terça-feira, 31 de agosto de 2010

Encontros


O encontro amoroso na obscuridade luminosa do silêncio, escondido, é uma necessidade de todo o homem e de toda a mulher, que, quando não consegue encontrar-se, assim, a sós com Deus, poderá acabar por cair num sem número de encontros, desregrados, com outros homens ou outras mulheres, adulterando, desse modo, o que deverá ser a verdadeira e harmoniosa relação humana, na paz, amor e união fraterna.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Mistério


O mistério envolto em segredo é uma necessidade vital do psiquismo humano. Feliz do homem ou da mulher que faz das relações com Deus o seu mistério... é a única forma de se manter fiel a todos os outros homens e mulheres.

domingo, 29 de agosto de 2010

Vida


Ainda não descobri
porque o desespero da vida
desestabiliza tão fortemente o homem.

A vida é de Deus e Deus é vida.

Confiar na vida é calma,
paz,
tranquilidade,
alegria,
satisfação,
serenidade,
consolação,
luz
verdade,
união,
amor,
fraternidade,
animação…

vida plena de dor e amor…
na maior consolação.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

A MULTIDÃO… FAZ A FESTA!


No mar ou na montanha, no vale ou na serra, por entre o casario ou sob a luz esbatida da frondosa ramaria das árvores e dos jardins, de noite ou de dia, a multidão faz a festa.
Os mais díspares sons melodiosos que enchem os ouvidos, numa época em que de tudo se faz música, podem ser… mas nem sempre são festa; os diversificados estalidos dos foguetes também podem ser… mas nem sempre são festa; os mais variados parques de diversões, são sempre festa, mas podem não representar a vivência de uma verdadeira festa; até mesmo as mais maravilhosas lágrimas dos foguetes que são sempre festa, podem ser utilizadas para comemorar algo que não seja verdadeira festa; os vendedores ambulantes e as barracas de doces, bebidas e petiscos, podem ser ou não ser parte de uma festa.
Contudo… onde houver uma grande multidão, é sempre festa… e será maior ou menor festa conforme o maior ou menor afluxo da multidão.
Temos a festa do Santo da aldeia, da vila ou da cidade; a festa do Porto, do Benfica, do Sporting, da Selecção Nacional, dos mais variados grupos de futebol ou outros desportos competitivos ou não; há a festa da cerveja, das flores, da sardinha, do vinho, do bacalhau, da castanha… sei lá o que mais! Há a festa da gastronomia, com petiscos e bebericos; a festa dos casamentos, baptizados, comunhões; os festivais da dança e do folclore, da rádio e da televisão!... Será que algum dia poderemos enumerar tudo aquilo a que podemos chamar festa? Duvido muito.
Em tudo isto… pode haver festa sem foguetes, sem música, sem santo, sem futebol, sem comes e bebes, sem compras ou vendas, sem parques de diversões… mas sem multidão, não há festa.
O “ser humano”, expressão singular, são inúmeras pessoas. Umas sonham com cantar e assobiar; outras… com comer e beber; outras, com correr mundo… passear; outras, com ler, escrever, contar; outras, com atropelar tudo e todos para conseguir amontoar riquezas; outros sonham com trabalhar para sobreviver; outros, para descobrir algo mais que ainda permanece insensível aos sentidos, inaudível aos ouvidos, e invisível aos olhos.
Todos, sem excepção, das mais diferentes formas e nas mais variadas situações, lá no íntimo mais íntimo do seu ser, buscam a felicidade… a maior parte das vezes fora de si… onde não é possível encontrá-la.
O “ser humano” foi considerado pelo Criador rei e senhor de todos os outros seres. Então, o “ser humano”, que é vida, pela guarda e vigilância de todos os demais seres vivos, é também o senhor da vida, e porque é multidão, tem, irremediavelmente, que ser festa. Alegres ou tristes, com realização pessoal ou sem ela, ricos ou pobres, letrados ou analfabetos, insensatos ou inteligentes… somos multidão, e multidão é sempre festa. Mas não uma festa qualquer, mas uma festa em que cada um tem a obrigação de dar o seu melhor para o bem de todos com coragem, abnegação, tolerância e paciência… que… ao fim e ao cabo… se traduz na palavra AMOR.
Para que, na sociedade humana, a vida seja, realmente, uma festa, pensando na maravilhosa mensagem de Santo Agostinho, com tudo o que nos possa estar ou vir a acontecer, esforcemo-nos sempre por amar, pois se conseguirmos amar de verdade, poderemos fazer o que quisermos, e a vida será, então, uma permanente festa.
2010/08/23 – 22.37H

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Ninguém fará falta a ninguéम!

Mesmo sendo seres sociais por excelência, somos providos do indispensável à vida. Por isso, ninguém fará falta a ninguém! O Senhor supera todas as coisas e é o único imprescindível a toda e qualquer pessoa… e caso nos seja necessário, providenciar-nos-á um outro alguém.

domingo, 22 de agosto de 2010

O BRINQUEDO NOVO!

Era uma manhã, na praia de Sines!
As gaivotas faziam multidão passeando calma e alegremente sobre o areal.
De quando em vez, uma ou outra saltitava para a água e depois de mergulhar bem a cabeça regressava às areias da praia para continuar a curtir a manhã amena na espera silenciosa dos raios de Sol, quando, de repente, surge um pequeno alvoroço!
É uma gaivota que segura no bico, visto de longe, algo semelhante ao espinhaço de um peixe, e que avidamente poisa e bica… repetidas vezes… e que é perseguida por mais duas ou três que tentavam sofregamente roubar-lhe o que pensavam ser uma saborosa iguaria.
Depois de aturado esforço, a gaivota foi conseguindo desviar-se das perseguidoras, mas não podendo de modo algum ingerir aquele objecto estranho poisou-o placidamente junto da água.
As gaivotas perseguidoras apressaram-se a ir bicar, uma após outra… o que julgavam um belo pequeno almoço, mas acabaram por se dispersar sem nada conseguir!
O tão almejado alvo não passava de um pequeno plástico transparente, duro e intragável, efémero e estúpido, que continuou a boiar no extremo da costa, como que a desafiar a curiosidade de outras gaivotas que… talvez mais conhecedoras do intruso ou providas de um pouco mais de senso… não deram a menor importância ao que até poderia ter sido um belo e atraente “brinquedo novo”!
Quando a vida é simples, tudo é simplicidade, e a felicidade vai surgindo a partir das coisas mais insignificantes… como seja um naquinho de plástico perdido vagueando nas ondas!...
Que bela a Vida da Natureza! 2010/08/19 – 11.29h

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Compreensão

A verdadeira compreensão entre os seres humanos, só será possível, quando cada homem conseguir ter Deus como seu confidente, e aceitar os outros homens como uma dádiva misteriosa de Deus.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

A VIDA


A vida é feita de aprendizagens permanentes que só ajudarão ao crescimento se pensadas, interiorizadas e aceites como aprendizagens.
O que a princípio parece difícil, treinadinho a preceito tornar-se-á cada vez mais fácil e até gostoso.
Enquanto o corpo ordena a procura da lei do menor esforço o espírito segreda docemente que essa lei não leva a lado nenhum.
Então, ajudemos a lei do menor esforço que o corpo ordena com uma grande força do Espírito que nos leve a praticar convenientemente o que mais convém ao desenvolvimento harmonioso da humanidade que cada um possui, composta de corpo e espírito… mas convencidos de que, no dizer do Principezinho de Antoine de S. Expuré, “o mais importante é invisível aos olhos”.
Quando uma vida se nos apresenta organizada num corpo feliz… quanto trabalho intelectual e espiritual estará escondido por detrás dessa felicidade?!... Quantas renúncias aos quereres danosos do corpo foram já vencidos?
O corpo é o bilhete de identidade de uma pessoa, é com o corpo que a pessoa se relaciona consigo mesma e com todo o resto do mundo, por isso o corpo deve merecer todo o cuidado e atenção. Contudo, as atenções a dar-lhe têm que ser bem doseadas e nas horas certas.
O corpo para uma vida será sempre como uma criança sedenta de aconchego e carinho, o que lhe é realmente devido, mas sem exageros ou caprichos.
Querer é poder. O querer e o poder estão na mente… que se não vê… mas o que na nossa mente idealizarmos levará a que tudo à nossa volta se desenvolva no sentido dos nossos desejos. Daí o dizer-se com a maior razão que “o sonho comanda a vida.”
Respeitemos com muito amor todas as pessoas que nos rodeiam, ainda que sejam as piores possíveis.
Cada vida é uma luta constante entre as suas necessidades corporais e espirituais e nessa luta estão inseridas duas forças muito fortes e antagónicas, a força do bem e a força do mal.
Quando uma vida surge num ambiente em que o mal predomina sobre o bem, normalmente, essa vida crescerá com valores correspondentes aos que vê à sua volta, e terá muito mais dificuldades em encontrar as formas de praticar o bem… e isto sem culpa própria, porque, afinal, não teve culpa de nascer ali, pois ninguém escolhe o sítio onde nascer, e terá de ser muito menos culpabilizada pelo bem que não consegue fazer.
Todavia, o ambiente próximo pode não ser de todo determinante.
A vida, ao crescer, começa a alargar os seus horizontes e a formar a sua consciência pessoal, onde tudo pesa: as características pessoais, a hereditariedade e o ambiente próximo e cada vez mais o ambiente alargado, e o discernimento entre o que é bem e o que é mal vai-se tornando uma realidade cada vez mais evidente. O que uma pessoa é no seu interior aparece retratado nas acções que pratica, são essas acções que tornam visível a realidade do ser e o identifica como bom ou mau.
Bom ou mau que não pode ser visto de forma determinante, pois a vida está numa constante transformação, e o que hoje nos parece mau, amanhã pode apresentar-se-nos como muito bom.
No jardim da vida o bem e o mal são assim como duas plantas que crescem lado a lado, bem perto uma da outra mas com processos de alimentação diferentes. O bem será cada vez maior se cultivarmos em nós o desejo de sermos bons e praticarmos boas obras, mas se praticarmos obras más estaremos a alimentar o mal.
Contudo, temos que ter muito cuidado com o juízo que fazemos de nós mesmos e de tudo quanto nos rodeia no respeitante a estas duas forças antagónicas e reais.
A força do mal esconde as amarguras que causa em embrulhinhos muito bonitos de papel dourado e lacinhos cor de rosa, ou seja, em prazeres imediatos que uma vez vividos deles não resta nada, só ódio e desilusão.
De contrário, a força do bem, tem embrulhos maltratados, não é atraente à primeira vista porque custa a realizar, mas os seus frutos produzem serenidade e paz duradoira, porque é enraizada no amor.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

AO ACASO!...

Eu não quero viver ao acaso! Ninguém quer viver ao acaso! Temos necessidade de escolher itinerários para definir caminhos e de nos esforçarmos por trilhar os caminhos escolhidos.
Contudo, nem sempre isso é possível. Então quando nos propomos viver em “casas ambulantes” onde muitas vezes acaba por não haver caminho, sítio ou lugar pré-concebido… o caminho vai-se fazendo caminhando, um pouco ao acaso.às vezes com surpresas agradáveis, outras, nem tanto.
Cinco dias em Fátima, ontem, depois de passar pela Pia do Urso, chegamos à Batalha, que estava no final de uma semana de festas a acabar com um espectáculo musical do Rui Veloso.
Não sou de andar por estas andanças, mas quis fazer a experiência. Durante um certo tempo, tentei e consegui “fazer silêncio” no meio daquele estrondoso ruído. Depois decidi integrar-me naquele montão de gente aglomerada frente ao palco a acompanhar todas as palavras e movimentos do cantor, numma euforia calorosa e contagiante.
Foi a primeira vez que me vi rodeada de pessoas mais que satisfeitas e felizes frente ao “seu ídolo”, que, contrariamente ao que eu imaginava nestes “ídolos itinerantes”, era simples, acolhedor, esforçado, agradecido, amigo, um homem que aparenta ser igual a si mesmo numa responsabilidade e dedicação total à arte que lhe faz brilhar tão fortemente o nome.
Antes de finalizar o espectáculo, chamou a si a também artista “Cátia Guerreiro”, que de forma vibrante e calorosa cantou e encantou.
Eu conhecia algumas canções do Rui Veloso, mas desconhecia a irmanação, aconchego e elogio dado aos seus colaboradores, a dinâmica maravilhosa daquele grupo cuja unidade de interesses e acção são visíveis e contagiantes.
Por vários momentos interpolados lembrei o calor ardoroso dos artistas brasileiros ligados à Canção Nova, que, com cânticos específicos dedicados a mostrar à plateia o Amor e Vida com e em Jesus Cristo, são aplaudidos e acompanhados tal como eu vi aquele povo fazer com Rui Veloso e o seu conjunto.
Então, lembrei que a vida é uma festa, sim, quando conseguirmos influenciar, em todos os momentos da vida, o lado bom das coisas e fazer todos os possíveis por espalhar amor e alegria.
Áh! Igreja Santa que eu amo e sou: Acorda!
Deixa que a Tua Hierarquia se preocupe menos em denunciar más acções (pecados) para pedir insistentemente às pessoas que tentem fugir das suas más experiências (pecados) e procurem avidamente tudo quanto dê felicidade com a prática do bem e de dar alegria com actos de compreensão e amor.
Todos nós temos o bem e o mal a acompanhar-nos na vida.
O jardim bem tratado dá boas flores frescas, viçosas e coloridas. Sabemos que nos espaços destratados ou jardins descuidados as silvas e ervas daninhas crescem sem dar trabalho algum a cuidar, mas ninguém quer terrenos ou jardins assim.
Então esforcemo-nos por tratar convenientemente, a todo o custo, o nosso jardim do bem, e o mundo, sem caminheiros ao acaso, será melhor e melhorará a cada dia.

domingo, 15 de agosto de 2010

A VIDA É UMA FESTA


Esta é uma expressão muito corrente em muitas pessoas. Eu não sei se poderei concordar ou não. Para compreender a vida como uma festa temos que considerar a festa com todas as implicações que dela possam advir.
Antes de mais teremos de preparar a festa, ou seja, o aparecimento da vida, e a esta parte, muito teremos a rever.
Quantas vidas desejadas e estragadas de mimos exagerados e mal encaminhados que na maior parte dos casos acabam por conduzir ao abismo; quantas outras indesejadas e aceites por obrigação, que com ou sem amparo, acabam por carregar sempre consigo, consciente ou inconscientemente, as causas desses princípios; e quantas nem sequer chegam a ver a luz do dia, porque cabeças hediondas e egoístas lhes dão fim antes que se lhes veja o princípio.
A vida é uma festa! Claro, agora teremos que ver os pormenores do decorrer da festa. Há as festas com tão bom planeamento e cumprimento de planos que delas saem as maiores venturas e alegrias… há aquelas que são muito bem delineadas mas ninguém lhes dá atenção, e dão insucessos; há as festas cujos planos não são levados a cabo; e há ainda as que correm mal, com acidentes de percurso que deixam marcas indeléveis.
A vida é uma festa! Pois! Claro que a vida é uma festa, se conseguirmos aprender a viver de tal modo que nos alegremos com os sucessos, aprendamos com os dissabores, contornemos as intempéries, façamos dos momentos asquerosos e de crise profunda escolas de verdadeiro saber e escadas de crescimento no mundo invisível da verdadeira sabedoria.
Claro que isto não é possível a nenhum ser mortal sem uma grande ajuda do ALTO. Que neste dia da Celebração Festiva da Assunção de Nossa Senhora ao Céu ela nos proteja com o SEU Manto Maternal junto do Seu Divino Filho, pois essa protecção aliada ao nosso querer ser protegido… isso sim… fará da nossa vida, ainda que com chatices e problemas incompreensíveis, uma verdadeira festa!