quinta-feira, 6 de outubro de 2011

DEUS GOSTA DE NÓS ASSIM COMO SOMOS

Os efeitos da globalização fazem com que a educação não dependa somente da família, vizinhos e amigos, e nem mesmo do País.  O rápido e desmedido desenvolvimento tecnológico leva tão longe a Comunicação que, actualmente, no Processo Educativo, o que somos vai para além fronteiras de onde, com a mesma rapidez e eficácia, recebemos inúmeras e marcantes influências, para o bem e para o mal.
Os imensos estudos e investigações efectuadas em todas as áreas de conhecimento têm levado a bom termo descobertas maravilhosas acerca do passado próximo e cada vez mais remoto das civilizações, o que nos leva a compreender cada vez melhor o porquê de muitos escritos que nos chegam e nos parecem verdadeiras aberrações, nomeadamente, na Bíblia Sagrada.
Se me perguntarem se devem ler a Bíblia, eu direi muito categoricamente que não, que não devem ler. A Bíblia não foi feita para ser lida, de qualquer forma, como um outro livro qualquer! A Bíblia, com todas aquelas passagens incompreensíveis, inconcebíveis, inimagináveis, dramáticas e aterradoras, é o livro da Grande Revelação do Amor de Deus pelos homens, visto em inúmeras passagens, mas acima de tudo no Evangelho de São João e no Capítulo 13 da primeira Carta de São Paulo aos Coríntios.  
Os Teólogos passam a vida a estudar a Bíblia! A estudar, aturada e profundamente, todas as passagens bíblicas! E quanto mais estudam, a mais conclusões chegam, e acabam por concluir que encontrarão sempre novas conclusões. Os ensinamentos bíblicos são inesgotáveis, porque uma história de Amor tão forte e profundo nunca mais terá fim.  
A Bíblia narra a história de um povo! A história do relacionamento de Deus com um povo e do relacionamento desse povo com Deus.  
A história de um povo, tal como outras histórias de outros povos, pode ser investigada e estudada. Há muitos exegetas a interpretar factos bíblicos; inúmeros teólogos a estudar a Bíblia; e relatam tudo sobre a Bíblia, de cor e salteado, mas muitos deles não conseguem perceber nada da Bíblia, porque a história do Povo Bíblico não tem por fim relatar factos, mas despertar o amor dos corações.
As leituras bíblicas têm que ser analisadas dentro do contexto social da época em que foram escritas e da razão por que foram escritas, e têm que ser lidas e meditadas com olhos de compreensão, carinho e AMOR!
No meio de tantas páginas de confusões e desatinos e de algumas claras expressões de AMOR que nos parece haver na Bíblia, toda ela se resume em poucas palavras: Deus gosta de nós, assim com somos, e ama-nos infinitamente. Deus é Pai Misericordioso, que não olha ao passado, transforma o presente e acompanha o futuro.
Através do Seu Filho Jesus Cristo, Deus disse-nos e continuará para sempre a dizer que não é com ofensas que conquistamos o próximo, mas com compreensão, ternura e gestos de perdão – com amor.
Onde houver gestos de ternura e amor, está Deus, porque Deus é amor!
Deus está nas igrejas e fora delas, Deus está em todas as pessoas que amem verdadeiramente, sejam de que religião forem ou mesmo não tendo religião alguma!
Deus é de todos, e todos somos de Deus!
Perante Deus, o Papa, com todo o respeito, amor e consideração que por ele temos, não é mais do que outro cristão qualquer; é, muito simplesmente, um cristão, com o maior cargo na hierarquia temporal da Igreja!
Esta maneira de pensar e ver as pessoas na hierarquia da Igreja aconteceu depois do Concílio Vaticano II, em que os Leigos começaram a ser considerados como apóstolos indispensáveis à implementação da mesma Igreja, e em que as pessoas com maiores cargos devem ter a força necessária para arrastar consigo os outros elucidando-os e ajudando-os a crescer, e nunca para se considerarem mais que eles. 
Se ainda existem, na hierarquia da Igreja e entre os leigos que mais trabalham por ELA, pessoas prepotentes, ambiciosas e a provocar escândalos, é porque os homens, na verdade, são imensamente frágeis e inseguros, que se deixam arrastar facilmente pelas tentações de todos os dias.
A Igreja é Santa porque Jesus/Deus é Santo, mas também é pecadora porque os homens são pecadores. É assim que temos de  a ver, porque é assim que ela é.

Para Deus, entre os homens cristãos e não cristãos, há uma grande diferença. Os cristãos, que já tiveram o privilégio de encontrar Jesus/Deus, têm o dever de mostrar Jesus/Deus àqueles que ainda O não conhecem.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

O AMANHÃ!...

...

O amanhã com que todos nós sonhamos
e que apregoamos na mais alta voz
não é pertença nossa!
O desejá-lo está bem dentro de nós
mas o nunca saber
se virá ou não a existir
pode tornar-se numa amargura atroz!

Então… que deveremos fazer
além de amortecer
a verdade desta realidade ?
Não guardar para amanhã
tudo o que no hoje
cada um puder fazer!

O amanhã precisa ser julgado
por todas as broncas de que é culpado
das inúmeras palavras que ficam por dizer
dos muitos gestos por realizar
de muitos beijos por dar
de muitos abraços que não podemos sentir
e das muitas batalhas que não nos propomos travar!

O amanhã é o eterno culpado
do enorme desleixo praticado
por quem na vida tudo deixa correr
porque amanhã há sempre tempo de fazer.

Amanhã… Amanhã!…
Se o Passado é pertença do tempo,
o amanhã é a incerteza da vida!

Então, pensando no bem-estar do outro
e com tudo o que dele sobrar
aproveitemos o presente
vivendo-o a cada instante
intensamente!

Telefonemos para quem queremos falar
escrevamos o que queremos escrever
beijemos a quem quisermos beijar
abracemos quem queremos abraçar
visitemos quem queremos visitar
digamos: “amo-te” a quem quisermos dizer
vistamos o que gostarmos de vestir
comamos o que gostarmos de comer
bebamos o que gostarmos  de beber
passeemos se gostarmos de passear
cantemos alto e forte até a voz doer
dancemos na alegria até não mais poder
e riamos até não mais acabar!...

Com peso e medida
tanta quanto baste
para poder caminhar de fronte erguida
de mãos dadas com quantos nos rodeiam
na fraternidade que o mundo precisa
e os homens tanto anseiam!

terça-feira, 4 de outubro de 2011

O MUNDO É UMA ALDEIA GLOBAL



O tempo presente é a vida, no hoje, o elo de ligação entre o passado e o futuro! O presente é fruto do passado, e o futuro vai sendo enraizado no presente!
Para compreender o presente temos de evocar o passado, pois o passado foi o seu alicerce. Temos que ver as atitudes do passado, boas ou menos boas, como aprendizagens, pois aprendemos com elas!
As novas tecnologias transformaram o mundo numa imensa aldeia global, onde nada está oculto, e a partilha de saberes e opiniões, se bem aproveitada, é a maior das riquezas.
Mas fico muito triste quando oiço falar em pessoas más! Eu não concordo muito bem com essa ideia! Todos nós nascemos com duas forças antagónicas, a força do bem e a força do mal, e a tendência para praticar o mal é muito mais forte do que a que nos leva a praticar o bem. Por isso, todos e cada um de nós, ao longo da vida, tem atitudes boas e menos boas, ou mesmo más. Fazer o mal é muito mais fácil do que fazer o bem, as consequências é que são sempre más. E o mal, na grande maioria das vezes, só é reconhecido por quem o comete quando já está feito e não se pode desfazer.
Somos fruto dos genes que recebemos dos nossos progenitores, mas principalmente do ambiente familiar e social onde nascemos e crescemos, que, conforme a sua mentalidade, maneira de viver e o procedimento que tiverem connosco, nos levam a desenvolver mais as boas ou más tendências. O que vemos, ouvimos e sentimos, desde a mais tenra idade, marcam indelevelmente a nossa maneira de ser na vida adulta.
Um bebé que não se sinta amado tem dificuldade, até de crescer! E uma pessoa que não se sinta amada, acarinhada e compreendida, não é capaz de amar, de acarinhar nem de compreender!
Nós só podemos dar aquilo que temos!
A sociedade é formada pelas pessoas! Os erros da sociedade são os erros das pessoas! E um dos maiores erros provem da tendência natural de criticar e achar que as outras pessoas são rebeldes e más. Normalmente, temos tendência a acharmo-nos muito bonzinhos, os outros é que têm os defeitos todos.
Temos que aprender a procurar realçar o lado positivo das pessoas e situações, pois olhá-las pela negativa leva tudo ao fracasso.
É preciso olhar a vida e os acontecimentos tal qual foram, ou são… mas, ao mesmo tempo, ver o que deles podemos tirar de bom.
Cada país, terra, religião, grupo, associação… têm o seu jeito de ser e de viver, pelo que temos de estar atentos uns aos outros, pois aprendemos uns com os outros.
É da compreensão, aceitação e partilha da diversidade de pensamentos, opiniões e formas de vida que podemos encontrar as mais diversas formas de melhorar o comportamento humano!
Temos de ser calmos e serenos, viver sem exageros, ser perfeitos nos pequenos nadas.
A vida não pode ser vista pelos momentos de paixão ou pela intensidade da paixão, mas pela razão da paixão e por quanto tempo esses momentos estão presentes na vida. Porque, as pessoas têm de estar apaixonadas por algo que dê interesse e vida à sua vida, de contrário, a vida será, irremediavelmente, uma vida sem objectivos e sem graça.
Normalmente, a definição dos primeiros objectivos de uma vida estão directamente relacionados com a sua primeira sociedade, a Família; depois, com o seu meio ambiente próximo, vizinhos e amigos.
É nesse ambiente que a criança vai formando a sua personalidade. Antes de chegar aos bancos da Escola, a personalidade da criança já está muito bem enraizada. E as suas boas ou más decisões, ao longo da vida, terão sempre ali a sua raiz.
É na primeira infância que a pessoa se afirma e se forma interiormente. Daí, pensando no “como sou” ou “como somos” em primeiro lugar aparece sempre a família, seguida da localidade e completada com a nacionalidade.
É nesta perspectiva que se distinguem as pessoas de várias regiões dentro de um país, ou de vários países entre si, no que se encontram diferenças muito substanciais.
O mesmo se pode dizer quanto às religiões ou crenças. Cada pessoas cresce sob as influências da religião ou crença de seus pais e do meio ambiente próximo e alargado. As religiões ou crenças, vividas de formas diferentes, todas levam à compreensão, aceitação, paz e amor, a sermos felizes fazendo felizes os outros, pois foi para isso que fomos criados.
Não podemos julgar-nos uns mais do que os outros, pois todos somos importantes e Deus gosta de nós assim como somos.   

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Sou uma bola de fogo...



Sou uma bola de fogo
No espaço, e sem rodar,
Não há luz, calor ou vida
Na Terra p'ra mim tão querida,
Se sair do meu lugar!...

Em qualquer hora do tempo,
Meu trabalho está presente...
De noite, mando a criada,
E de dia, atarefada,
Trabalho constantemente.

Num dia claro e radiante,
Sem nuvens p'ra me esconder,
Podes cegar num instante,
Se me olhares, confiante,
De que me poderás ver.

Põe-me raios circundantes,
Faz-me dentro uma carinha
Nos teus desenhos brilhantes,
Quero ser engraçadinha.

Eu não sou fêmea, sou macho,
Meu calor pode queimar...
Se não tiveres o cuidado,
Que te é recomendado
Para sob mim estar.

Quem sou eu, com tudo isto,
É fácil de adivinhar!...       


Trabalho elaborado faz tempo para uma turma de alunos, entre os 8 e os 10 anos, fixarem aprendizagem

sábado, 1 de outubro de 2011

DAS BOAS SEMENTES… NASCERÃO BOAS ÁRVORES!


Eu não queria… mas depois de muito pensar, acho mesmo que é melhor começar por aqui... a partir de uma pequena e sumária descrição das minhas atitudes e incertezas e de onde provieram as minhas raízes. Talvez seja a forma mais correcta de fazer chegar à verdade.
Antes de tudo estou convicta de que, quanto mais me esforço por saber viver, mais confusa fico e mais necessidade sinto de procurar, aprender e interiorizar novas aprendizagens para poder integrar bem na vida. Desde que me lembro ser gente foi assim que procedi. Saber muitas coisas e não aplicar os saberes à vida, não faz sentido! Mas… às vezes penso que devo ser a pessoa mais insensata, desmiolada e indecisa na vida! Questiono-me sobre o que fazer e decido sempre pelo que acho mais certo, mas depois, mesmo reconhecendo que somos seres sociais e é na partilha de vida e opiniões que todos crescemos, acabo por não compreender porque o fiz. As opiniões das pessoas têm a ver com a sua forma de ser e de viver, e a minha forma de viver parece-me que não é muito compreensível.
Procuro firmar as minhas convicções e viver de acordo com elas na procura constante de um crescimento integral como pessoa e como cristã! Mas… porque deveria eu partilhar este meu viver no ver e sentir Jesus Cristo?
Não sei! Mais uma vez, não sei! Vivo-O intensamente, tal como O descrevo… e busco-O constantemente, porque a vida fora DELE não faz sentido. E a cada dia ESSE Jesus Cristo me acompanha e está presente, me fecha e abre caminhos das formas mais estranhas e a grande maioria das vezes a parecerem-me descabidas… mas ELE é mesmo assim, os caminhos DELE são quase sempre diferentes dos que nós imaginamos!
Posso afirmar que foi muito difícil chegar a esta forma de viver! Levou muitos anos! Levou uma vida com atitudes boas, menos boas e mesmo más; exigiu muito trabalho pessoal e social no ensino e família, de onde saíram alguns sucessos e muitos desenganos; houve muita dedicação e estudo, meditação e oração, muita partilha a partir da integração em associações e movimentos com grupos específicos de pessoas impregnados dos mesmos ideais que eu; tive muita ajuda e encorajamento de directores espirituais que, empenhada e apaixonadamente dedicados ao seu sacerdócio, gratuita e carinhosamente, me ouviram e continuam a ouvir, observando atenta, amável e cuidadosamente para uma crítica construtiva e um apontar de caminhos para que eu ajuste melhor a minha caminhada…
Agora, é de suma importância verificar que as árvores, de pequeno ou grande porte, aparecem sempre a partir de uma semente. As sementes que me germinaram já partiram para o Pai! De sempre as vi totalmente impregnadas do verdadeiro viver cristão. Duas pessoas simples, mas com uma profunda espiritualidade cristã e grande sabedoria adquirida na “Universidade da vida” que é a que melhor nos ensina.
Viviam ligadas ao rude amanho da terra, numa inter-ajuda constante com os habitantes da pequena aldeia e uma atenção muito cuidada aos que mais precisavam, a quem socorriam dos modos mais diversos.  
Das boas sementes, há oportunidade de nascerem boas árvores, que, se nascidas em boa terra e cuidadas com carinho, podem produzir muito bons frutos.
Será… que algum dia conseguirei ser um destes bons frutos?!...

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

QUEM É JESUS? COMO SABE?

Hoje é um dia muito especial para a Família Vicentina, o dia de São Vicente de Paulo!
Passei o dia a pensar neste Santo da Caridade e na acção apostólica dos Vicentinos, seus protegidos!
Normalmente ligamos a palavra “Caridade” ao acto de ajudar quem precisa de algo material, mas a Caridade é muito mais do que isso, Caridade é Amor, e o Amor é tudo quanto de bom se possa imaginar!
Se formos ao dicionário ver as inúmeras palavras que significam o termo “Caridade” poderemos verificar que todas elas são belíssimas expressões de AMOR.
O AMOR/CARIDADE é tudo quanto se faz de bem na vida, para nós e para os outros. Para nós porque, antes de tudo, temos de gostar muito de nós para conseguirmos gostar a sério de quem nos rodeia. Não aquele gostar doentio e egocêntrico, mas o gostar de si mesmo como uma obra-prima única e irrepetível que Deus criou com todo o carinho e ama desmedidamente.
Gosto muito de meditar no Amor, porque Deus é Amor, e onde houver Amor habita Deus! E é com muito amor que hoje quero responder a estas duas questões que alguém me colocou: 
 “Quem é Jesus? Como sabe?”
A resposta a esta questão, se por um lado é fácil, por outro, a meu ver, verbalmente, é de todo impossível!
Eu sei que Jesus é um HOMEM incomparável que nasceu como qualquer outro homem há sensivelmente 2000 anos, numa terra específica, Belém, e no meio de um povo específico, o povo judeu, e que, depois de algumas divagações, se fixou em Nazaré da Galileia.
Sei que a vida DESSE HOMEM, no Seu início, teve alguns acontecimentos estranhos, que depois foi muito simples e discreta até aos 30 anos, e que a partir daí se tornou no maior exemplo que algum dia se viu.
Jesus era um homem de uma profundidade e compreensão sem par, amigo, atento, íntegro, coerente, forte, que enfrentava os opositores sem medo e os tratava com toda a firmeza, mas com a maior delicadeza, amor e carinho!
Pregou o Amor a Deus e ao próximo com as Palavras mais ardentes acompanhadas dos mais deslumbrantes e sublimes gestos. Numa época em que tudo se regia pelo poder do mais forte, defendeu acerrimamente os pobres e desprotegidos, os órfãos e as viúvas, os que eram desprezados por serem considerados pecadores, e as mulheres de má vida…
Como queria que as pessoas pensassem como ELE, formou um grupo de homens com quem conviveu e partilhou mais intimamente o conhecimento e a vida.
Empunhando a arma do AMOR promoveu a maior das guerras, a guerra contra o ódio, a opressão e o desatino, guerra que cada pessoa deve fazer, antes de tudo, sobre si mesma.
Os ideais de Jesus, contrários aos dos grandes da época (e de sempre) fizeram com que fosse movida uma enorme acção contra ELE, que, sendo a bondade suprema, acabou por ser condenado ao maior dos suplícios, a morte na Cruz, de onde, pregado e a morrer, pediu ao PAI perdão para os que o tinham mandado matar… “porque”… dizia… “Não sabem o que fazem!...”
Depois da Sua morte é que tudo começou, pois os Seus seguidores, espalhados pelas mais diversas comunidades, foram proclamando alto e bom som o que ELE dizia e vivendo como ELE vivia… pelo que começaram a ser seguidos tal qual ELE foi… e, juntamente com as comunidades formadas foram registando tudo quanto tinham visto e ouvido e as suas vivências comunitárias da doutrina que professavam.

 A Bíblia Sagrada, nomeadamente o Novo Testamento, ensinou-me esta parte de  Jesus, a que eu conheço. Mas… ESTE Jesus não acaba aqui… e é a partir daqui que não há palavras que consigam dar a explicação.
A Doutrina que ELE nos deixou é, toda ela, uma completíssima norma, incompreensível para quem não a vive minimamente. Os pensamentos expressos nas Palavras e vida de Jesus são expressamente contrários aos quereres da enormíssima maioria dos homens.
ELE, Jesus, diz-se Caminho, Verdade e Vida! Diz-se presente a cada pessoa e circunstância! Diz-se alimento que se nos apresenta sob a forma de Palavra, Pão e Vinho! Onde poderá haver um ser simplesmente humano, que, sem a ajuda de algo superior e transcendente, possa compreender semelhantes coisas???!!!...
Isto não tem resposta, meu amigo… ou minha amiga!... Eu não sei responder! Eu… muito simplesmente… vivo… e posso afirmar que, se nós quisermos e nos predispusermos a seguir ESSE JESUS CRISTO, algo de sobrenatural mexe connosco e faz de nós, se o deixarmos, o que muito bem entende!
Que ninguém me pergunte como, porque não sei. O Jesus histórico levou-me até ESTE JESUS que busco todos os dias sem saber muito bem como nem porquê!
Que ELE existe, que ELE está, que ELE é sensível ao coração e vida em todas as circunstâncias alegres ou difíceis, que a Palavra e o Pão alimentam, que compreendo e aceito muito melhor as minhas dificuldades e as de quem comigo convive, que me preocupo com a felicidade e bem-estar dos outros, que tenho momentos de felicidade tão suprema que não consigo mais viver sem buscar e partilhar constantemente o AMOR DESTE JESUS, é a maior das verdades!
Nunca saberemos o sabor de um fruto, se o não provarmos! Eu… provei!...

domingo, 25 de setembro de 2011

«Quem dizem as multidões que Eu sou?»



Das mais diversas formas, tal como outrora, Jesus continua a perguntar aos Seus amigos: «Quem dizem as multidões que Eu sou?»
Mas, actualmente, fingindo-se despreocupadas das coisas que mexem mais profundamente com a sua forma de vida, ao invés de se reunirem nas igrejas as grandes multidões aglomeram-se à volta das estrelas do cinema, da música e do futebol! A esmagadora maioria das pessoas dá mesmo a impressão de viver como se Deus não existisse! São muito poucas as pessoas que se preocupam em saber, profundamente, quem é Jesus Cristo.
Quando se diz que hoje é preciso redescobrir Jesus Cristo, tem-se a certeza de que ELE não é uma simples convicção ou doutrina abstracta, é uma Pessoa real que continua presente na história, pronto a ir renovando, na história, a vida de todos os homens.
O grande desafio que se propõe aos cristãos é encontrar a maneira mais correcta de levar as pessoas a  “redescobrir Jesus Cristo”… o que… sem sombra para dúvidas… passará, irremediavelmente, pela observação cuidada da vida dos cristãos…
A vida e obra de Jesus Cristo teve um tal impacto que sempre foi e continuará a ser uma força que nos atrai e uma luz que nos ilumina por forma a descobrirmos e enveredarmos com entusiasmo pelo verdadeiro caminho que devemos percorrer, o caminho do amor, o único que leva à felicidade!
Jesus Cristo não se diz, vive-se! Mas não se vive de uma forma qualquer! Tem de ser vivido apaixonada e intensivamente, cada um por si mesmo e em relação com os demais.
A vivência da Fé em Jesus Cristo não pode ser um acto isolado, tem de ser uma experiência colectiva que possa ser vista individual e colectivamente.
Por muito que sintamos e vivamos Jesus Cristo, nunca poderemos, por palavras, dizer a ninguém quem ELE é! Serão sempre as nossas obras que o tornarão conhecido, e, consequentemente, mais amado!

Não podemos ser católicos rotineiros que não damos o verdadeiro valor ao que fazemos, nem medrosos e a cumprir preceitos com medo dos castigos de Deus! Quem ama à maneira do Coração de Jesus Cristo tenta ver tudo à maneira dos olhos de Jesus Cristo, e, por osmose, começará também a sentir à maneira de Jesus Cristo. Para as pessoas que já conseguem sentir um pouco à maneira de Jesus, os homens não são totalmente maus, são pessoas que na grande maioria das vezes andam na busca do bem por caminhos tortuosos, ou mesmo errados, mas ainda assim, andam à procura.

Mais do que nunca, os católicos têm um papel importantíssimo para a renovação da humanidade, humanidade que nunca encontrará o verdadeiro caminho com críticas ou sarcasmos, mas com atitudes de carinho, atenção, compreensão e amor, que é o comportamento que Jesus sempre teve e continua a ter com cada um de nós.

Chama-se à “Família” “Igreja Doméstica”! Mas ainda são poucas as famílias que vivem como uma pequenina Igreja!… Lá iremos… devagarinho.
Sabemos que os primeiros cristãos se reunião muitas vezes para a partilha da Palavra e do Pão – a actual Eucaristia ou Missa.

A participação na Eucaristia, um pouco de Céu vivido na terra, é a maior fonte de vida que chama os cristãos à mudança da forma de viver e leva a Igreja à missão.
A participação na Eucaristia, mesa da Palavra e do Pão, é parte integrante da vida cristã e de renovação da mentalidade.
Deixemos Jesus Cristo ser Deus em nós, pois é isso que ELE, constantemente, nos vai pedindo!