quarta-feira, 9 de junho de 2010

DEAMBULANDO!


Perdida no dia do tempo
vagueia pela noite da vida
algures
deambulante
sem lamento
por um espaço incerto e desconhecido
onde a surpresa acorda
para novas realidades
que se sobrepõem às histórias
fraquezas
saudades
memórias
nobrezas
incertezas
vivências inesquecíveis
perturbações da infância
luzes da adolescência
convite à prudência
da idade da razão
que desperta
quando o ser na lida
cresce e agarra a vida
com toda a força de que é capaz
crescendo sem parar
e sem nunca recuar
buscando a paz
que apenas consegue
na ventura
de se lançar sem reservas
na aventura
de viver a vida crescendo
a cada hora
com tudo quanto acontecer
no aqui e agora
despertando para a nua realidade
a que chama com verdade
e sem demora
um navegar na utópica
“LIBERDADE”!

domingo, 9 de maio de 2010

Amar!


Quanto mais aprofundo a amor
que sinto na alma
menos compreendo o que é o amor.
Eu não sei o que é amar!
É… talvez… beijar
o espinho de uma rosa,
o cravo de uma cruz,
sorver o vento tempestuoso
de uma manhã de nevoeiro,
perder o calor suave
de um dia de soalheiro,
perder
na inquietude dos outros
a satisfação pessoal
e deixar-se matar
quando afinal
na vida
tudo é razão,
mas nada do que se faz,
é visto de bom grado
pelo irmão.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

A ÁGUA DO RIO



Uma nascente
brota da terra,
algures,
no cume dum monte.

Desce lentamente
ao longo do vale
e recebe em si
a água que fluí
noutra nascente.

Fica contente!

E corre cada vez mais veloz
na força
que lhe advém
do encontro
que provém
da água de mais
outra
e outra
e outra…
e mais outra nascente…
que a ela
se juntam
deslizando
saltitando
e
cantando alegremente.

É sem querer!
Acontece!

Pois nada
as manda escolher
este caminho…
é o caminho
que lhes aparece
e que todas aproveitam
para percorrer
numa irresistível
união
de forças e acção
para ir ao encontro
de algo
que as encha
de maior satisfação.
Seguras de si
estas nascentes
alargam sua estrada
e perplexas
emergem na paisagem
fazendo a distinção
de cada margem.

Na via aberta
por elas percorrida
os homens fazem estrada
que facilita a vida.

E a água do rio,
lentamente,
a sussurrar,
encontra, finalmente,
o grande mar.

E fica aflita
pois não tem por onde fugir
e nada mais pode fazer
do que entrar
e desaparecer
ao se integrar
na imensidão profunda
desse mar.

E num doce aceitar
desta morte permanente
infiltra-se no mar,
suavemente!

E agora mar…
enamorada da areia
faz baixa… ou praia mar
conforme a maré está
vazia ou cheia.

E é neste marulhar…
sem ansiedade…
que a água do rio
vive em pleno…
a “LIBERDADE!”

segunda-feira, 29 de março de 2010

MINHA PÁTRIA, MEU PAÍS!


Ciosa de quanto vale
O viver neste cantinho
Resolvi correr o mundo
E voltar para o meu ninho…
Sonhando que ia encontrar
Minha Pátria, meu País,
Livre de toda a maldade
E imensamente feliz!

Senti saudades sem fim
Desta Pátria, minha amada,
Luz esplendorosa da Europa
Pelo Atlântico bafejada,
Que há um século se encontra
Pela República governada!

Voltei!
Seus campos e montes
Floridos a flamejar
Clamavam bem alto às fontes
Que os fossem refrescar!...

Os animais doloridos
Gementes de dor e medo
Saltitavam pelos prados
Como a sair de um degredo!...

Os homens e as mulheres,
Sem saber como viver
Em surdina, num lamento
Solicitavam ao vento
Que os viesse socorrer!...

Meio tonta e baralhada
Sofrida e com ansiedade
Murmurei-lhe com carinho
E muita serenidade:
“Minha Pátria, meu País!
Ó terra que tanto amo
Ó terra que tanto amei
Encanto da natureza…
Levanta do mar as velas!
Lança ao ar teus aviões!
Realça a tua grandeza
O ardor da tua gente
E tenta encontrar teu rumo…
Responde ao querer do teu povo…
Levanta os olhos ao céu
Coloca o joelho em terra
E serás grande… de novo!”

Poema exclusivamente escrito e enviado ao concurso de poesia da Biblioteca Municipal de Vale de Cambra para o Dia da Poesia 2010

sábado, 6 de março de 2010

O Homem


O que cada homem é transcende o seu próprio conhecimento, e todo o homem que julga conhecer-se em toda a sua plenitude já perdeu toda a razão do Ser Humano, pois limitou-se apenas à sua humanidade e racionalidade.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Dura vida




Na claridade amena do sol
realça a escuridão da vida.

O coração bate apressado
ou quase deixa de bater.

A cabeça dói.

O pensamento não pára
no verdadeiro amor
por causa de um amor
que nunca foi verdadeiro…

Ou talvez… alguma vez…
tenha sido.
Quem sabe… ao certo… o que vai
no coração humano!

Às vezes,
nem sequer sabemos
a razão porque sentimos
a imensa dor que sofremos.
E quer queiramos,
quer não,
é nesta dura vida que vivemos.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Será que isto é Natal?


SERÁ QUE ISTO É NATAL?


Uma forte onda de frio vai cobrindo este recanto da Terra.
As nuvens cinzentas escondem dos olhos o sorriso do Sol deixando-nos nostálgicos os sorrisos.
Atrofiados pela extensão das noites os dias aquietam a vida.
Por mais que as lanternas queiram substituir a luz do Luar e o brilho das Estrelas, andamos envoltos nas trevas.
Entoam-se cânticos evocando a “Luz de Belém”! Entretanto o “Deus Menino” foge ao ruído ensurdecedor, deixa pelo espaço desejos de encontro e refugia-se bem no fundo de todos os corações desencontrados que buscam desalmadamente a paz por que tanto anseiam.
Será que isto é Natal?

2009/12/27 – 17.00h

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

NATAL



Tempo de Amor,
Tempo de Esperança,
Tempo de Solidariedade,
Tempo de Confiança,
De Luz e de Verdade!

É a festa do aniversário
Do “Maior Amigo”
Que todo o Homem tem;
O Filho de Deus,
Que quis ter uma “Mãe”
E um "pai", como qualquer de nós,
Para nos mostrar,
Como todo o Homem
Deve saber viver
Deve saber Amar,
Um Amor
Cheio de Luz,
Como Esse Menino,
O Menino Jesus
Que quando crescido
Por nós foi condenado,
Estendido e pregado,
Nos braços de uma cruz...
E na haste maior, a principal,
Ele ligou a terra ao Céu!
E na mais pequena,
Que é horizontal,
De braços abertos
Chamou cada qual,
Ao Amor com qualquer outro
Que em Deus é irmão...

E se no Mundo
Cada um tivesse Amor profundo
Semelhante a Este Amor que é sem igual...
Estaríamos, eternamente,
Celebrando a Festa de Natal!
Pois o Natal em cada vida, em cada crente,
É nascer para "O Amor" constantemente!

sábado, 5 de dezembro de 2009

SER HOMEM


Podemos encontrar procedimentos muito humanos (cristãos) em todos os homens, mas nunca poderemos encontrar verdadeiros cristãos nos seres humanos não humanizados.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

PRECISO!



Preciso sonhar
que a fantasia do sonho
se tornará realidade.

Preciso vendar
de meus olhos a verdade
e ver a vida cor-de-rosa.

Preciso sobreviver
à inquietação
sorrindo na branda
doçura da ilusão.

Preciso agarrar
a realidade
com prazer e alegria
para encontrar
na adversidade
a felicidade, paz e harmonia.

Preciso interiorizar
que nas profundezas
do meu nada mais agudo
encontrarei a força capaz
p´ra vencer tudo.

TU!