Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

Na frescura dos meus anos, vagueio confiante pela estrada do tempo; escrevo, observo e recordo

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Saudades!...


Tenho saudades do Sol

Do vento, das borboletas,

Do murmúrio das águas

Do silêncio e solidão

Que deixa o corpo sozinho

Mas preenche o coração.



Tenho saudades da vida

Do correr, do saltitar,

De fazer o que é preciso

Sem nada desamparar

De dizer que sou feliz

Com tudo o que acontecer

Porque não consigo mesmo

Descobrir ser nesta lida

Algo que possa ser útil

No desenrolar da vida.



Tenho saudades de tudo

Que me fazia crescer,

Pois p’ra crescer nesta hora

Terei de ser, sem demora,

Algo que vive a morrer.

3 comentários:

Nilson Barcelli disse...

Todos nós vivemos a morrer... a cada dia...
Belo poema, gostei das suas palavras.
Bom Domingo e boa semana.
Araço.

Bonecas da Filó disse...

Olá Herminia! Não tenho tido tempo para visita-la. Como está? Como sempre lindos poemas, para quando um livro? Beijinhos

Poemas Novos disse...

Inspirador... Só tem saudades quem já viveu e vida é uma lição, a morte é apenas uma ilusão para quem já viveu.

Magnânimo como sempre.

PARABÉNS!!!