segunda-feira, 15 de outubro de 2012

NO Ano da Fé - a Nova Evangelização



Quando  Jesus Cristo deixa de estar presente na vida, a verdadeira espiritualidade desaparece porque ELE é o centro de toda a nossa vida interior!
Na passada quinta-feira, 11 de outubro de 2012, na comemoração do 50º aniversário da abertura do Concílio Vaticano II e do 20º ano da promulgação do atual Catecismo da Igreja Católica, conforme o decretado pelo nosso querido Papa Bento XVI, com maior  ou menor solenidade, nas mais díspares localidades e nas mais diversas formas  foi celebrada a abertura solene do Ano da fé, que em muitas outras localidades, pelas mais variadas razões, será celebrada posteriormente.
A recitação individual e coletiva do “CREDO”, símbolo da Fé Católica, deverá ser cada vez mais a nossa oração preferida.
O “movimento espiritual” que caracterizou o Concílio Vaticano II está muito longe da implantação desejada! Cabe a nós, Católicos, fazer tudo para que os objetivos do Concílio sejam uma realidade presente na maioria esmagadora dos Cristãos.
O Ano da Fé quer dizer aos homens que Jesus Cristo é o centro do mundo e da sua história. Jesus, o Filho de Deus, não é somente objeto da fé, mas a origem e plenitude da Fé. Ele é o propulsor da missão evangelizadora da Igreja que ao infundir o Espírito Santo nos discípulos Ordenados ou simplesmente Fiéis Leigos a leva a atravessar mares e terras, continentes e oceanos, ao longo de todos os séculos.
Muito embora também sejam necessários, o Ano da Fé não tem por fim colocar temas de fé em documentos específicos, mas pretende levar os Cristãos a acreditar em Deus por Jesus Cristo e a colocarem-se com toda a confiança no Seu colo misericordioso, carinhoso e bom.
O Ano da Fé quer levar os homens e mulheres do nosso tempo a interessarem-se de tal forma pelo mistério cristão que, aceitando e respeitando fielmente a doutrina da Igreja, certa e imutável, a consigam adaptar às exigências do nosso tempo e comecem a viver Jesus Cristo numa total união e comunhão fraterna, tal como o fizeram os primeiros cristãos
A fé não pode estar subjugada às “exigências do presente”, nem “presa ao passado”, deve ecoar o eterno presente de Deus que transcende o tempo para poder ser acolhida por cada Ser Humano no hoje irrepetível de cada momento de todos os dias.
O novo Ano da Fé e da nova Evangelização, muito mais do que “honrar acontecimentos” pretende diminuir a "desertificação espiritual" e redescobrir Jesus Cristo, o Caminho, Verdade e Vida, que devemos imitar para bem viver.
As amarguras que afligem a sociedade em geral provém da falta de conhecimento e interiorização dos verdadeiros valores da vida que só encontraremos numa verdadeira Fé em Jesus Cristo, sem a qual a vida é um deserto permanente. Fala-se muito em prestar atenção aos sinais, mas a maior urgência é saber descobri-los, olhá-los, assimilá-los, ultrapassar barreiras, manter a esperança e viver em Caridade e Amor como Jesus Cristo viveu e quer que vivamos.
O Ano da Fé quer ajudar-nos a peregrinar nos desertos do mundo de hoje vivendo o essencial cristão – Jesus Cristo – que os Evangelhos e outros livros das Sagradas Escrituras proclamam juntamente com o Magistério da Igreja através dos documentos do Concílio Ecuménico Vaticano II, do Catecismo da Igreja Católica e seu Compêndio e outros documentos a que temos de prestar a maior atenção, pois nos ajudarão a seguir e viver cada vez mais intensamente Jesus Cristo que deseja estar vivo e atuante em cada um de nós.

Hermínia Nadais

terça-feira, 9 de outubro de 2012

A Fé e a Caridade



A Fé e o Amor são inseparáveis: se eu acredito, eu amo; se não acredito, eu abomino.
O Amor é raiz de toda a Caridade e o único caminho da Caridade, pois nunca será possível a prática da verdadeira Caridade sem vivências profundas de um verdadeiro Amor.
Gostar ou não de alguém é condição suficiente para se lhe prestar atenção ou não, para se ajudar ou não ajudar. Este comportamento é apanágio de pessoas coerentes com a prática da crença humana, é um comportamento onde reinam as regras de moral e bom costumes. Caridade e Amor são palavras que muitas vezes se unem, ou melhor ainda, se sobrepõem de tal modo que muitas vezes se confundem.
A Fé e a Caridade andam de mãos dadas. Esforçarmo-nos por conhecer melhor a Deus leva-nos a acreditar cada vez mais em Deus e a amá-LO mais, e mediante o aumento do amor a Deus amamos mais o próximo, amigo ou inimigo, de quem gostemos ou não, e vamos socorrê-lo cada vez mais da melhor forma que pudermos e sempre que isso seja necessário, vendo nele, em cada instante, o verdadeiro rosto de Deus presente na atualidade.
Esta é a prática da verdadeira Caridade sobre o que a Palavra de Deus fala inúmeras vezes, tanto no Antigo como no Novo Testamento. A Caridade pode ser realizada com obras destinadas a socorrer as pessoas corporal ou espiritualmente, ela é a prática do verdadeiro amor. Ajudar para receber recompensas, favores, elogios ou mesmo só um muito obrigada não é praticar a verdadeira caridade, na maioria das vezes é, isso sim, cuidar do amor próprio e do egoísmo exagerado. A Caridade faz-se de forma gratuita, sem esperar nada em troca, além do que a prática da Caridade produz que é muita satisfação e alegria.
Praticar a Caridade é viver no amor, é amar ao jeito do Senhor Jesus, é entregar-se à resolução das necessidades do outro por amor a Deus, e por a grandeza desse amor a Deus, amar o próximo como a Deus… e amar a Deus e ao próximo com a mesma intensidade, porque se consegue ver no próximo a própria imagem de Deus.
É muito verdadeira esta afirmação: “Quem diz amar a Deus que não vê e não ama (não pratica a caridade com) o próximo que vê, é mentiroso e a verdade não está nele”.
E mais ainda: “Podes ter fé de arrastar montanhas, mas se não tiveres caridade, amor, de nada te valerá”.
Não há Caridade sem Fé, e fé sem caridade não tem valor nenhum.
“Mostra-me a tua fé pelas obras que pelas minhas obras te mostrarei a minha Fé”, pois cada pessoa será sempre o que for a sua Fé.
Hermínia Nadais

domingo, 7 de outubro de 2012

Quem é o Homem?!...



Diz-se que o Homem é um ser superior criado à imagem de Deus e formado por corpo e espírito, duas partes distintas que se apresentam como um todo indivisível numa única realidade muito complexa, o Ser Humano”, homem ou mulher.
Apesar dos vários retratos que podemos fazer de cada “Ser Humano”, é difícil e mesmo impossível defini-lo com exactidão.
O retrato físico funciona como que o seu Bilhete de Identidade onde se destacam a estatura, rosto, cabelo, mãos, voz, cor de pele, preferências pelos tipos de vestuário e formas de vestir, e leva-nos a distinguir facilmente um indivíduo dos demais; as características intelectuais, inteligência, memória, vontade, sensibilidade, dada a sua interioridade são bem mais difíceis de reconhecer capazmente; o retrato moral só poderá ser minimamente retirado a partir da análise comportamental das qualidades e defeitos mais predominantes da pessoa, ou seja, da suavidade, carinho, ternura, compreensão, irritabilidade, nervosismo, o que é muito mais difícil de se averiguar; a espiritualidade ou forma como a pessoa encara e vive a Fé no invisível e sobrenatural torna-se ainda mais difícil.
Mesmo observando e analisando o homem o mais criteriosamente possível sob as mais diversas formas, pelas mais diversas razões, nunca poderemos afirmar que conhecemos profundamente seja quem for. O conhecimento exacto de uma criatura pertence somente a ela própria e ao Seu criador.
Normalmente dizemos que conhecemos tal ou tal pessoa só porque a sabemos distinguir das demais pelo que nela nos ressalta imediatamente à vista. Mas a verdadeira verdade é que o retrato físico e comportamental de uma pessoa, estritamente necessários para o seu reconhecimento e identificação, são os menos importantes para o seu conhecimento integral, porque o mais importante é sempre invisível aos olhos humanos e somente visível com os olhos sensíveis do coração.
Para conhecermos melhor uma pessoa não podemos limitar-nos a observá-la superficialmente, mas a partir de uma análise mais profunda de todos os seus atos, feita com o maior amor, carinho e compreensão, atitudes que só podem sair do coração. Mas mesmo assim, nenhuma análise possível poderá mostrar a verdadeira realidade do ser, pois o conhecimento exato de cada pessoa ultrapassa o conhecimento da própria pessoa, é reconhecido apenas pelo Seu Criador, o único a que nada passa despercebido.
Os desentendimentos e desavenças sociais são, antes de tudo, fruto da falta de conhecimento que cada um tem de si mesmo e da falta de auto-domínio sobre as suas reacções inesperadas, e só depois da falta de compreensão e aceitação adequada do comportamento das pessoas circundantes.
Temos que aprender a ser sinceros! Se é tão difícil descobrir e julgar os segredos do nosso próprio coração, como poderemos imaginar estar à altura de compreender minimamente as atitudes das pessoas com quem convivemos, por mais íntimas que nos sejam, julgando e odiando tão desmesuradamente os seus comportamentos normais?!... Isto é incompreensível!
Só com uma consciência muito profunda de toda a nossa complexidade de homens ou mulheres e com uma vontade muito forte de ultrapassar todas as barreiras das fraquezas próprias e alheias, podemos minorar os desentendimentos e desencontros e tornar possível o viver em paz connosco próprios e com quem connosco convive. E enquanto não fizermos tudo para sermos realmente verdadeiros homens ou verdadeiras mulheres, nunca poderemos vir a ser, concretamente, homens ou mulheres de Fé verdadeira.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Convite




A Câmara Municipal de Vale de Cambra
tem a honra de convidar Vª Exª e Exmª família
para o lançamento do livro
RAÍZES DE FÉ… Na busca da felicidade DEUS
de Hermínia Nadais, 
a realizar no dia 6 de Outubro
pelas 15.00 horas, 
na Biblioteca Municipal!

 Programa:
A Associação Palcos Cruzados 
associa-se ao evento 
com fados nas vozes
de Isabel Torres e Joaquim La-Salete
acompanhados 
à viola por Arménio Cruz  
 e à guitarra por João Ribau.

Hermínia Nadais