que a festa de Santa Helena da Cruz seja, na realidade, uma longa, majestosa, maravilhosa, atraente e tocante FESTA!

Hermínia Nadais