quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Ó SENHOR DOS NAVEGANTES



 

Sopra o vento sobre as águas
neste recanto encantado
onde existem tantas mágoas
que tudo cheira a magoado.

O mar tirano é matreiro
p’rá gente que nele trabalha
rouba filhos rouba pais
deixa toda a gente aos ais
pois a todos ele baralha.

Ó Senhor dos Navegantes
olha todos os instantes
pelos pobres pescadores
não os deixes naufragar
quando os peixes vão pescar
enche-os com Teus favores!

Caxinas, Outubro 2014

Hermínia Nadais

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

MANHÃ DE DOMINGO



Sem retiro me sinto retirada
de tudo o que nos dias me aconchega a vida
algures perdida
com o ruído do mar a encher-me os ouvidos
porque à minha volta não há outros gemidos!

Agora… pessoas já palram incansavelmente
por entre os tectos brancos das habitações
brancas e rolantes, grandes… e pequenas
que aqui se juntam às dezenas
espalhadas pelo enorme espaço
que aconchega a todas no amplo regaço.

E com o sol envergonhado
a espreitar
pôr entre as carregadas e escuras
nuvens…
a manhã avança, assim,
branda e calmamente
na paz doce e tranquila
de toda esta gente.

Caxinas,  Domingo, 2014/10/05 – 10.52
Hermínia Nadais

sábado, 4 de outubro de 2014

À BEIRA MAR



 O ruído da água
é ensurdecedor,
e a sirene do farol
está sempre a tocar.
O sítio é bonito e acolhedor
com belezas da terra
e encantos do mar.

Ao longo da costa espraiam-se as rochas
por entre a areia que as acaricia
e todos unidos se beijam e abraçam
deixando no ar cheiro a maresia.

Nas altas marés
quais flores desfolhadas
as ondas quebradas
enchem todo o espaço
e entre o mar e a terra
acaba-se a guerra
com grande aconchego
num profundo abraço!

Caxinas 2014/10/03
Hermínia Nadais

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

ANDA PERDIDO?



Foi por esta pergunta, feita com o maior carinho e atenção, que um carro da GNR parou à frente da nossa auto-caravana hoje de manhã!
De facto, andávamos à procura do Pingo Doce, pelo que procuramos indicações a um senhor parado na berma da rua. Ao passar o carro da GNR viu-nos falar com o senhor, parou, e um dos agentes interpelou-nos: Anda perdido?
Depois da nossa explicação disse-nos que o seguíssemos!
No trajecto, tivemos que ceder passagem a uns carros e parar numas passadeiras pelo que eles, calmamente, encostaram na berma da estrada.
Ao agradecermos a amabilidade, simplesmente responderam que fizeram a obrigação deles, pois o facto de existirem também tem por fim orientar e encaminhar as pessoas nas suas dificuldades!
Agora me pergunto:
Porquê... tanta arrogância em tantos GNRs... e porquê tantos olhares pesados contra estas autoridades?
Este foi um maravilhoso acto de bondade e serviço! Quantas destas atitudes e outras semelhantes andarão por aí sem que ninguém as valorize, simplesmente porque os homens e mulheres olham essas autoridades com frieza sem conseguirem enxergar as suas boas atitudes!
Sejamos atentos... porque pessoas destas merecem-nos a melhor das atenções! E é com as atenções com que os tratarmos que se tornarão cada vez melhores pessoas e melhores profissionais! 

Hermínia Nadais