segunda-feira, 18 de outubro de 2010

A vida… e eu!


Na ânsia de viver... é imperioso rodar velozmente pela estrada da vida na noite do tempo!
Para sossegar a saudade aconchegante dos braços fortes do pai e dos carinhos da mãe, das carícias amáveis das mãos no desalinho suave e doce dos meus cabelos finos e escorridos e fugir ao stress arrasante, apetece-me parar… e mesmo voltar atrás!
Quando o meu corpo cansado já não segura o doido “veículo” que é ele mesmo acaba por embater fortemente no rochedo da insatisfação e por deslizar na encosta da inquietude e desespero.
E é então que, aterrado, o meu olhar exausto fixa o arvoredo da floresta e se extasia num sem número de animais calmos e pachorrentos que atentamente me fixam com olhos estupefactos e carinhosos.
Num relance... o meu coração apressa as suas batidas enquanto vou lembrando o desatino de tantas pessoas e o deleite de poder permanecer ali... sorvendo a doçura inconsciente daqueles bichinhos afáveis e inofensivos.
Realmente… a sensatez da selva... envergonha fortemente a humanidade!...

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

O bem ou o mal


Todos os homens têm de trilhar um caminho. Se não tiverem a fortaleza, a coragem, o dom da sabedoria para seguir o caminho do bem, seguirão pelo caminho do mal, irremediavelmente.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

FRACASSOS E SUCESSOS!


A maior derrota de uma pessoa nunca lhe poderá vir do seu exterior, mas do deixar de acreditar que a vida é uma luta… e que é necessário e urgente haver constância em todas as lutas da vida, quer se obtenha dessas lutas fracassos ou sucessos.
Ao lado das conquistas ensolaradas que nos alumiam e aquecem… temos as fraquezas e desacertos que nos acompanham no desenvolvimento das qualidades de que fomos dotados.
Assim, perante os sucessos, há que os agradecer à perseverança no querer e no fazer e à maravilhosa “Força” interior de que somos animados; nos fracassos, há que parar para pensar… observá-los cuidadosamente… questionar as razões… e assumi-los com coragem para podermos superá-los e contorná-los de modo a, com eles e por eles, crescermos um pouco mais.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Esvaziar-se


Porque o homem nunca pode estar vazio, tem grande dificuldade em esvaziar-se do seu medo, respeito humano, orgulho, ódio, rancor, amor exagerado às riquezas e ao dinheiro... que é a única forma de ficar mais rico, porque cheio do Verdadeiro Amor.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Encontro


Tanto que mexer
tanto que fazer
tanto que lutar
que não sei ao certo
por que lado eu hei-de
em tudo pegar.

Resolvi sentar
parar
pensar
escutar
falar…
abstrair-me do ruído do mundo
e ficar aqui só, a descansar,
a tentar a todo o custo
fazer silêncio no meu coração
para que Alguém, assim,
possa, por fim,
abrir-me as clareiras
tão precisas
para sair desta imensa
confusão.

sábado, 18 de setembro de 2010

O que é a vida?


A vida é um sopro,
um mimo,
um carinho,
uma flor bela e colorida,
uma estrada
por onde vou andando
descuidada ou assumida,
uma folha
que o vento faz correr,
uma centelha de lume
que faz o amor crescer
numa fogueira
que arde sem se ver,
o Sol a brilhar,
a Primavera
a desabrochar,
um mar
de águas calmas
e praias ensolaradas,
um vento impetuoso
nas ondas encapeladas,
um deserto
de areias movediças
que as frequentes tempestades
ameaçam revirar,
uma cotovia
que canta sem parar,
uma brisa leve e doce
da manhã
que nos acaricia o rosto
com amor
desde o romper da aurora
até o sol se pôr.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O mundo não está perdido



O mundo não está perdido, os homens é que estão perdidos nos difíceis caminhos do mundo. Oxalá encontrem um porto seguro de salvação, na firme esperança de que Deus os olha com carinho, porque a Sua misericórdia é muito maior do que todas as maldades humanas.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Eternamente felizes


“Perante o Senhor, em face de quem nos rodeia, não necessitaremos pensar ou querer o que quer que seja, mas desejar veementemente que Ele esteja na vida de cada um, mostrando o caminho, na hora certa, de modo a que todos possam, com Ele, ser eternamente felizes”.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A revisão do dia!



Mais uma quinta feira com tudo o que representa para os membros do Movimento dos Cursilhos de Cristandade.
Pela Missão 2010 foi-nos concedido, durante o mês de Setembro, abrir as portas dos nossos encontros semanais à comunidade, ocasião oportuna para irmos mais fundo e mais além!
Neste contexto, sonhando com o encontro realizado no Centro Social Paroquial de Cepelos, o dia foi curto e cheio de encanto. O princípio da noite… por entre cânticos e palavras de vida… beijos e abraços… passou mais rápido que um falcão acelerado.
Os acontecimentos circundantes da família mais alargada nem sempre trazem as melhores novidades, coisas da vida que temos de ponderar para a melhor resolução. Afinal, se não fosse a indesejada alternância entre momentos de aflição e tranquilidade… a monotonia da vida estagnava o crescimento do ser… e tirava-nos a possibilidade de nos pudermos aventurar a voar cada vez mais alto - como o Fernão Capelo Gaivota.
Afligem-me as pessoas ávidas do ter, esquecidas de que o seu mundo não acaba aqui. A maior riqueza não é ter muito, mas precisar de pouco! Aliás… de que vale passar a vida a atropelar tudo e todos por mais meia dúzia de tostões… se todos acabámos com o corpo desligado do espírito… e sepultado ou perdido… algures… para voltar ao pó de onde veio… desprovido de qualquer riqueza?!...
O espírito, sim! O nosso espírito a que chamamos alma, o mais importante porque invisível aos olhos, precisa de se fazer acompanhar de desprendimento e boas obras, comportamentos que perfazem o sentimento que encerra a palavra AMOR . Sejamos pródigos para com ele.
Amemos, indefinidamente, as pessoas amigas ou as antipáticas, certos de que, a pobreza extrema destas últimas, faz com que sejam elas as que mais precisam de nós, da nossa compreensão, amor e perdão.
Maninho e manas… eu tenho muito orgulho de vocês!

2010/09/10 – 02.25h

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Isto... é amar!


Se não temos a certeza de que tudo fazemos pela felicidade do ser que pensamos amar, em vez de palavras bonitas mas ocas de sentido, será melhor dizer, muito humildemente: Não sei se te amo, mas, ardentemente, sei que quero amar-te.

domingo, 5 de setembro de 2010

Elogio... ou silêncio!


Quando não encontrares forma de poder elogiar uma pessoa, evita falar nela, pois ninguém tem o direito de denegrir a imagem de quem quer que seja!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Grandeza


A grandeza de uma pessoa será tanto maior, quanto maior for a grandeza por ela encontrada nas pessoas que a rodeiam.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Encontros

A existência assumida e vivida de Deus na vida de um ser é a única força que o consegue desviar dos seus maus encontros com os outros seres.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

TRAINEIRA



Traineira que andas perdida
sem saber onde parar
deixa que a calma do mar
te dê a paz que procuras.

Flutuas nas águas brandas
perdida na imensidão
de um mar que não tem fim.

Faz jus à voz do silêncio
e na abafada solidão
dá graças a Deus por mim.

Praia de Vasco da Gama, Sines, 2010/08/19 – 11.49h

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Encontros


O encontro amoroso na obscuridade luminosa do silêncio, escondido, é uma necessidade de todo o homem e de toda a mulher, que, quando não consegue encontrar-se, assim, a sós com Deus, poderá acabar por cair num sem número de encontros, desregrados, com outros homens ou outras mulheres, adulterando, desse modo, o que deverá ser a verdadeira e harmoniosa relação humana, na paz, amor e união fraterna.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Mistério


O mistério envolto em segredo é uma necessidade vital do psiquismo humano. Feliz do homem ou da mulher que faz das relações com Deus o seu mistério... é a única forma de se manter fiel a todos os outros homens e mulheres.

domingo, 29 de agosto de 2010

Vida


Ainda não descobri
porque o desespero da vida
desestabiliza tão fortemente o homem.

A vida é de Deus e Deus é vida.

Confiar na vida é calma,
paz,
tranquilidade,
alegria,
satisfação,
serenidade,
consolação,
luz
verdade,
união,
amor,
fraternidade,
animação…

vida plena de dor e amor…
na maior consolação.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

A MULTIDÃO… FAZ A FESTA!


No mar ou na montanha, no vale ou na serra, por entre o casario ou sob a luz esbatida da frondosa ramaria das árvores e dos jardins, de noite ou de dia, a multidão faz a festa.
Os mais díspares sons melodiosos que enchem os ouvidos, numa época em que de tudo se faz música, podem ser… mas nem sempre são festa; os diversificados estalidos dos foguetes também podem ser… mas nem sempre são festa; os mais variados parques de diversões, são sempre festa, mas podem não representar a vivência de uma verdadeira festa; até mesmo as mais maravilhosas lágrimas dos foguetes que são sempre festa, podem ser utilizadas para comemorar algo que não seja verdadeira festa; os vendedores ambulantes e as barracas de doces, bebidas e petiscos, podem ser ou não ser parte de uma festa.
Contudo… onde houver uma grande multidão, é sempre festa… e será maior ou menor festa conforme o maior ou menor afluxo da multidão.
Temos a festa do Santo da aldeia, da vila ou da cidade; a festa do Porto, do Benfica, do Sporting, da Selecção Nacional, dos mais variados grupos de futebol ou outros desportos competitivos ou não; há a festa da cerveja, das flores, da sardinha, do vinho, do bacalhau, da castanha… sei lá o que mais! Há a festa da gastronomia, com petiscos e bebericos; a festa dos casamentos, baptizados, comunhões; os festivais da dança e do folclore, da rádio e da televisão!... Será que algum dia poderemos enumerar tudo aquilo a que podemos chamar festa? Duvido muito.
Em tudo isto… pode haver festa sem foguetes, sem música, sem santo, sem futebol, sem comes e bebes, sem compras ou vendas, sem parques de diversões… mas sem multidão, não há festa.
O “ser humano”, expressão singular, são inúmeras pessoas. Umas sonham com cantar e assobiar; outras… com comer e beber; outras, com correr mundo… passear; outras, com ler, escrever, contar; outras, com atropelar tudo e todos para conseguir amontoar riquezas; outros sonham com trabalhar para sobreviver; outros, para descobrir algo mais que ainda permanece insensível aos sentidos, inaudível aos ouvidos, e invisível aos olhos.
Todos, sem excepção, das mais diferentes formas e nas mais variadas situações, lá no íntimo mais íntimo do seu ser, buscam a felicidade… a maior parte das vezes fora de si… onde não é possível encontrá-la.
O “ser humano” foi considerado pelo Criador rei e senhor de todos os outros seres. Então, o “ser humano”, que é vida, pela guarda e vigilância de todos os demais seres vivos, é também o senhor da vida, e porque é multidão, tem, irremediavelmente, que ser festa. Alegres ou tristes, com realização pessoal ou sem ela, ricos ou pobres, letrados ou analfabetos, insensatos ou inteligentes… somos multidão, e multidão é sempre festa. Mas não uma festa qualquer, mas uma festa em que cada um tem a obrigação de dar o seu melhor para o bem de todos com coragem, abnegação, tolerância e paciência… que… ao fim e ao cabo… se traduz na palavra AMOR.
Para que, na sociedade humana, a vida seja, realmente, uma festa, pensando na maravilhosa mensagem de Santo Agostinho, com tudo o que nos possa estar ou vir a acontecer, esforcemo-nos sempre por amar, pois se conseguirmos amar de verdade, poderemos fazer o que quisermos, e a vida será, então, uma permanente festa.
2010/08/23 – 22.37H

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Ninguém fará falta a ninguéम!

Mesmo sendo seres sociais por excelência, somos providos do indispensável à vida. Por isso, ninguém fará falta a ninguém! O Senhor supera todas as coisas e é o único imprescindível a toda e qualquer pessoa… e caso nos seja necessário, providenciar-nos-á um outro alguém.

domingo, 22 de agosto de 2010

O BRINQUEDO NOVO!

Era uma manhã, na praia de Sines!
As gaivotas faziam multidão passeando calma e alegremente sobre o areal.
De quando em vez, uma ou outra saltitava para a água e depois de mergulhar bem a cabeça regressava às areias da praia para continuar a curtir a manhã amena na espera silenciosa dos raios de Sol, quando, de repente, surge um pequeno alvoroço!
É uma gaivota que segura no bico, visto de longe, algo semelhante ao espinhaço de um peixe, e que avidamente poisa e bica… repetidas vezes… e que é perseguida por mais duas ou três que tentavam sofregamente roubar-lhe o que pensavam ser uma saborosa iguaria.
Depois de aturado esforço, a gaivota foi conseguindo desviar-se das perseguidoras, mas não podendo de modo algum ingerir aquele objecto estranho poisou-o placidamente junto da água.
As gaivotas perseguidoras apressaram-se a ir bicar, uma após outra… o que julgavam um belo pequeno almoço, mas acabaram por se dispersar sem nada conseguir!
O tão almejado alvo não passava de um pequeno plástico transparente, duro e intragável, efémero e estúpido, que continuou a boiar no extremo da costa, como que a desafiar a curiosidade de outras gaivotas que… talvez mais conhecedoras do intruso ou providas de um pouco mais de senso… não deram a menor importância ao que até poderia ter sido um belo e atraente “brinquedo novo”!
Quando a vida é simples, tudo é simplicidade, e a felicidade vai surgindo a partir das coisas mais insignificantes… como seja um naquinho de plástico perdido vagueando nas ondas!...
Que bela a Vida da Natureza! 2010/08/19 – 11.29h